Depoimento de Lula é trampolim para campanha politica

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha um plano bem definido.
Se tornou presidente em 2002, se reelegeu em 2006 e sabia que não poderia mais governar o país.
Não poderia em tese.
Colocou Dilma Rousseff em 2010 para continuar seu governo e tentou estar sempre por trás da presidente.
Mas Dilma era temperamental por demais e os planos do petista foram caindo por terra.
Logo veio a Lava Jato em 2014, e começou a desmontar o império de Lula.
Mas ele estava preocupado com as eleições, queria voltar ao poder, seu projeto dizia que Dilma seria presidente por 4 anos, para ele regressar depois.
Não importavam os erros que ela cometesse, depois, ele daria um jeitinho.

Só que Dilma não abriu mão do cargo, pensou estar fazendo um bom trabalho e quis continuar.
Partiu para o segundo mandato, fez campanha com sua imagem colada na do ex-presidente e convenceu.
Dilma foi reeleita, e ficou no poder algum tempo.
Sua nada agradável forma de conduzir as coisas a fez ruir, a Lava Jato começou a derrubar seus apoiadores e ela deu conta de brigar até com quem não poderia.
Desafeto do PMDB, viu seu governo se transformar em ruínas e perdeu o cargo.
Foi cassada, não antes de protagonizar a fatídica cena. Transformar Lula em Ministro de Estado para fazê-lo escapar da Justiça.
Não deu certo, as investigações seguiram e Dilma foi escorraçada de Brasília.

Lula já estava pensando em 2018, e a Lava Jato o baqueou.
Não o suficiente para abalar a opinião pública, ainda. Mas deixou marcas que ele vai ter de enfrentar.
E enfrentou já nesta quarta-feira, 10 de maio. Prestou seu primeiro depoimento a Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba.
Ele se contradisse e até seus aliados ficaram com medo da eminente condenação.
Lula por sua vez não se importou, na verdade ele continua se achando um Deus, e continua acreditando na sua vitória nas urnas no ano que vem.
Será?
O país seria capaz de coloca-lo lá, depois de tudo?
Tenho medo dessas respostas.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br