Na madrugada desta quarta-feira, 30, a Câmara dos Deputados concluiu depois de mais de 7h de sessão, a votação do pacote de medidas de combate a corrupção.
O texto original do projeto, foi enviado a casa de leis pelo Ministério Público Federal, com o apoio de mais de dois milhões de pessoas.
De acordo com o texto, 10 medidas seriam criadas para desestimular a corrupção no país, com penas mais rígidas.
Depois de fazer uma série de polêmicas com o texto, leva-lo a 18 medidas e depois ser aprovado um relatório com 12, a proposta saiu da comissão que a analisou e foi para plenário.
Os deputados não fizeram a chamada proposta de anistia ao Caixa 2, mas em compensação promoveram uma série de mudanças no pacote.
No final, apenas quatro das 10 medidas foram aprovadas e ainda parcialmente.
Para o relator do parecer na comissão, a Câmara perdeu a oportunidade de fazer um grande serviço ao país na data de hoje.
Onyx Lorenzoni, disse ainda que os parlamentares promoveram uma verdadeira vingança contra o poder judiciário, o que vai gerar uma crise institucional sem precedentes.
O deputado deixou claro este ponto, depois que os colegas aprovaram uma medida que pune juízes e promotores que cometerem na visão deles, abuso de autoridade durante processos.
O MP alertava contra esta medida, que seria uma forma de barrar operações como a Lava Jato, que pode ser engessada com a nova lei promulgada.
Com a proposta aprovada, agora ela segue para o Senado Federal, que deve debater e votar a questão.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Senado conclue e aprova PEC do teto de gastos em primeiro turno
O Senado Federal concluiu no começo da madrugada desta quarta-feira, o primeiro turno da Proposta de Emenda a Constituição, que cria um teto de gastos para o governo.
A proposta, enviada pelo presidente da república Michel Temer para o Congresso Nacional, foi aprovada por 61 senadores, 14 dos 81 foram contra de acordo com o resultado promulgado.
Com a proposta aprovada, agora ela segue para o segundo turno de votações que acontecerá em 13 de dezembro.
Estando aprovada também neste e depois de já ter sido aprovada na Câmara, a proposta deve seguir para sanção presidencial.
A PEC prevê um limite de gastos ao governo federal, para tentar equilibrar as contas públicas que hoje passam por uma crise sem precedentes.
Pela proposta, o governo só vai poder gastar durante um prazo de 20 anos, o valor da inflação do ano anterior.
Assim sendo, se a inflação de 2017 fosse de 5%, em 2018 o governo só poderia gastar esses 5% dos valores arrecadados.
A proposta prevê que dentro de 10 anos poderia ser revista pelo então presidente em exercício, e gera polêmicas.
Parte de especialistas e da oposição, defendem que a proposta vai engessar a economia, e vai impedir investimentos maiores em áreas como educação e saúde.
Para o governo, este é um dos pontos principais para que as contas voltem ao prumo.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
A proposta, enviada pelo presidente da república Michel Temer para o Congresso Nacional, foi aprovada por 61 senadores, 14 dos 81 foram contra de acordo com o resultado promulgado.
Com a proposta aprovada, agora ela segue para o segundo turno de votações que acontecerá em 13 de dezembro.
Estando aprovada também neste e depois de já ter sido aprovada na Câmara, a proposta deve seguir para sanção presidencial.
A PEC prevê um limite de gastos ao governo federal, para tentar equilibrar as contas públicas que hoje passam por uma crise sem precedentes.
Pela proposta, o governo só vai poder gastar durante um prazo de 20 anos, o valor da inflação do ano anterior.
Assim sendo, se a inflação de 2017 fosse de 5%, em 2018 o governo só poderia gastar esses 5% dos valores arrecadados.
A proposta prevê que dentro de 10 anos poderia ser revista pelo então presidente em exercício, e gera polêmicas.
Parte de especialistas e da oposição, defendem que a proposta vai engessar a economia, e vai impedir investimentos maiores em áreas como educação e saúde.
