Previdência deixa de ser questão primordial no governo Temer

O Palácio do Planalto faz avaliações, de como deve seguir o cronograma de reformas do governo.
Por causa da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, apresentada na semana passada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, isso vai atrasar, ou enterrar de vez algumas propostas.
Antes da votação dessa denúncia, fica inviável se resolver qualquer questão dentro da Casa de Leis, adiantou o Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia.
A esperada e tão necessária reforma da Previdência Social, que vem sendo adiada por inúmeros meses, continua por o ser.
E agora está mais do que nunca ameaçada.

Primeiro, Temer vai ter que usar todo restinho de prestígio e barganha que o resta, afim de convencer os deputados a votarem em seu favor, pelo arquivamento da denúncia.
Depois disso feito, não restarão mais recursos para a Previdência ou qualquer outra reforma que se pense.
Um preço alto demais para se pagar, frente ao futuro do país.
Na realidade ficamos numa situação onde tudo está ruim, e lutamos para que não piore ainda mais.
Ruim com Temer, muito pior sem ele.

Apesar de todas as acusações que lhe pesam, ao menos o governo Michel Temer deu jeito na economia, derrubou os juros, baixou a inflação.
Lembremos, quando assumiu o poder em maio do ano passado, um pacote de feijão custava entorno de R$ 25,00.
Resultado das politicas absurdas adotadas pelo PT e pela então Presidente, Dilma Rousseff.
Hoje, o feijão voltou ao preço padrão, e pode ser encontrado a partir de R$ 8,00.
Esse é apenas um exemplo, de muitos outros que podemos citar.
É claro, há desemprego, há uma série de outros fatos que não são favoráveis.
Mas o país já caminha para fora da recessão e isso é um bom sinal.

Como no ano que vem, dificilmente os parlamentares vão querer votar coisas polêmicas por ser ano eleitoral, concluímos um adeus, pelo menos por hora, a Previdência.
Embora o Planalto acredite que dá para aprovar.
Só um lembrete, acreditar não é poder.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

República em ruínas

Enquanto o Brasil tenta digerir o caso Joesley Batista, mais coisas e situações vem acontecendo na politica e assustando.
Um relatório da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra que Michel Temer participou do quadrilhão do PMDB.
Influente dentro do Congresso, o Presidente recebeu cerca de R$ 31,5 Mi em propinas ao longo dos últimos anos.
Dinheiro desviado de obras, da Petrobras e pago por empreiteiras em busca de vantagens indevidas.

Temer rebateu, disse que bandidos tentam manchar imagem das pessoas de boa reputação, em troca de redução de sentença no país.
E tentou ao longo do dia, levar sua agenda com naturalidade.

Enquanto isso, no Supremo, Ministros comentam a noticia e discutem internamente a questão.
No campo Jurídico, o Ministro Barroso abriu um inquérito para apurar possíveis crimes contra o Presidente.
Mais uma vez, Temer pode ser alvo de denúncia por parte da Procuradoria Geral da República, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.

Fica meio que difícil de se prever o que acontecerá no Brasil, vivemos dia pós dia.
Na plena recuperação da economia, versos os crimes cometidos e que pedem Justiça.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A segunda denúncia contra Temer

Nesta semana, os olhares de Brasília se voltam para a Procuradoria Geral da República.
Em sua penúltima semana afrente de seu cargo, Rodrigo Janot deve apresentar a segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, por crimes cometidos no exercício do mandato presidencial.
Ele já apresentou uma, por corrupção passiva, que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Na prática isso quer dizer, que os deputados não autorizaram a abertura do processo, e que ele fica parado até que Temer deixe a presidência.
Só voltando a ser um cidadão comum, sem foro privilegiado, é que o Presidente vai passar a ter a oportunidade de responder pelo crime na Primeira Instância da Justiça.
Como a denúncia é da Lava Jato, é possível que seja julgado pelo Juiz Federal Sérgio Moro, que concentra a Primeira Instância dos casos.

