Com o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado Federal, assume seu cargo o vice da casa de leis.
Ele é um senador de oposição ao governo, do PT, partido da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi cassada com um processo de Impeachment, em agosto de 2016.
Com esse resultado, o governo do presidente Michel Temer parece enfrentar seu primeiro grande revés.
As pautas importantes que precisavam ser votadas antes do fim do ano, e as pautas de reformas do governo, agora podem ser congeladas se o presidente interino da casa quiser.
E é claro que o novo mandatário do Senado, não vai facilitar a vida para Temer e seus aliados dentro do Senado.
É exatamente por esta razão, que Michel Temer vai precisar usar todo o seu poder de persuasão e convencimento, para tentar desatar este nó que se formou.
O presidente precisa que o Senado aprove até 13 de dezembro, a PEC do teto de gastos, vai precisar de apoio com a reforma do ensino médio e de mais apoio ainda para aprovar a reforma da Previdência, que será entregue a Câmara hoje.
Deputados devem ter recesso de fim de ano cancelados, para que votem essas propostas. Já os senadores, também poderiam cancelar o recesso se Renan estivesse no comando da casa.
Agora este futuro é incerto. Para piorar toda a situação, o Senado ainda não aprovou o orçamento 2017 do governo federal.
Se isso não acontecer até 31 de dezembro, o governo pode começar o ano sem ter como gastar e pior, sem dar aumento no Salário Mínimo.
As próximas horas em Brasília, serão decisivas para se definir o futuro do Brasil.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br