Delatores da Odebrecht relatam propinas a Temer e Alckmin

O clima esquentou em Brasília nesta sexta-feira.
Um dos delatores da empresa Odebrecht, teve parte de sua delação vazada antes que o documento fosse homologado pelo STF.
Na delação, este executivo relata que o presidente da república Michel Temer, pediu pessoalmente em 2014 ao dono da construtora Marcelo Odebrecht a quantia de R$ 10 Mi.
O pedido foi feito no Palácio do Jaburu, em um jantar realizado em maio daquele ano. Os recursos seriam destinados a campanhas politicas do PMDB.
R$ 4 Mi ficariam com Eliseu Padilha, hoje Ministro da Casa Civil de Temer, e outros R$ 6 Mi iriam para Paulo Skaf, que foi candidato ao governo de São Paulo.

Em nota, a Assessoria da Presidência disse que Michel Temer repudia veementemente essa delação e o que foi vazado.
A Assessoria afirmou ainda que Temer nunca pediu qualquer recurso para campanhas, e que todos os valores doados ao PMDB durante sua gestão, foram feitos por repasses de transferência bancária, sendo todos declarados a Justiça Eleitoral.

Enquanto isso em São Paulo, um dos delatores da Odebrecht relatou ter sido enviado recursos de caixa 2, para a campanha do atual governador Geraldo Alckmin, do PSDB.
Foi a primeira vez que o nome do tucano apareceu em uma delação ou em algum esquema de corrupção.
Para Alckmin, qualquer decisão dada agora é premeditada.
O governador disse que não houve recebimento de caixa 2 em suas campanhas, e que está a disposição para averiguações.
Essas duas informações sacudiram as últimas horas em Brasília, numa semana em que a politica nacional entrou em muitos atritos e pegou fogo.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br