Uma Proposta de Emenda a Constituição, PEC, que foi lida nesta quinta-feira em plenário da Câmara Federal, criou uma grande polêmica nas redes sociais.
De autoria do deputado Marcelo Castro, feita em 2003, a proposta estava parada há alguns anos.
Agora voltou a pauta, porque trata da reforma politica que está sendo discutida na Câmara.
O presidente da casa, deputado Rodrigo Maia, disse que deve criar uma comissão para analisar propostas da reforma politica.
E leu a PEC em fase de projeto lei, para dizer que esta pode ser uma das pautas discutidas.
Ela prevê que as eleições majoritárias, Presidente, Governadores e Prefeitos, passem a ser a cada 5 anos e não mais a cada 4.
Prevê também, que ocorram em anos únicos, ou seja, que não ocorreriam mais com intervalo de 2 anos entre si.
Hoje, vota-se para prefeito e 2 anos depois a governador e presidente.
Pela proposta, todas as eleições ocorreriam no mesmo ano.
A proposta ainda acaba com os cargos de vice, e ainda criam regras para o voto distrital, para deputados.
A medida é vista com bons olhos por muitos parlamentares, mas a partir daí gerou uma polêmica.
Nas redes sociais, saiu o texto de que a PEC abria caminho para que as eleições se unificassem a partir de 2022, e que assim não haveriam as eleições em 2018.
Deste modo, o atual presidente Michel Temer, ficaria no poder até lá.
A proposta foi publicada em alguns sites e chamada de golpe2.0.
O problema é que não é isso que ela trata. Fala sim da unificação das eleições mas não data a partir de quando elas seriam. Muito menos data que as eleições de 2018 estariam canceladas.
A comissão já teve relator e presidente escolhido e demais membros devem ser designados.
Mas o relator da comissão, tratou logo de desmistificar a polêmica dizendo que não estão abrindo de forma nem uma, caminho para que Temer continue no poder.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br