Nos Bastidores do Poder, Congresso para para salvar ou sepultar Temer

A verdade é uma só, o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes em sua historia.
Michel Temer tentou e conseguiu, porque não dizer e verdade e Justiça sejam feitas, arrumar a economia.
Com um ano de governo, o novo Presidente que assumiu pós Impeachment de Dilma Rousseff, pois o país nos trilhos.
Investimentos voltaram, empregos mesmo que levemente começaram a surgir, as expectativas de mercado foram melhores, os juros foram reduzidos as coisas iam mudar.
Temer não contava com o fogo amigo de Joesley Batista, que mediante a uma delação mais que premiada, o delatou.
Na pauta, pedidos e negociatas com o Presidente, para que a JBS, empresa de Joesley, obtivesse vantagens indevidas frente ao poder público.
Na pauta também, um flagrante filmado pela Policia Federal, em que o Assessor de Temer, Rodrigo Loures, aparece recebendo uma mala com R$ 500 Mil de um dos Executivos da JBS.
O dinheiro de fato nunca chegou as mãos de Michel Temer, assim que a historia estourou, Loures o devolveu a Policia Federal.

Mas a credibilidade do Presidente já estava arranhada e Temer entrou na mira de Janot.
O Procurador Geral da República, prestes a deixar seu cargo com o término de mandato agora em setembro, denunciou o Presidente com base nas delações de Joesley, por corrupção passiva.
Nas palavras de Janot, a mala de R$ 500 Mil era destinada a Michel Temer, e ele mandou seu homem de mais alta confiança para pega-la.

Enquanto a PF e o Ministério Público tentam conseguir uma delação com Rodrigo Loures e com o ex-deputado Eduardo Cunha, o que poderia incendiar de vez Brasília, as denúncias da Procuradoria seguiam seu curso.
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator da Lava Jato, Edson Fachin, encaminhou para a Câmara dos Deputados, para que o processo fosse admitido ou rejeitado.
No Palácio do Planalto a convicção de que Temer tem votos suficientes para barrar a denúncia.
Mas de novo, atingido por fogo amigo, seu colega de partido, Sergio Zveiter, do PMDB, fez um relatório que pede sim, continuidade da denúncia.
Para o deputado federal, a denúncia carece ser investigada pois a sociedade quer e precisa saber, se Michel Temer é culpado ou inocente.

Agora o processo continua seu rito e deve ser votado pelos parlamentares.
Primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, depois no Plenário.
Se 342 deputados seguirem o voto do Relator, Michel Temer vai ter o processo aceito e este volta ao STF.
Lá, os Ministros vão avaliar se pela lei, há provas suficientes para que ele se torne réu.
Se os Ministros entenderem que sim, Temer vai a julgamento.
E como está Presidente, é afastado por lei de seu cargo por até 180 dias.
Neste período, o STF precisa realizar coleta de provas e apresentar seu julgamento.
Caso seja condenado, confirma-se o afastamento definitivo do Presidente que perde o cargo pelo Impeachment Judicial.
Se ele for absolvido, o que na verdade é pouco provável de se acontecer, Temer volta a ocupar a presidência para encerrar seu mandato.

Enquanto tudo isso acontece, o Congresso segue parado.
Reformas trabalhista ou da previdência, tão importantes para resolução de conflitos econômicos, são assuntos mortos.
Ainda mais com o recesso parlamentar batendo a porta, em 18 de julho, os deputados podem sair de Brasília e retornarem só em agosto.
Até que se saiba se Temer vai se salvar ou afundar, a verdade é que tudo parou, de novo.
Só vale salientar, no ano passado aí por causa de Dilma, eis que o Congresso também parou para julgar a primeira mulher Presidente do país.
Que entre tantas coisas, foi responsável por colocar o Brasil na pior crise de sua historia economicamente falando.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer e a luta pela sobrevivência

É fato que cada dia que se passa, a crise se agrava no Brasil.
Há cerca de um ano atrás, tínhamos um grave problema agudo com uma crise sem precedentes na economia e no governo.
A então presidente Dilma Rousseff, havia sido afastada de seu cargo não por qualquer outro fato, que não fosse o que perdeu as condições para governar.
Nos bastidores do poder, Michel Temer articulava contra a petista para que permanecesse em seu cargo, enquanto o Senado se preparava para julga-la.
Temer estava de fato pondo ordem na bagunça, arrumando a economia, resolvendo a crise.
Era bom que ele continuasse pois se Dilma voltasse só Deus sabe o desastre que seria.

O que o agora Presidente não tinha ideia, é que a casa ia virar de ponta cabeça.
Se Michel Temer sonhasse que um ano depois ele é quem estaria na mira do Congresso, talvez nunca tivesse feito por onde se transformar em Presidente.
Ninguém quer perder seu mandato, mas o fato é que o PMdebista vai perdendo sua capacidade de liderança, embora ainda seja um articulador melhor que Dilma.
Ainda que consiga um revés agora, nada garante que ele vai poder barrar outras denúncias que virão.
E o Procurador Geral, Rodrigo Janot, este está cheio de sede. Hora de poder ou hora de fins republicanos não se sabe, o que se sabe é que o procurador quer deixar sua marca, e derrubar um Presidente, isso ninguém esquece.

Temer pode ter consertado a economia, mas esqueceu de se certificar de quem o rodeava.
Vale salientar, que foi fogo amigo que o atingiu, quando o empresário Joesley Batista decidiu num golpe rasteiro, o delatar a Procuradoria.
Gravando, entregou um mega esquema de corrupção, mais um entre tantos que existe no país, mas que diretamente respinga sob o Presidente e seus Assessores.
Hoje, 4 de julho, é dia de Temer fazer peregrinação pelo Congresso, para tentar manter unida sua base aliada.
Se a estratégia vai dar certo, ainda não sabemos.
Mas sabemos que ontem a situação de Temer se complicou, Geddel Vieira Lima caiu nas garras da Policia Federal, e lá se foi mais um dos homens de confiança do Presidente.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br