Para o governo, este é um dos pontos principais para que as contas voltem ao prumo.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Brasília tem clima de tensão durante votações importantes
A cidade de Brasília vive uma noite de tensão nesta terça-feira, 29.
Cerca de 10 mil manifestantes se aglomeram em frente ao Congresso Nacional, e protestam contra a PEC que limita os gastos do governo.
A proposta é votada neste momento no Senado Federal em primeiro turno.
Do lado de fora, os manifestantes protestam e mantém a desordem sem precedentes. Carros estacionados foram virados e um deles queimado por um grupo de pessoas que protestavam.
Houve confronto da polícia com os manifestantes e o uso de gás de pimenta e de bombas de efeito moral.
Em um carro de som, protestantes diziam que tinham vinagre para diminuir o efeito do gás.
Algumas pessoas que participavam do protesto passaram mal e precisaram ser socorridas.
Os foram pelos próprios manifestantes que estavam nas ruas.
Eles são contrários a proposta que prevê limitar os gastos do governo em 20 anos.
A proposta é polêmica e limita esses gastos a inflação do ano anterior.
Sendo assim se em 2017 a inflação fosse de 5%, o governo só poderia em 2018 gastar 5% do que arrecadasse com investimentos.
O restante seria para amortizar a dívida, afim de equilibrar as contas públicas.
A proposta ainda impede reposição temporária de funcionários, porque a folha de pagamentos já está no limite permitível ela lei de responsabilidade fiscal.
A proposta para ser aprovada, precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos deputados, o que já aconteceu.
E agora passa por dois turnos de votação no Senado, antes de seguir para a sanção presidencial.
Antes da votação desta terça, Temer recebeu líderes de partido para conversar sobre a importância da aprovação.
O presidente da república ainda deu jantares a deputados e depois a senadores no Alvorada, para reforçar a necessidade desse ajuste agora.
O governo federal defende que só é possível equilibrar as contas e tirar o país da crise, se a proposta do teto for aprovada e depois se uma reforma for feita no sistema previdenciário brasileiro.
Mas esta aí é uma outra historia.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Cerca de 10 mil manifestantes se aglomeram em frente ao Congresso Nacional, e protestam contra a PEC que limita os gastos do governo.
A proposta é votada neste momento no Senado Federal em primeiro turno.
Do lado de fora, os manifestantes protestam e mantém a desordem sem precedentes. Carros estacionados foram virados e um deles queimado por um grupo de pessoas que protestavam.
Houve confronto da polícia com os manifestantes e o uso de gás de pimenta e de bombas de efeito moral.
Em um carro de som, protestantes diziam que tinham vinagre para diminuir o efeito do gás.
Algumas pessoas que participavam do protesto passaram mal e precisaram ser socorridas.
Os foram pelos próprios manifestantes que estavam nas ruas.
Eles são contrários a proposta que prevê limitar os gastos do governo em 20 anos.
A proposta é polêmica e limita esses gastos a inflação do ano anterior.
Sendo assim se em 2017 a inflação fosse de 5%, o governo só poderia em 2018 gastar 5% do que arrecadasse com investimentos.
O restante seria para amortizar a dívida, afim de equilibrar as contas públicas.
A proposta ainda impede reposição temporária de funcionários, porque a folha de pagamentos já está no limite permitível ela lei de responsabilidade fiscal.
A proposta para ser aprovada, precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos deputados, o que já aconteceu.
E agora passa por dois turnos de votação no Senado, antes de seguir para a sanção presidencial.
Antes da votação desta terça, Temer recebeu líderes de partido para conversar sobre a importância da aprovação.
O presidente da república ainda deu jantares a deputados e depois a senadores no Alvorada, para reforçar a necessidade desse ajuste agora.
O governo federal defende que só é possível equilibrar as contas e tirar o país da crise, se a proposta do teto for aprovada e depois se uma reforma for feita no sistema previdenciário brasileiro.
