O deputado cassado e ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, sofreu sua primeira condenação pela Lava Jato nesta quinta-feira, 30 de março.
O Juiz Federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância, considerou que Cunha recebeu vantagens indevidas em 2011, durante o
exercício de seu mandato parlamentar.
Diante as acusações que lhe foram imputadas neste primeiro processo, que denunciava o ex-parlamentar por recebimento indevido de recursos, Cunha foi
condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.
Com a condenação, ele fica na cadeia em que está em Curitiba, no Paraná, desde que foi preso no ano passado por uma ação da Polícia Federal.
A sentença de Moro, foi promulgada nesta quinta-feira e já está disponível na íntegra no site da Justiça Federal.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br
Marcelo Odebrecht confirma R$ 150 Mi de caixa 2 em campanha de 2014
O empresário Marcelo Odebrecht, preso na operação Lava Jato, prestou depoimento a Justiça Eleitoral no Paraná, nesta quarta-feira, 1º de março.
O objetivo foi servir como testemunha, em uma ação no TSE que pede a cassação da chapa Dilma Temer, vencedora das eleições em 2014.
A ação foi proposta pelo PSDB no começo de 2015, acusando a chapa de abuso de poder econômico, e de uso de caixa 2, propinas, para se financiar.
Com a saída de Dilma da presidência no ano passado por causa do processo de Impeachment, chegou a cogitar o arquivamento do caso, mas o TSE negou e quis continuar as apurações.
Como o presidente Michel Temer foi remanescente da chapa, é ele agora o principal alvo da ação, embora sua defesa tente desconstruir a imagem de que o atual presidente tinha algo a ver com a situação na época, por não estar ele afrente da chapa.
Marcelo Odebrecht foi ouvido como testemunha, porque um dos executivos da Odebrecht em delação, relatou pagamentos da companhia para a chapa Dilma Temer em 2014.
Na quarta-feira, durante seu depoimento a Justiça, o empresário confirmou ter feito repasse da ordem de R$ 150 Mi para a chapa.
Ele não especificou quanto foi dado para cada, nem quanto disso veio de propinas, mas reiterou que houve caixa 2, e com o conhecimento de Dilma Rousseff.
Parte do valor, foi repassado a João Santana, a época dos fatos que fazia marketing para o PT. Os recursos foram repassados no exterior, para fugir da fiscalização brasileira.
Marcelo Odebrecht respondeu as perguntas de advogados, da Justiça e apresentou documentos que corroboram com suas declarações.
Seu advogado disse que o cliente falou o que foi preciso falar, mas que não poderia comentar o conteúdo por causa do sigilo do processo.
Agora, mais testemunhas ligadas a companhia vão prestar depoimento a respeito do caso, antes que o processo siga a fase de conclusão.
Se o TSE entender que houve abuso de poder econômico e uso de caixa 2 na campanha presidencial, a eleição vai ser invalidada e a chapa terá sua autenticidade cassada.
Como Dilma já perdeu o mandato pelo Impeachment, Michel Temer também seria automaticamente cassado pelo TSE.
Nesta probabilidade inédita de acontecer, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, assumiria a presidência da república temporariamente.
Como já se fazem dois anos da eleição, a lei manda com que outro presidente seja escolhido de forma indireta, em uma eleição dentro do Senado Federal.
A estratégia de Temer agora, vai ser correr contra o tempo para tentar atrasar o processo. O objetivo, impedir que o TSE consiga cassar seu mandato antes dele se encerrar em 2018.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br
O objetivo foi servir como testemunha, em uma ação no TSE que pede a cassação da chapa Dilma Temer, vencedora das eleições em 2014.
A ação foi proposta pelo PSDB no começo de 2015, acusando a chapa de abuso de poder econômico, e de uso de caixa 2, propinas, para se financiar.
Com a saída de Dilma da presidência no ano passado por causa do processo de Impeachment, chegou a cogitar o arquivamento do caso, mas o TSE negou e quis continuar as apurações.
Como o presidente Michel Temer foi remanescente da chapa, é ele agora o principal alvo da ação, embora sua defesa tente desconstruir a imagem de que o atual presidente tinha algo a ver com a situação na época, por não estar ele afrente da chapa.
Marcelo Odebrecht foi ouvido como testemunha, porque um dos executivos da Odebrecht em delação, relatou pagamentos da companhia para a chapa Dilma Temer em 2014.
Na quarta-feira, durante seu depoimento a Justiça, o empresário confirmou ter feito repasse da ordem de R$ 150 Mi para a chapa.
Ele não especificou quanto foi dado para cada, nem quanto disso veio de propinas, mas reiterou que houve caixa 2, e com o conhecimento de Dilma Rousseff.
