Temer a vias de perder o cargo, e agora Brasil?

Ao longo dos últimos 7 dias o Brasil mudou.
Vimos um turbilhão de coisas acontecerem e caminhamos para uma incerteza politica sem precedentes, como nunca visto antes.
Michel Temer, presidente, foi citado nas delações de donos da JBS, o maior frigorífico do país.
Temer teria em conversa gravada com um dos proprietários da empresa, dado aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.
O presidente desmentiu, Cunha também.
Mas a delação o atingiu em cheio e gerou uma crise sem precedentes.

A base aliada de Michel Temer hoje já não é uma base tão aliada assim.
O PPS já saiu do governo e o PSDB está em vias de desembarcar.
Se isso acontecer, será inevitável que outros partidos também o façam, e que até o próprio PMDB deixe o presidente a ver navios.
Estamos prestes a viver uma histórica situação.
Teremos dois presidentes depostos de seus cargos em uma única legislatura.

Dilma Rousseff saiu por meio do Impeachment em agosto do ano passado.
Michel Temer, se não for cassado pelo TSE, se não renunciar, pode ainda sofrer o Impeachment.
Há agora, 14 pedidos contra o presidente aguardando análise da Câmara.
Mais um deve pintar até a quinta-feira, 25, quando a OAB vai protocolar.

Temer não convenceu, nem os aliados, nem o país, de sua inocência.
Os crimes imputados são graves e sua reação de ouvir sem fazer nada as confissões de Joesley Batista na conversa gravada, também são de indignar.
A verdade é uma só, Temer pois o país quase nos trilhos de novo, desde que assumiu o país.
Mas quando o Brasil esperava trilhar caminhos seguros, o trem voltou a descarrilar a exato que ocorreu com Dilma.
E agora Brasil?

Com a eminente saída do presidente, a Constituição determina eleições indiretas.
O Congresso é quem vai escolher o próximo presidente, que fica num mandato tampão até 2018, quando estão previstas novas eleições.
Há muitos nomes citados para a possível vaga deixada por Temer, mas muitas perguntas precisam ser respondida antes de se bater o martelo.

O próximo presidente vai ter que administrar a crise, ter boa relação com o Congresso, seguir nas reformas e pautas propostas pelo governo Temer, e não se deixar arranhar pela Lava Jato.
Será que alguém se sustenta assim?
Ester Marini
estermarini@kester.net.br