Mas esta aí é uma outra historia.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Senado está pronto para votar PEC do teto de gastos
Nesta terça-feira, 29, o Senado Federal deve votar uma das mais importantes reformas do governo Michel Temer.
Trata-se da proposta de emenda a constituição, que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.
Na prática, isso quer dizer que o valor gasto pelo governo não vai poder ultrapassar a inflação medida no ano anterior, dentro do que o governo arrecadar.
A proposta é longa e é uma amarga medida de austeridade, porque nos últimos 14 anos o Brasil gastou mais do que arrecadou, gerando déficit sem precedentes nas contas públicas.
Estima-se que só em 2016, mais de R$ 150 Bi de gastos no vermelho sejam registrados pelo governo em dezembro, o pior resultado de toda a série histórica.
Para tentar equilibrar as contas, Michel Temer fez passar na Câmara a proposta e agora tem de fazer o mesmo no Senado.
Se o texto passar, segue para a sanção presidencial que a transforma em lei, e faz parte da constituição brasileira criada originalmente em 1988.
Nesta segunda-feira, o senador Romero Jucá do PMDB, conversou com o Blog e disse que tudo está pronto para que a PEC seja votada em primeiro turno no Senado.
Jucá acredita que a proposta tenha tudo para passar com ampla maioria, e que não terá problemas para ser aprovada apesar da oposição ser contra.
Se a proposta for votada hoje mesmo, ela deve voltar para segunda votação aproximadamente em 13 de dezembro, perto do recesso parlamentar que está ameaçado.
No domingo, o presidente do Senado Renan Calheiros disse que estava disposto a cancelar o recesso parlamentar, para que pudesse fazer as votações necessárias para o Brasil voltar a crescer.
Além da PEC, ainda tramitam no Senado a peça orçamentária para 2017 que precisa ser aprovada até 31 de dezembro.
A casa de leis deve ainda receber a proposta de combate a corrupção, assim que ir a votação na Câmara dos deputados se aprovada por lá, o que deve ocorrer também na data de hoje.
A terça-feira vai ser movimentada em Brasília, vamos acompanhar.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Trata-se da proposta de emenda a constituição, que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.
Na prática, isso quer dizer que o valor gasto pelo governo não vai poder ultrapassar a inflação medida no ano anterior, dentro do que o governo arrecadar.
A proposta é longa e é uma amarga medida de austeridade, porque nos últimos 14 anos o Brasil gastou mais do que arrecadou, gerando déficit sem precedentes nas contas públicas.
Estima-se que só em 2016, mais de R$ 150 Bi de gastos no vermelho sejam registrados pelo governo em dezembro, o pior resultado de toda a série histórica.
Para tentar equilibrar as contas, Michel Temer fez passar na Câmara a proposta e agora tem de fazer o mesmo no Senado.
Se o texto passar, segue para a sanção presidencial que a transforma em lei, e faz parte da constituição brasileira criada originalmente em 1988.
Nesta segunda-feira, o senador Romero Jucá do PMDB, conversou com o Blog e disse que tudo está pronto para que a PEC seja votada em primeiro turno no Senado.
Jucá acredita que a proposta tenha tudo para passar com ampla maioria, e que não terá problemas para ser aprovada apesar da oposição ser contra.
Se a proposta for votada hoje mesmo, ela deve voltar para segunda votação aproximadamente em 13 de dezembro, perto do recesso parlamentar que está ameaçado.
No domingo, o presidente do Senado Renan Calheiros disse que estava disposto a cancelar o recesso parlamentar, para que pudesse fazer as votações necessárias para o Brasil voltar a crescer.
Além da PEC, ainda tramitam no Senado a peça orçamentária para 2017 que precisa ser aprovada até 31 de dezembro.
A casa de leis deve ainda receber a proposta de combate a corrupção, assim que ir a votação na Câmara dos deputados se aprovada por lá, o que deve ocorrer também na data de hoje.