Nesta segunda denúncia, Temer usa como base a delação do doleiro Lúcio Funaro, e mais informações da delação dos donos da JBS.
O problema, essa denúncia perdeu força na segunda, 4, antes mesmo de ser realizada.
Janot e a Procuradoria, foram colocados sob suspeita, depois que a JBS por engano, encaminhou coisas que não devia a um anexo de delações.
Esses áudios e documentos, enviados por engano segundo analistas, mostram que a empresa e seus executivos, omitiram informações importantes e vitais para as investigações, na delação que fizeram.
Se comprovando isto, eles podem até perder os benefícios do acordo que firmaram com a Justiça.
Não é que o que falaram vai perder a validade, mas como deixaram de falar coisas, e essas são importantes, eles perdem o benefício e podem inclusive ser presos.
Só que dentro de todo esse universo que não comentaram, estão contas não declaradas com recursos financeiros, muitos recursos financeiros.
E também, porque não relembrar, áudios de executivos conversando sobre a ligação deles com Marcello Miller.

Miller era Procurador, braço direito de Janot, no seu gabinete.
Costurou pontos da delação da JBS, antes de deixar seu cargo para trabalhar em um escritório de advocacia, especializado em delações.
Estranha mudança, já que deixar a Procuradoria, um emprego estável, por um na iniciativa privada, soa esquisito no mínimo.
Então pode se comprovar, que a JBS não tinha somente Miller e politicos nas mãos. Isso transcende, chega ao STF, pelo menos quatro ministros citados.
E agora Brasil? As flechas de Janot antes miradas em Temer, podem atingir ao Judiciário e a ele próprio.
Em meio a toda essa crise que de novo, é sem precedentes e cada vez se aprofunda mais, fica incerto afirmar o que vem na denúncia contra Michel Temer.
Há especialistas dizendo até, que o Procurador deveria desistir dessa estratégia.
Denunciar Temer agora, já sabendo que possivelmente essa denúncia não passe assim como a primeira, é atirar não no pé, mas na cabeça da Procuradoria e da Lava Jato.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

As privatizações e seus significados

Na semana passada, o governo federal anunciou uma série de privatizações que pretende fazer, a partir de agora e até o último trimestre do ano que vem.
A ideia é privatizar total ou parcialmente, 57 empresas estatais, entre elas a Casa da Moeda e a Eletrobrás.
O mercado respondeu de forma positiva ao anúncio, que por outro lado foi criticado por politicos e pelos servidores.
Os primeiros porque perderão livre nomeação para que seus queridos assumam cargos estratégicos.
Os segundos, porque serão desligados e também perderão benefícios.

A verdade porém, é apenas uma.
Embora parte das pessoas defenda que o governo tenta vender nosso patrimônio, isso é balela.
Vejam quanto foi desviado e roubado de dentro da Petrobras, nossa maior estatal.
Da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDS.
Porque os politicos crescem os olhos, porque muitos bandidos se revestem de deputados, senadores, representantes do povo, com a clara e única intenção de surrupiar recursos.
Na verdade quem denigre o patrimônio são eles, que roubam tudo que podem, enquanto podem.
E deixam as empresas esfaceladas, endividadas, pedindo socorro e consumindo consideráveis recursos da União.
Retiram assim, investimentos tão necessários na Educação, na Saúde, na infraestrutura, e eu não estou sendo hipócrita, e sim realista.

A verdade é que no Brasil, o governo não pode ter empresas, porque onde há, tem desvios.
Uma afirmação máxima que as operações policiais e da Procuradoria Federal, confirmam a cada dia mais.
Este antro de corrupção que se criou desde os tempos da fundação da república, permanece nos dias atuais e infelizmente, vai demorar ser cortado pela raiz, dependendo das decisões tomadas nas urnas pelo povo, por nós.
Então, melhor que seja privatizar, para retirar dos recursos que hoje cobrem rombos, para que possamos investir mais e melhor no nosso Brasil.
Precisamos enxergar, olhar para as coisas por todos e outros ângulos, e assim evoluirmos nosso pensamento, linha de raciocínio.
Só assim passaremos a entender melhor a politica, o Brasil e faremos melhor nosso papel perante a sociedade.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Com a maior crise politica de todos os tempos, partidos se racham e PSDB tem isso cada vez mais vidente

