E finalmente chegou, estamos as vésperas de saber como a Câmara Federal vai reagir, diante as denúncias de corrupção apontadas pela Procuradoria Geral, contra o Presidente Michel Temer.
Elas foram realizadas com base na delação da JBS, e prometem deixar a semana de volta parlamentar do recesso quente.
O Presidente precisa conseguir 172 votos de seus aliados e indecisos, para arquivar o pedido de denúncia.
Ou a oposição, precisa conseguir 342 votos para aprovar o prosseguimento da mesma.
Se a primeira hipótese acontecer, a denúncia é arquivada e Temer segue em seu cargo respirando pouco mais aliviado.
Se for a segunda, aí o Presidente vai ter problemas.
Uma vez aprovada na Câmara a denúncia volta ao STF, lá o Plenário decide se há base suficiente para tornar o Presidente réu.
Se sim, ele é afastado de seu cargo por até 180 dias, período que deve durar seu julgamento.
Se condenado perde o mandato e pode ser preso. Se não, voltaria ao cargo.
Ao julgar pelas provas robustas que existem, o que Michel Temer precisa agora é barrar a denúncia no campo politico.
Se o Presidente não conseguir o arquivamento na Câmara e isso chegar ao STF seria inevitável sua saída do cargo e o fim de seu governo.
Vale salientar, que o arquivamento da denúncia não significa que Temer vai ficar impune.
O que se busca agora é saber se o Presidente vai ser julgado enquanto está no cargo.
Se a denúncia for arquivada, a partir do momento em que deixar a presidência, Temer entra nas mãos da Primeira Instância da Justiça Federal, que apura a Lava Jato.
Assim como o ex-presidente Lula, vai cair nos braços de Sérgio Moro, que deve aplicar sentença firme como em todos os demais casos apresentados.
Acompanhemos então, o destino do Presidente que começa a se selar a partir das próximas horas
De Brasília - Ester Marini
estermarini@kester.net.br