A terça-feira vai ser movimentada em Brasília, vamos acompanhar.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Deputados ainda tentam articular aprovação de anistia ao Caixa 2
Os deputados federais do Brasil ainda tentam fazer manobras, contrariando o que disse o presidente Michel Temer, para aprovar a anistia ao Caixa 2.
Nesta segunda-feira, era este o principal assunto nos bastidores do poder em Brasília.
Os parlamentares vão discutir a questão em plenário amanhã que tratam as 10 medidas contra a corrupção e que viraram 12.
Mas neste processo os parlamentares querem incluir uma emenda para garantir a anistia ao Caixa 2.
O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, havia dito no domingo que se alguém apresentasse uma emenda dessa faria votação nominal, ou seja, aquela que permite saber como cada parlamentar vota.
Um jeito de fazer pressão para que os politicos desistam da apresentação da emenda e que parece, não vai surtir muito efeito.
No contrário das ruas os deputados parece que estão interessado mesmo é em se salvar, na aprovação das medidas contra corrupção.
Se conseguirem fazer passar a Anistia ao Caixa 2, todos os crimes anteriores a lei, inclusive os da Lava Jato, estariam perdoados.
O tempo está fechando em Brasília e resta agora só aguardar como vai ser o fim dessa mais nova novela.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Nesta segunda-feira, era este o principal assunto nos bastidores do poder em Brasília.
Os parlamentares vão discutir a questão em plenário amanhã que tratam as 10 medidas contra a corrupção e que viraram 12.
Mas neste processo os parlamentares querem incluir uma emenda para garantir a anistia ao Caixa 2.
O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, havia dito no domingo que se alguém apresentasse uma emenda dessa faria votação nominal, ou seja, aquela que permite saber como cada parlamentar vota.
Um jeito de fazer pressão para que os politicos desistam da apresentação da emenda e que parece, não vai surtir muito efeito.
No contrário das ruas os deputados parece que estão interessado mesmo é em se salvar, na aprovação das medidas contra corrupção.
Se conseguirem fazer passar a Anistia ao Caixa 2, todos os crimes anteriores a lei, inclusive os da Lava Jato, estariam perdoados.
O tempo está fechando em Brasília e resta agora só aguardar como vai ser o fim dessa mais nova novela.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Repatriação dá alívio em contas do governo
Os recursos arrecadados com a repatriação, dinheiro que estava no exterior e que foi trazido de volta para o Brasil em outubro, deu um alívio temporário para o governo.
Por causa dos R$ 45 Bi arrecadados com a repatriação de recursos, o governo conseguiu fechar outubro no azul, primeira vez que isso acontece em 18 meses.
A última vez que o governo fechou as contas com saldo positivo, foi em abril de 2015.
De lá para cá, a recessão na economia só foi piorando e a condição do país se deteriorando cada mês.
Quando o presidente Michel Temer assumiu em maio, disse que uma das prioridades de seu governo seria equilibrar as contas públicas.
Ainda sim, prometeu um déficit para 2016 e 2017, com números que seriam recorde.
Por causa dessa repatriação, o déficit deve ser menor mas ainda vai existir em 2016.
E não vai ter impacto sobre 2017, que ainda nem começou.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Por causa dos R$ 45 Bi arrecadados com a repatriação de recursos, o governo conseguiu fechar outubro no azul, primeira vez que isso acontece em 18 meses.
A última vez que o governo fechou as contas com saldo positivo, foi em abril de 2015.
De lá para cá, a recessão na economia só foi piorando e a condição do país se deteriorando cada mês.
Quando o presidente Michel Temer assumiu em maio, disse que uma das prioridades de seu governo seria equilibrar as contas públicas.
Ainda sim, prometeu um déficit para 2016 e 2017, com números que seriam recorde.
Por causa dessa repatriação, o déficit deve ser menor mas ainda vai existir em 2016.