A crise politica que assola o Brasil, não atinge apenas deputados, senadores e Michel Temer, citados em delações premiadas de empreiteiras e outras empresas na Lava Jato.
A crise politica é profunda e institucional, tomando conta de muitos partidos, fazendo alguns deles se sucumbir e outros se reinventar para ficarem no páreo para a disputa.
Diferente do cenário visto em 2014, 2010, 2006, 2002, 1998, 1994, ou qualquer um outro ano anterior, de eleições presidenciais, tudo pode acontecer em 2018.
Não há nas ruas um nome consenso por parte da população e cada pessoa tenta se aproveitar disso para fazer a sua imagem.
A questão, é que alguns dos politicos, figurinhas carimbadas na nossa vida e nos jornais, ficaram muito arranhados com delações, caso de Aécio Neves.
Uma candidatura qualquer que seja para o senador a essa altura, seria um tiro no pé. Ainda que ele resolva aparecer e apoiar alguém ao governo de seu estado Minas Gerais, a sua aparição pode contaminar o candidato.
O mesmo pode acontecer com Lula, que não está em tanta alta assim.
Apesar de aparecer em primeiro nas disputas simuladas, o possível presidenciável viu sua imagem degringolar com a condenação na Lava Jato no caso triplex, feita pelo Juiz Federal Sérgio Moro.
A demora e a morosidade em prendê-lo, é a única coisa que pode o garantir no pleito no ano que vem, e uma eventual vitória, colocaria o Brasil numa situação sem precedentes na sua historia.
Vez agora eleito, um governo Lula teria uma cara bem diferente do que foi em 2002 ou 2006.
O mandato seria carregado de ódio contra as autoridades, que o condenam pelos desvios públicos que causou.
Simpatizante do regime Maduro, implantado na Venezuela, nada ia surpreender, se o petista tentasse emplacar isso aqui.
Para tentar impedi-lo, precisamos ir as urnas, precisamos ir contra o projeto que ele e outros pretendem, e mais.
Precisamos também de encontrar alguém para nos representar em ideias e concepções.

Mas essa procura está cada dia mais acirrada e ao mesmo tempo difícil. Porque para cada lado que olhemos, quem ainda não foi contaminado com as delações, esta em um partido que vive uma crise interna.
Agora falamos do PSDB abertamente, que deixou o poder em 2002, tentou voltar diversas vezes mas não emplacou.
Primeiro com Serra, derrotado por Lula.
Depois com Alckmin, de novo derrotado por Lula.
Em seguida novamente Serra, que acho já deveria ter se aposentado, ao ser derrotado por Dilma, colada na imagem de Lula.
E recentemente em 2014, quando Dilma de novo colada em Lula, derrotou Aécio Neves.

O partido agora tenta se organizar, para um novo nome ou para repetir como disse, figurinhas conhecidas.
Ainda não há um consenso, se Alckmin será o nome, apesar da pressão do governador para disputar o Planalto no ano que vem.
Não há ainda a decisão, apesar que esta seja pouco provável, que o partido decida testar o recém politico João Doria, eleito para prefeito de São Paulo, com o apoio de Alckmin que o fez aliado e afilhado politico.
Não se sabe, se arrisca-se mais, e puxa-se um nome do Senado, ou de outro estado, como Marcone Perilo, Beto Richa, entre outros que possam surgir.
A verdade é que o PSDB ainda não se resolveu, e precisa fazer isso logo, para construir um nome dentro do partido antes de apresenta-lo as ruas.
Mas a disputa é tão vidente, que a interna Executiva do partido está partida ao meio literalmente.
Aécio Neves, manchado pelas delações da JBS, deixou o comando do partido antes da hora, das convenções.
E nomeou Tasso Jereissati como seu sucessor interino.
O senador porém, não tem agradado. Principalmente depois de veicular propagandas em que assume erros do PSDB, critica o modelo de governo adotado no país, e expõe a clara e necessária mudança que todos enxergamos.
Todos, menos os aecistas de plantão.
Que dispararam críticas a Tasso, sem qualquer pudor, pediram a sua saída, e provocaram uma situação muito tensa.

