Ministros citados em delações ficam no governo e Temer nega acordão com ex-presidentes para barrar Lava Jato

O presidente Michel Temer está se vendo obrigado a responder mais perguntas sobre a delação da Odebrecht do que sobre o país propriamente ditos nos últimos dias.
Em entrevistas recentes, Temer teve que responder a jornalistas, sobre dúvidas e questionamentos relacionados a delação da Odebrecht, divulgada na semana passada pela Justiça Federal.

Uma das perguntas mais recorrentes, é sobre os oito Ministros que foram citados nessas delações.
Para Temer, seus Ministros foram citados mas não houveram provas que os liguem a corrupção.
Por isso nem um Ministro deve ser afastado do cargo até segunda ordem e o governo não pode parar por causa dessas delações.
Há na visão de Temer, reformas importantes que precisam ter toda a atenção de seu ministério, entre elas a da Previdência, principal discussão no Congresso agora.

Por outro lado outra coisa que tem ganhado força é um boato que o presidente teria se reunido com Lula e Fernando Henrique Cardoso, numa tentativa de fechar um pacto para barrar a Lava Jato.
Sobre isto, Michel Temer respondeu que não há condições para um acordão desta magnitude.
Temer disse que Lula o convidou para falar sobre reforma politica, e que sobre este assunto ele fala com quem quiser falar com ele.
Mas a Lava Jato hoje está sob domínio da Justiça, do Ministério Público e não há como o governo intervir, e mesmo que houvesse ele não o faria.
Resta saber então, quem fica de pé, com essas delações sacudindo e destruindo todo universo politico aqui pros lados de Brasília.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br