E não vai ter impacto sobre 2017, que ainda nem começou.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Renan garante que pode cancelar recesso parlamentar para votações necessárias ao Brasil
O presidente do Senado Federal Renan Calheiros, do PMDB, defendeu Michel Temer nesta sexta-feira, 25.
O presidente foi acusado de enquadrar Marcelo Calero, seu ex-ministro de estado, para que ele intercedesse em favor de um pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em um caso que se transformou em escândalo nacional.
Por causa dessas ações, a oposição falou inclusive em Impeachment para Temer, tentando dar o troco pelo que houve com Dilma Rousseff.
Mas Renan disse que o caso está totalmente fora de contexto e que isso não justificaria Impeachment.
O presidente do Senado, defendeu que Temer faz um bom trabalho afrente do país, e disse que Temer tentou apenas intermediar um conflito entre os ministros quando foi falar com Calero sobre o pedido de Geddel.
Renan disse que o país precisa de se preocupar com outras ações mais importantes e que devem ser tomadas urgentes para que o país volte para os trilhos na economia.
Prometeu que pode cancelar o recesso parlamentar, para que o Senado pudesse votar as tão necessárias reformas para o governo.
Recomendou ainda que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, fizesse o mesmo na casa de leis.
Se isso vier mesmo a acontecer, pode ser a primeira vez na historia que parlamentares cancelam o recesso de fim de ano para votações importantes.
Caso Geddel
Em 18 de novembro o então Ministro da Cultura Marcelo Calero, pediu demissão do cargo.
Para justificar sua saída, ele alegou estar sofrendo pressão de Geddel Vieira Lima, para liberar a construção de um edifício de luxo em Salvador.
Geddel tinha comprado um imóvel na planta deste edifício, mas a obra foi embargada pelo Iphan por causa de sua altura, 31 andares.
Como o Iphan é subordinado a Pasta da Cultura, Marcelo Calero alegou ter sido pressionado por Geddel para liberar a obra.
Em depoimento a Polícia Federal nesta semana, o ex-ministro confirmou que reportou a situação ao presidente Michel Temer.
Numa reunião a portas fechadas, Temer pediu que Calero resolvesse a questão e atendesse ao pedido de Geddel, o que motivou sua saída.
Marcelo Calero deixou a Pasta e para seu lugar assumiu Roberto Freire, mas a obra permaneceu embargada.
Nesta sexta-feira, 25, uma semana depois do escândalo ter se tornado público e depois do presidente Temer dizer que Geddel ficaria no governo, o Ministro pediu para sair do cargo.
Geddel pode ser investigado pela Procuradoria Geral da República, para verificar se houve tráfico de influência sobre o Ministro Calero.
Se comprovada a prática ele pode inclusive ser processado pelo crime.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
O presidente foi acusado de enquadrar Marcelo Calero, seu ex-ministro de estado, para que ele intercedesse em favor de um pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em um caso que se transformou em escândalo nacional.
Por causa dessas ações, a oposição falou inclusive em Impeachment para Temer, tentando dar o troco pelo que houve com Dilma Rousseff.
Mas Renan disse que o caso está totalmente fora de contexto e que isso não justificaria Impeachment.
O presidente do Senado, defendeu que Temer faz um bom trabalho afrente do país, e disse que Temer tentou apenas intermediar um conflito entre os ministros quando foi falar com Calero sobre o pedido de Geddel.
Renan disse que o país precisa de se preocupar com outras ações mais importantes e que devem ser tomadas urgentes para que o país volte para os trilhos na economia.
Prometeu que pode cancelar o recesso parlamentar, para que o Senado pudesse votar as tão necessárias reformas para o governo.
Recomendou ainda que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, fizesse o mesmo na casa de leis.
Se isso vier mesmo a acontecer, pode ser a primeira vez na historia que parlamentares cancelam o recesso de fim de ano para votações importantes.
Caso Geddel
Em 18 de novembro o então Ministro da Cultura Marcelo Calero, pediu demissão do cargo.
