Previdência deixa de ser questão primordial no governo Temer

O Palácio do Planalto faz avaliações, de como deve seguir o cronograma de reformas do governo.
Por causa da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, apresentada na semana passada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, isso vai atrasar, ou enterrar de vez algumas propostas.
Antes da votação dessa denúncia, fica inviável se resolver qualquer questão dentro da Casa de Leis, adiantou o Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia.
A esperada e tão necessária reforma da Previdência Social, que vem sendo adiada por inúmeros meses, continua por o ser.
E agora está mais do que nunca ameaçada.

Primeiro, Temer vai ter que usar todo restinho de prestígio e barganha que o resta, afim de convencer os deputados a votarem em seu favor, pelo arquivamento da denúncia.
Depois disso feito, não restarão mais recursos para a Previdência ou qualquer outra reforma que se pense.
Um preço alto demais para se pagar, frente ao futuro do país.
Na realidade ficamos numa situação onde tudo está ruim, e lutamos para que não piore ainda mais.
Ruim com Temer, muito pior sem ele.

Apesar de todas as acusações que lhe pesam, ao menos o governo Michel Temer deu jeito na economia, derrubou os juros, baixou a inflação.
Lembremos, quando assumiu o poder em maio do ano passado, um pacote de feijão custava entorno de R$ 25,00.
Resultado das politicas absurdas adotadas pelo PT e pela então Presidente, Dilma Rousseff.
Hoje, o feijão voltou ao preço padrão, e pode ser encontrado a partir de R$ 8,00.
Esse é apenas um exemplo, de muitos outros que podemos citar.
É claro, há desemprego, há uma série de outros fatos que não são favoráveis.
Mas o país já caminha para fora da recessão e isso é um bom sinal.

Como no ano que vem, dificilmente os parlamentares vão querer votar coisas polêmicas por ser ano eleitoral, concluímos um adeus, pelo menos por hora, a Previdência.
Embora o Planalto acredite que dá para aprovar.
Só um lembrete, acreditar não é poder.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

República em ruínas

Enquanto o Brasil tenta digerir o caso Joesley Batista, mais coisas e situações vem acontecendo na politica e assustando.
Um relatório da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra que Michel Temer participou do quadrilhão do PMDB.
Influente dentro do Congresso, o Presidente recebeu cerca de R$ 31,5 Mi em propinas ao longo dos últimos anos.
Dinheiro desviado de obras, da Petrobras e pago por empreiteiras em busca de vantagens indevidas.

Temer rebateu, disse que bandidos tentam manchar imagem das pessoas de boa reputação, em troca de redução de sentença no país.
E tentou ao longo do dia, levar sua agenda com naturalidade.

Enquanto isso, no Supremo, Ministros comentam a noticia e discutem internamente a questão.
No campo Jurídico, o Ministro Barroso abriu um inquérito para apurar possíveis crimes contra o Presidente.
Mais uma vez, Temer pode ser alvo de denúncia por parte da Procuradoria Geral da República, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.

Fica meio que difícil de se prever o que acontecerá no Brasil, vivemos dia pós dia.
Na plena recuperação da economia, versos os crimes cometidos e que pedem Justiça.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A segunda denúncia contra Temer

Nesta semana, os olhares de Brasília se voltam para a Procuradoria Geral da República.
Em sua penúltima semana afrente de seu cargo, Rodrigo Janot deve apresentar a segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, por crimes cometidos no exercício do mandato presidencial.
Ele já apresentou uma, por corrupção passiva, que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Na prática isso quer dizer, que os deputados não autorizaram a abertura do processo, e que ele fica parado até que Temer deixe a presidência.
Só voltando a ser um cidadão comum, sem foro privilegiado, é que o Presidente vai passar a ter a oportunidade de responder pelo crime na Primeira Instância da Justiça.
Como a denúncia é da Lava Jato, é possível que seja julgado pelo Juiz Federal Sérgio Moro, que concentra a Primeira Instância dos casos.

Nesta segunda denúncia, Temer usa como base a delação do doleiro Lúcio Funaro, e mais informações da delação dos donos da JBS.
O problema, essa denúncia perdeu força na segunda, 4, antes mesmo de ser realizada.
Janot e a Procuradoria, foram colocados sob suspeita, depois que a JBS por engano, encaminhou coisas que não devia a um anexo de delações.
Esses áudios e documentos, enviados por engano segundo analistas, mostram que a empresa e seus executivos, omitiram informações importantes e vitais para as investigações, na delação que fizeram.
Se comprovando isto, eles podem até perder os benefícios do acordo que firmaram com a Justiça.
Não é que o que falaram vai perder a validade, mas como deixaram de falar coisas, e essas são importantes, eles perdem o benefício e podem inclusive ser presos.
Só que dentro de todo esse universo que não comentaram, estão contas não declaradas com recursos financeiros, muitos recursos financeiros.
E também, porque não relembrar, áudios de executivos conversando sobre a ligação deles com Marcello Miller.

Miller era Procurador, braço direito de Janot, no seu gabinete.
Costurou pontos da delação da JBS, antes de deixar seu cargo para trabalhar em um escritório de advocacia, especializado em delações.
Estranha mudança, já que deixar a Procuradoria, um emprego estável, por um na iniciativa privada, soa esquisito no mínimo.
Então pode se comprovar, que a JBS não tinha somente Miller e politicos nas mãos. Isso transcende, chega ao STF, pelo menos quatro ministros citados.
E agora Brasil? As flechas de Janot antes miradas em Temer, podem atingir ao Judiciário e a ele próprio.
Em meio a toda essa crise que de novo, é sem precedentes e cada vez se aprofunda mais, fica incerto afirmar o que vem na denúncia contra Michel Temer.
Há especialistas dizendo até, que o Procurador deveria desistir dessa estratégia.
Denunciar Temer agora, já sabendo que possivelmente essa denúncia não passe assim como a primeira, é atirar não no pé, mas na cabeça da Procuradoria e da Lava Jato.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br