O relator da Reforma da Previdência, deputado Artur Maia, do PPS, vai apresentar nesta quarta-feira, 19, e não mais hoje, 18, o parecer final sobre a proposta que será apreciada pelos parlamentares no Congresso Nacional.
Caberá a seus colegas, decidirem por votação se a proposta vai passar ou ser sepultada.
Se aprovada, a proposta segue para o Senado, onde também sendo aprovada seguirá para sanção presidencial.
Se isso acontecer, Michel Temer vai conseguir as suas maiores e mais importantes aprovações para equilibrar a economia do Brasil que ainda sofre com a recessão da crise.
Se isso falhar e a proposta não for aprovada, o governo pode enfrentar sérios problemas.
Em meio a muitas polêmicas que a reforma deve trazer, Artur Maia acabou com uma nesta terça-feira.
E decidiu baixar a idade mínima para a aposentadoria de mulheres, como o governo queria.
Pela proposta original, não haveria mais diferença entre homens e mulheres. As duas classes se aposentariam a partir de 65 anos de idade, com valores proporcionais ao tempo de contribuição.
Já pela proposta que vai ser apresentada, mulheres poderão aposentar aos 62 anos de idade, 3 anos antes dos homens.
O número ainda não é o ideal segundo as centrais sindicais que são contrárias a reforma, mas já baixa um pouco do total quisto pelo governo e foi visto como uma manobra positiva.
Outros pontos também devem sofrer mudanças, ao serem apresentados nesta quarta-feira.
A tarde desta terça, está sendo de tensão em Brasília.
Policiais civis invadiram a Câmara e houve necessidade de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
A sessão que transcorria na Câmara precisou ser suspensa alguns minutos, por causa da magnitude que tomou o protesto.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br