Brasil experimenta novos protestos pós saída de Dilma

O Brasil vive nesta sexta-feira, 28 de abril, uma situação diferente.
Vai ser a primeira vez que um grande número de pessoas vai se unir, para um mega protesto.
O evento está sendo realizado em grande escala, porque conta com o apoio das forças sindicais.
É contra as reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo do presidente Michel Temer.

Para a maior parte da sociedade, essas reformas retiram direitos dos trabalhadores, e dificultam a aposentadoria.
Em parte eles tem razão, o acesso para se aposentar vai se tornar mais restrito caso tais reformas passem, principalmente da Previdência Social.
Mas isso não quer dizer o fim do mundo, nem quer dizer que as pessoas deixarão de se aposentar.
É mentira a afirmação de que Temer quer acabar com o emprego de carteira assinada, o que ele quer é uma maior regulamentação das coisas, em especial de profissões que em 1943, quando a lei trabalhista foi criada, ela tais profissões nem existiam.

O Brasil há tempos precisa de reformas.
Reformas estas que são essenciais para que o país circule dentro de um eixo de crescimento, e que não o coloque em risco ou em crise como ele estava.
Michel Temer é a pessoa certa para praticar tais reformas, mesmo que isto possa ir contra a popularidade do presidente.

Temer tem um perfil mais articulador, mais congressista. Tanto que ficou por mais de 20 anos no Congresso Nacional.
Nunca pensou ser presidente por causa de não ter muito contato com o público, não ser justamente popular.
A hipótese só ganhou força, quando Dilma Rousseff demonstrou fragilidade e fraqueza para ser presidente do Brasil e mergulhou o país na pior crise de sua historia.
Temer assumiu com o Impeachment da então presidente, e tinha na sua mão um grande problema. Resolver os impasses deixados por Dilma, e mexer onde mais iria trazer problemas, no trabalhador.
Por esta razão criou uma equipe de economia bem coesa, que tirou o país do vermelho nos primeiros meses de governo.
É fato, a crise ainda está aí, mas em um volume bem menor do que em maio de 2016.
Hoje o mercado volta a acreditar no Brasil e a taxa de juros despencou, o que é um bom sinal.
Aos poucos a economia vai caminhando e voltando a sua normalidade e isso vai se refletir no dia dia do trabalhador geral.

Mas neste processo, as reformas outrora tão necessárias começaram a ser propostas.
Michel Temer teve coragem de ir onde ninguém antes foi, justamente por causa do medo em perder popularidade.
Sem intenção de se reeleger presidente, Temer não precisa se preocupar com a imagem, e por isso pode agir entre aspas, mais livremente.
Então, implantou uma reforma no ensino médio, mesmo com muita gente contra.
Deu a cara a tapa e conseguiu aprovar o reajuste fiscal no orçamento.
De novo, agora conseguiu na Câmara a reforma trabalhista e trabalha pela aprovação da previdência.
Sindicalistas ameaçados com todo este movimento, decidiram mostrar as pessoas que elas perdem direitos ou que vão perder.
Deturparam os motivos da reforma e criaram o mito de que Temer destrói os direitos do trabalhador, e que quer impedir a sua aposentadoria.
O que essas reformas buscam?
Equilibrar contas desequilibradas e garantir que depois de 2030, a Previdência Social do Brasil tenha condição de se manter.
Se tais reformas não acontecerem agora, o que vamos assistir no Brasil no futuro, vai ser uma situação semelhante a vista na Grécia, que optou por não reformar.
O país sem dinheiro para pagar as pessoas e aposentados querendo e precisando receber sem ter de onde tirar.
Nosso presidente Guilherme Kalel, disse ontem, 27 de abril, uma máxima de verdade.
Antes de criticar a reforma, é preciso olhar para todo o contexto da situação.
Pode ser que algumas medidas apresentadas o foram da maneira errada, mas é o que temos pra hoje, é o que tem que ser.
Não temos que protestar por não haver reformas, mas sim então para as discussões de cada uma delas.
É preciso reformar, só assim teremos segurança e futuro de trabalho.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br