Para justificar sua saída, ele alegou estar sofrendo pressão de Geddel Vieira Lima, para liberar a construção de um edifício de luxo em Salvador.
Geddel tinha comprado um imóvel na planta deste edifício, mas a obra foi embargada pelo Iphan por causa de sua altura, 31 andares.
Como o Iphan é subordinado a Pasta da Cultura, Marcelo Calero alegou ter sido pressionado por Geddel para liberar a obra.
Em depoimento a Polícia Federal nesta semana, o ex-ministro confirmou que reportou a situação ao presidente Michel Temer.
Numa reunião a portas fechadas, Temer pediu que Calero resolvesse a questão e atendesse ao pedido de Geddel, o que motivou sua saída.
Marcelo Calero deixou a Pasta e para seu lugar assumiu Roberto Freire, mas a obra permaneceu embargada.
Nesta sexta-feira, 25, uma semana depois do escândalo ter se tornado público e depois do presidente Temer dizer que Geddel ficaria no governo, o Ministro pediu para sair do cargo.
Geddel pode ser investigado pela Procuradoria Geral da República, para verificar se houve tráfico de influência sobre o Ministro Calero.
Se comprovada a prática ele pode inclusive ser processado pelo crime.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Quedas do governo Temer
O governo de Michel Temer está a pouco mais de 6 meses no poder.
Foi iniciado em 12 de maio de forma interina, com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, e tornou-se efetivo em 31 de agosto, com o Impeachment da petista.
Neste período o que chama a atenção é o total de quedas do governo.
Foram seis ministros que saíram ou pediram para saírem de seus cargos.
Praticamente uma baixa por mês, embora em novembro e maio dois ministros tenham caído de uma vez respectivamente.
Vejam a retrospectiva das quedas abaixo.
Romero Jucá - Planejamento
Ele pediu para sair uma semana e meia depois de ter sido nomeado Ministro.
O motivo, a divulgação de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, citando conversas do então Ministro para fazer um pacto que barrasse a Lava Jato.
Fabiano Silveira - Transparência
Este deixou o cargo em 30 de maio, depois de ter sido flagrado em conversa com o presidente do Senado Renan Calheiros, também reclamando da forma como era conduzida a Lava Jato.
Henrique Eduardo Alves - Turismo
Este pediu demissão depois de ser citado em acordo de delação premiada, como receptor de mais de R$ 1,5 Mi em propinas.
Fábio Medina Osório - AGU
Medina foi um caso a parte, ele foi demitido por Temer, depois que teve conflitos com Eliseu Padilha.
Nos bastidores houve informação de que Padilha o teria demitido antes do presidente que só confirmou a decisão.
Marcelo Calero - Cultura
Calero pediu demissão do cargo em 18 de novembro, depois de se dizer pressionado por Geddel Vieira Lima a liberar uma obra embargada em Salvador.
Geddel Vieira Lima - Secretaria de Governo
A mais recente queda foi fruto da denúncia de Calero, de ter sido pressionado por Geddel na liberação da obra citada acima.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Foi iniciado em 12 de maio de forma interina, com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, e tornou-se efetivo em 31 de agosto, com o Impeachment da petista.
Neste período o que chama a atenção é o total de quedas do governo.
Foram seis ministros que saíram ou pediram para saírem de seus cargos.
Praticamente uma baixa por mês, embora em novembro e maio dois ministros tenham caído de uma vez respectivamente.
Vejam a retrospectiva das quedas abaixo.
Romero Jucá - Planejamento
Ele pediu para sair uma semana e meia depois de ter sido nomeado Ministro.
O motivo, a divulgação de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, citando conversas do então Ministro para fazer um pacto que barrasse a Lava Jato.
Fabiano Silveira - Transparência
Este deixou o cargo em 30 de maio, depois de ter sido flagrado em conversa com o presidente do Senado Renan Calheiros, também reclamando da forma como era conduzida a Lava Jato.