Em dezembro, foi agendada a convenção nacional do partido para a escolha de sua nova Executiva.
Com exclusividade, Kester 10 G, trouxe a informação nesta segunda, 21.
Esperava-se que a eleição fosse por agora, mas vai ficar mesmo para dezembro, confirmaram fontes a esta Colunista.
Só que isso não significa que Tasso vai seguir na presidência do PSDB.
Aliados do senador Aécio Neves, tentam reconduzi-lo ao cargo, ou ao menos retirar Jereissati, pondo alguém mais aliado a Aécio.
Se Tasso cair, ainda existem 7 nomes de vice-presidentes que podem ser escolhido pelo comandante Neves, para ocupar o seu lugar.
E isso adiaria seu sonho de voltar a presidir o partido, que se afastaria ainda mais com a convenção de dezembro próximo.
Na verdade, a disputa interna é grande, com muitos pensadores e muitos caciques para pouco espaço dentro do partido.
Geraldo Alckmin e Doria, apoiam Tasso.
Mas Doria não é consenso dentro do partido, tem gente que ainda não se acostumou com ele ali.
Aécio tenta reunificar seus apoios, e tem base forte.
É incógnito o futuro dos psdebistas.
Que apesar de ter disputas internas demais, e fortes nomes para 2018, pode experimentar uma debandada.
Nada seria de surpreender, se Alckmin e Doria deixassem o partido, para alçarem seus próprios voos dentro de outras legendas, embora publicamente não admitam essa probabilidade.
Há muitas portas abertas para ambos, de partidos que desejam os ter, por causa de seu cacife, por causa da ideologia, para desbancar o PSDB, escolham a opção.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A novela das metas

O governo do Presidente Michel Temer, passou os últimos 2 meses, junho e julho, discutindo uma pauta nada interessante para o Brasil, mas que garantiu ao seu final a manutenção dele a Presidência.
Entre aspas, passada a questão da denúncia, só a primeira porque mais devem vir por aí, o governo tenta administrar suas crises internas com uma muito maior eminente.
Enquanto tenta manter cargos do PSDB, sob pressão do Centrão ara expulsa-los, Temer tem outro problema pela frente.

Com uma baixa arrecadação, o governo não vai conseguir honrar com a meta estabelecida para este ano em seu orçamento fiscal.
O déficit, que deveria ser de R$ 139 Bi, pode ser R$ 20 Bi mais caro.
E o problema maior é que no ano que vem as coisas não melhoram, como gostariam economistas.
O rombo para o ano que vem, pode chegar aos mesmos R$ 159 Bi, deste ano.
O governo ainda não sabe como resolver essa equação. O Congresso não vai aprovar aumento de impostos e o governo já cortou gastos onde poderia cortar.
Agora está sob análise, o corte de reajustes de servidores federais e o aumento da contribuição dos mesmos para o INSS, de 11 para até 14%.
Mas este aumento também depende de uma série de manobras, que muitas das vezes passam pela questão politica e não de vontade da equipe Temer.
Então ainda é prematuro afirmar, se o Presidente conseguirá as mudanças que são hoje tão necessárias.

Diante a este impasse, Michel Temer tem crises a administrar que ainda não sabemos como será feita.
E o anúncio do valor final dos rombos para 2017 e 2018?
Bem este segue uma novela a parte. Adiado por quatro vezes, sendo a última nesta segunda-feira, 14, a expectativa é que possa ser noticiado finalmente hoje, 15 de agosto.
Com a enrolação o que mais se quer saber, é se terá tempo suficiente para se discutir essa matéria no Congresso.
Até 31 de agosto, os congressistas precisam ter acesso ao orçamento fiscal para o ano que vem, e aprovarem ou não a lei.
Se isso não acontecer, o governo fica engessado e não pode usar recursos do orçamento já previstos na LDO.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Vitória de Temer mas sem trégua por Janot

Na semana passada, o Presidente Michel Temer conseguiu uma importante vitória politica.
Por 263 a 227, os deputados federais rejeitaram a denúncia feita pela Procuradoria Geral, que acusa Temer de corrupção passiva com base nas delações da JBS.
Isso dá um certo fôlego ao Presidente que pode voltar a pensar em outras coisas importantes, como as reformas da Previdência e Tributária.
Apesar de ver o arquivamento da denúncia como uma derrota, a Procuradoria não se acovardou.
O Procurador Geral Rodrigo Janot, em meio a uma chuva de críticas do Ministro do STF Gilmar Mendes, prepara mais um ataque direto a Temer.
Ele está prestes a sair do cargo, mas antes quer uma nova denúncia contra o Presidente.

As acusações agora, com base de novo nas delações de executivos da JBS, são de formação de quadrilha, associação criminosa e obstrução de Justiça.
Tudo por causa da mala de dinheiro do ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, flagrado pela PF.
A defesa de Temer argumenta que o dinheiro foi pego com Rodrigo, não com Michel e que não há como provar que o dinheiro seria para o Presidente.
Enquanto isso acontece, sem dar tréguas ao Presidente, Janot vai costurando a nova denúncia.
Só que se ela chegar a Câmara é incerto afirmar o que vai acontecer.
Os deputados salvaram Temer uma vez, o que não garante que o farão sempre, embora o Presidente tenha distribuído um pacote de bondades pelo apoio.
De fato o que Janot deveria fazer era refletir.
Ele vai ser deixado o poder, como o Procurador que não conseguiu denunciar o Presidente.
E se não parar agora, vai ser sobretaxado de ainda mais, um perseguidor.

