O presidente Michel Temer entrou em alerta máximo e todo o Planalto também.
Nesta quarta-feira, 1º, a Justiça Eleitoral vai ouvir como testemunha num processo que pode cassar a chapa Dilma Temer, o empresário Marcelo Odebrecht.
Preso pela Lava Jato, Odebrecht pode implicar o nome do atual presidente da república do Brasil, em doações ilegais de campanhas recebidas em 2014.
Na ação, que corre desde 2015 no TSE, a chapa que elegeu Dilma e Temer, é acusada de abuso de poder econômico, bem como de receber dinheiro de propina para fazer seu caixa.
O acusador é o PSDB, partido derrotado nas eleições presidenciais da época.
Com o Impeachment de Dilma Rousseff, a chapa Dilma Temer tentou desconstruir a ação no TSE.
Mas a Corte rejeitou arquivar o processo e segue com as apurações.
Se houve envolvimento de Michel Temer, o TSE defende que seja apurado e punido, inclusive com a perda do mandato presidencial, o atual presidente da república.
Se isso acontecesse, seria um duro golpe na historia recente do país. O Brasil poderia ter um novo presidente eleito em eleição indireta, pelo Senado Federal.
Uma coisa que nunca antes entrou nos planos de qualquer brasileiro, porque já se passaram dois anos das eleições e não há pela lei, meios de se convocar uma eleição direta pela democracia.
Com o depoimento de Odebrecht agendado para esta quarta-feira, Temer que antes tentava encurtar o processo, agora muda sua estratégia.
Seus advogados estudam pedir que testemunhas sejam ouvidas para prolongar a ação e evitar assim a perda do mandato presidencial.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br