Parte do valor, foi repassado a João Santana, a época dos fatos que fazia marketing para o PT. Os recursos foram repassados no exterior, para fugir da fiscalização brasileira.
Marcelo Odebrecht respondeu as perguntas de advogados, da Justiça e apresentou documentos que corroboram com suas declarações.
Seu advogado disse que o cliente falou o que foi preciso falar, mas que não poderia comentar o conteúdo por causa do sigilo do processo.
Agora, mais testemunhas ligadas a companhia vão prestar depoimento a respeito do caso, antes que o processo siga a fase de conclusão.
Se o TSE entender que houve abuso de poder econômico e uso de caixa 2 na campanha presidencial, a eleição vai ser invalidada e a chapa terá sua autenticidade cassada.
Como Dilma já perdeu o mandato pelo Impeachment, Michel Temer também seria automaticamente cassado pelo TSE.
Nesta probabilidade inédita de acontecer, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, assumiria a presidência da república temporariamente.
Como já se fazem dois anos da eleição, a lei manda com que outro presidente seja escolhido de forma indireta, em uma eleição dentro do Senado Federal.
A estratégia de Temer agora, vai ser correr contra o tempo para tentar atrasar o processo. O objetivo, impedir que o TSE consiga cassar seu mandato antes dele se encerrar em 2018.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br
Temer muda estratégias após Odebrecht falar em ação que pode cassar seu mandato
O presidente Michel Temer entrou em alerta máximo e todo o Planalto também.
Nesta quarta-feira, 1º, a Justiça Eleitoral vai ouvir como testemunha num processo que pode cassar a chapa Dilma Temer, o empresário Marcelo Odebrecht.
Preso pela Lava Jato, Odebrecht pode implicar o nome do atual presidente da república do Brasil, em doações ilegais de campanhas recebidas em 2014.
Na ação, que corre desde 2015 no TSE, a chapa que elegeu Dilma e Temer, é acusada de abuso de poder econômico, bem como de receber dinheiro de propina para fazer seu caixa.
O acusador é o PSDB, partido derrotado nas eleições presidenciais da época.
Com o Impeachment de Dilma Rousseff, a chapa Dilma Temer tentou desconstruir a ação no TSE.
Mas a Corte rejeitou arquivar o processo e segue com as apurações.
Se houve envolvimento de Michel Temer, o TSE defende que seja apurado e punido, inclusive com a perda do mandato presidencial, o atual presidente da república.
Se isso acontecesse, seria um duro golpe na historia recente do país. O Brasil poderia ter um novo presidente eleito em eleição indireta, pelo Senado Federal.
Uma coisa que nunca antes entrou nos planos de qualquer brasileiro, porque já se passaram dois anos das eleições e não há pela lei, meios de se convocar uma eleição direta pela democracia.
Com o depoimento de Odebrecht agendado para esta quarta-feira, Temer que antes tentava encurtar o processo, agora muda sua estratégia.
Seus advogados estudam pedir que testemunhas sejam ouvidas para prolongar a ação e evitar assim a perda do mandato presidencial.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br
Nesta quarta-feira, 1º, a Justiça Eleitoral vai ouvir como testemunha num processo que pode cassar a chapa Dilma Temer, o empresário Marcelo Odebrecht.
Preso pela Lava Jato, Odebrecht pode implicar o nome do atual presidente da república do Brasil, em doações ilegais de campanhas recebidas em 2014.
Na ação, que corre desde 2015 no TSE, a chapa que elegeu Dilma e Temer, é acusada de abuso de poder econômico, bem como de receber dinheiro de propina para fazer seu caixa.
O acusador é o PSDB, partido derrotado nas eleições presidenciais da época.
Com o Impeachment de Dilma Rousseff, a chapa Dilma Temer tentou desconstruir a ação no TSE.
Mas a Corte rejeitou arquivar o processo e segue com as apurações.
Se houve envolvimento de Michel Temer, o TSE defende que seja apurado e punido, inclusive com a perda do mandato presidencial, o atual presidente da república.
Se isso acontecesse, seria um duro golpe na historia recente do país. O Brasil poderia ter um novo presidente eleito em eleição indireta, pelo Senado Federal.
Uma coisa que nunca antes entrou nos planos de qualquer brasileiro, porque já se passaram dois anos das eleições e não há pela lei, meios de se convocar uma eleição direta pela democracia.
Com o depoimento de Odebrecht agendado para esta quarta-feira, Temer que antes tentava encurtar o processo, agora muda sua estratégia.
Seus advogados estudam pedir que testemunhas sejam ouvidas para prolongar a ação e evitar assim a perda do mandato presidencial.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br
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