Por sua vez, a denúncia arquivada não significa que Temer não vai ser punido.
Ao deixar a Presidência do país, ele vai sim ser processado em primeira instância pelo crime de corrupção.
Mas ao julgar pelo modo com que as coisas estão agora, é preciso focar na economia, não nos crimes de Temer.
Então deixem o Presidente lá, que pelo menos está trabalhando por alguma coisa.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer tem semana decisiva para ficar ou deixar o poder

E finalmente chegou, estamos as vésperas de saber como a Câmara Federal vai reagir, diante as denúncias de corrupção apontadas pela Procuradoria Geral, contra o Presidente Michel Temer.
Elas foram realizadas com base na delação da JBS, e prometem deixar a semana de volta parlamentar do recesso quente.

O Presidente precisa conseguir 172 votos de seus aliados e indecisos, para arquivar o pedido de denúncia.
Ou a oposição, precisa conseguir 342 votos para aprovar o prosseguimento da mesma.
Se a primeira hipótese acontecer, a denúncia é arquivada e Temer segue em seu cargo respirando pouco mais aliviado.
Se for a segunda, aí o Presidente vai ter problemas.

Uma vez aprovada na Câmara a denúncia volta ao STF, lá o Plenário decide se há base suficiente para tornar o Presidente réu.
Se sim, ele é afastado de seu cargo por até 180 dias, período que deve durar seu julgamento.
Se condenado perde o mandato e pode ser preso. Se não, voltaria ao cargo.

Ao julgar pelas provas robustas que existem, o que Michel Temer precisa agora é barrar a denúncia no campo politico.
Se o Presidente não conseguir o arquivamento na Câmara e isso chegar ao STF seria inevitável sua saída do cargo e o fim de seu governo.

Vale salientar, que o arquivamento da denúncia não significa que Temer vai ficar impune.
O que se busca agora é saber se o Presidente vai ser julgado enquanto está no cargo.
Se a denúncia for arquivada, a partir do momento em que deixar a presidência, Temer entra nas mãos da Primeira Instância da Justiça Federal, que apura a Lava Jato.
Assim como o ex-presidente Lula, vai cair nos braços de Sérgio Moro, que deve aplicar sentença firme como em todos os demais casos apresentados.
Acompanhemos então, o destino do Presidente que começa a se selar a partir das próximas horas

De Brasília - Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Nos Bastidores do Poder, Congresso para para salvar ou sepultar Temer

A verdade é uma só, o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes em sua historia.
Michel Temer tentou e conseguiu, porque não dizer e verdade e Justiça sejam feitas, arrumar a economia.
Com um ano de governo, o novo Presidente que assumiu pós Impeachment de Dilma Rousseff, pois o país nos trilhos.
Investimentos voltaram, empregos mesmo que levemente começaram a surgir, as expectativas de mercado foram melhores, os juros foram reduzidos as coisas iam mudar.
Temer não contava com o fogo amigo de Joesley Batista, que mediante a uma delação mais que premiada, o delatou.
Na pauta, pedidos e negociatas com o Presidente, para que a JBS, empresa de Joesley, obtivesse vantagens indevidas frente ao poder público.
Na pauta também, um flagrante filmado pela Policia Federal, em que o Assessor de Temer, Rodrigo Loures, aparece recebendo uma mala com R$ 500 Mil de um dos Executivos da JBS.
O dinheiro de fato nunca chegou as mãos de Michel Temer, assim que a historia estourou, Loures o devolveu a Policia Federal.

Mas a credibilidade do Presidente já estava arranhada e Temer entrou na mira de Janot.
O Procurador Geral da República, prestes a deixar seu cargo com o término de mandato agora em setembro, denunciou o Presidente com base nas delações de Joesley, por corrupção passiva.
Nas palavras de Janot, a mala de R$ 500 Mil era destinada a Michel Temer, e ele mandou seu homem de mais alta confiança para pega-la.

