Essa semana em um artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de sua incontestável liderança, fez algo que não poderia fazer.
E tacou ainda mais fogo na relação PSDB / PMDB.
FHC disse em seu artigo do jornal, que se até dezembro o partido não desembarcar do governo Temer, pode ficar com um papel coadjuvante nas eleições do ano que vem.
É incontestável que apesar de todos os pesares, Temer tem conseguido recuperar a passos lentos a economia, e que sua saída agora deixaria o país num profundo buraco.
Então, o Presidente precisa encerrar esse mandato antes de responder as acusações que lhe foram imputadas e que são sim, gravíssimas.
O PSDB por sua vez, que não decide se vai ou fica, é um partido quase que triturado e não mais rachado.
Depois do artigo de FHC e da colisão de opiniões internas que isso trouxe, fica claro a ruptura interna no ninho tucano.
Qualquer que seja o candidato, será derrotado no ano que vem, se o partido não desembarcar do governo, afirmou FHC, na sua publicação no jornal.
O que gerou um mal-estar triplo.
Por um lado, ele constrange os Ministros do PSDB que queriam ficar no cargo.
Por outro, demonstra o tamanho do buraco interno que há entre os tucanos agora.
E por fim, ainda fortalece o PT.
O partido de Lula, segue seu líder onde quer que ele vá.
E a menos que o ex-presidente seja impedido pela Justiça de ser candidato nas próximas eleições, o que se vê é um PT mais fortalecido pelas derrapadas do PSDB.
Só me resta saber agora, o que pensam os brasileiros a respeito disso.
As pesquisas não enganam, mas as vezes elas acabam influenciando opiniões.
Já vi muita gente dizer que votaria em determinado candidato porque o outro não ia ganhar mesmo.
Aí, Dilma foi eleita e Lula ganhou duas vezes.
O país foi mergulhado nessa recessão e todo o resto conhecemos.
Temos que nos atentar é para isso.
Se é fato que o PSDB não está se entendendo, não podemos nos concentrar em depositar votos em Lula ou seus aliados, se quer em Bolsonaro. Que encontremos um outro jeito, ou um outro caminho para o Brasil.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br