O Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato, mandou investigar 76 politicos nesta terça-feira, 11.
A lista de Fachin, caiu como uma bomba em Brasília e fez muita gente tremer.
Politicos de renome estão nesta lista, como o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, e Eunício Oliveira, atual presidente do Senado Federal.
Outros nomes também estão na lista, entre eles oito ministros do governo Michel Temer.
Esses nomes aparecem nas listas de delatores da empreiteira Odebrecht, com detalhes de como atuavam para receberem doações ilegais de campanhas.
Há nomes de todos os partidos de renome, como PT, PSDB, PRB, PR, PP, PMDB, entre outros.
A maior parte dos envolvidos preferem não comentar o caso, pois alegam que não sabem ainda o teor das delações.
Alguns no entanto, disseram de antemão não terem nada a ver com recebimento ilegal de doações e que irão ver no decorrer das investigações sua inocência.
Com a lista de Fachin divulgada o próximo passo é investigar cada um dos envolvidos.
A Procuradoria Geral da República é quem vai fazer essas investigações.
O Procurador Rodrigo Janot, deve apurar até que ponto as delações da Odebrecht e seus executivos são verdadeiras.
A partir daí, oferecer denuncias contra os envolvidos.
Se o STF aceitar as denuncias, eles viram réus em ações penais.
Até a publicação desta reportagem, o governo Temer começava a se preparar por conta dos nomes de oito de seus 28 ministros no processo.
Por enquanto a declaração oficial do Planalto é que o fato de serem investigados não é razão suficiente para afastar os Ministros.
Por outro lado até governadores do estado estão na mira da Procuradoria com a lista de Fachin.
Três aparecem nesta primeira leva de politicos, e outros nove ainda estão sob suspeita, dentre eles Beto Richa do Paraná, e Geraldo Alckmin de São Paulo.
Resta aguardar agora os próximos capítulos que prometem.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br