Enquanto a PF e o Ministério Público tentam conseguir uma delação com Rodrigo Loures e com o ex-deputado Eduardo Cunha, o que poderia incendiar de vez Brasília, as denúncias da Procuradoria seguiam seu curso.
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator da Lava Jato, Edson Fachin, encaminhou para a Câmara dos Deputados, para que o processo fosse admitido ou rejeitado.
No Palácio do Planalto a convicção de que Temer tem votos suficientes para barrar a denúncia.
Mas de novo, atingido por fogo amigo, seu colega de partido, Sergio Zveiter, do PMDB, fez um relatório que pede sim, continuidade da denúncia.
Para o deputado federal, a denúncia carece ser investigada pois a sociedade quer e precisa saber, se Michel Temer é culpado ou inocente.

Agora o processo continua seu rito e deve ser votado pelos parlamentares.
Primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, depois no Plenário.
Se 342 deputados seguirem o voto do Relator, Michel Temer vai ter o processo aceito e este volta ao STF.
Lá, os Ministros vão avaliar se pela lei, há provas suficientes para que ele se torne réu.
Se os Ministros entenderem que sim, Temer vai a julgamento.
E como está Presidente, é afastado por lei de seu cargo por até 180 dias.
Neste período, o STF precisa realizar coleta de provas e apresentar seu julgamento.
Caso seja condenado, confirma-se o afastamento definitivo do Presidente que perde o cargo pelo Impeachment Judicial.
Se ele for absolvido, o que na verdade é pouco provável de se acontecer, Temer volta a ocupar a presidência para encerrar seu mandato.

Enquanto tudo isso acontece, o Congresso segue parado.
Reformas trabalhista ou da previdência, tão importantes para resolução de conflitos econômicos, são assuntos mortos.
Ainda mais com o recesso parlamentar batendo a porta, em 18 de julho, os deputados podem sair de Brasília e retornarem só em agosto.
Até que se saiba se Temer vai se salvar ou afundar, a verdade é que tudo parou, de novo.
Só vale salientar, no ano passado aí por causa de Dilma, eis que o Congresso também parou para julgar a primeira mulher Presidente do país.
Que entre tantas coisas, foi responsável por colocar o Brasil na pior crise de sua historia economicamente falando.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer e a luta pela sobrevivência

É fato que cada dia que se passa, a crise se agrava no Brasil.
Há cerca de um ano atrás, tínhamos um grave problema agudo com uma crise sem precedentes na economia e no governo.
A então presidente Dilma Rousseff, havia sido afastada de seu cargo não por qualquer outro fato, que não fosse o que perdeu as condições para governar.
Nos bastidores do poder, Michel Temer articulava contra a petista para que permanecesse em seu cargo, enquanto o Senado se preparava para julga-la.
Temer estava de fato pondo ordem na bagunça, arrumando a economia, resolvendo a crise.
Era bom que ele continuasse pois se Dilma voltasse só Deus sabe o desastre que seria.

O que o agora Presidente não tinha ideia, é que a casa ia virar de ponta cabeça.
Se Michel Temer sonhasse que um ano depois ele é quem estaria na mira do Congresso, talvez nunca tivesse feito por onde se transformar em Presidente.
Ninguém quer perder seu mandato, mas o fato é que o PMdebista vai perdendo sua capacidade de liderança, embora ainda seja um articulador melhor que Dilma.
Ainda que consiga um revés agora, nada garante que ele vai poder barrar outras denúncias que virão.
E o Procurador Geral, Rodrigo Janot, este está cheio de sede. Hora de poder ou hora de fins republicanos não se sabe, o que se sabe é que o procurador quer deixar sua marca, e derrubar um Presidente, isso ninguém esquece.

Temer pode ter consertado a economia, mas esqueceu de se certificar de quem o rodeava.
Vale salientar, que foi fogo amigo que o atingiu, quando o empresário Joesley Batista decidiu num golpe rasteiro, o delatar a Procuradoria.
Gravando, entregou um mega esquema de corrupção, mais um entre tantos que existe no país, mas que diretamente respinga sob o Presidente e seus Assessores.
Hoje, 4 de julho, é dia de Temer fazer peregrinação pelo Congresso, para tentar manter unida sua base aliada.
Se a estratégia vai dar certo, ainda não sabemos.
Mas sabemos que ontem a situação de Temer se complicou, Geddel Vieira Lima caiu nas garras da Policia Federal, e lá se foi mais um dos homens de confiança do Presidente.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br