Henrique Eduardo Alves - Turismo
Este pediu demissão depois de ser citado em acordo de delação premiada, como receptor de mais de R$ 1,5 Mi em propinas.
Fábio Medina Osório - AGU
Medina foi um caso a parte, ele foi demitido por Temer, depois que teve conflitos com Eliseu Padilha.
Nos bastidores houve informação de que Padilha o teria demitido antes do presidente que só confirmou a decisão.
Marcelo Calero - Cultura
Calero pediu demissão do cargo em 18 de novembro, depois de se dizer pressionado por Geddel Vieira Lima a liberar uma obra embargada em Salvador.
Geddel Vieira Lima - Secretaria de Governo
A mais recente queda foi fruto da denúncia de Calero, de ter sido pressionado por Geddel na liberação da obra citada acima.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Gravação do presidente
O estardalhaço que a saída de Marcelo Calero do governo Temer fez não se para somente sob Geddel Vieira Lima.
O caso também respinga sobre Michel Temer e pode ter desdobramentos ainda fora dos padrões imagináveis.
Segundo informações, Marcelo Calero teria se reunido com Temer para tratar do tema pressão de Geddel.
E essa reunião teria sido gravada, sem que o presidente soubesse que o estava sendo.
Para especialistas ouvidos pelo Blog, por mais que Marcelo Calero tivesse a intenção de se proteger, gravar o presidente sem seu consentimento é crime, enquadrado na lei da segurança nacional.
Isto quer dizer que se investigado, Calero pode inclusive ser preso pela prática do crime.
Fato seja dito ninguém tem a confirmação se essa gravação existe ou o que foi dito nela.
Mas o Planalto está bastante preocupado com seu teor, com sua divulgação ou vazamento.
Ainda não dá para saber por exemplo, se Calero entregou cópia a Polícia Federal durante seu depoimento no decorrer desta semana.
A novela que poderia se encerrar com a saída de Geddel do governo, parece se estender um pouco mais, ou um tanto bom mais.
Ruim para o governo Temer que vai patinar em uma crise gigantesca.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
O caso também respinga sobre Michel Temer e pode ter desdobramentos ainda fora dos padrões imagináveis.
Segundo informações, Marcelo Calero teria se reunido com Temer para tratar do tema pressão de Geddel.
E essa reunião teria sido gravada, sem que o presidente soubesse que o estava sendo.
Para especialistas ouvidos pelo Blog, por mais que Marcelo Calero tivesse a intenção de se proteger, gravar o presidente sem seu consentimento é crime, enquadrado na lei da segurança nacional.
Isto quer dizer que se investigado, Calero pode inclusive ser preso pela prática do crime.
Fato seja dito ninguém tem a confirmação se essa gravação existe ou o que foi dito nela.
Mas o Planalto está bastante preocupado com seu teor, com sua divulgação ou vazamento.
Ainda não dá para saber por exemplo, se Calero entregou cópia a Polícia Federal durante seu depoimento no decorrer desta semana.
A novela que poderia se encerrar com a saída de Geddel do governo, parece se estender um pouco mais, ou um tanto bom mais.
Ruim para o governo Temer que vai patinar em uma crise gigantesca.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
A Black Friday de Brasília
A sexta-feira começou negra em Brasília.
Perdoem o trocadilho mas foi bem assim que amanheceu os lados do Planalto hoje.
Parece que mais um capítulo do caso Geddel foi escrito com um desfecho nada favorável ao governo do presidente Michel Temer.
O Ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, depois de uma semana sendo protagonista de discussões e acusações pediu para sair.
Em uma carta enviada por e-mail para Michel Temer, Geddel escreveu que se o problema do governo era ele, então fosse este o momento de sair.
O Ministro que era responsável por fazer a articulação do governo com o Congresso Nacional, deu carta branca para que Michel Temer escolhesse um novo nome para substituí-lo.
Claro que ainda não existe um nome de senso comum para que possa ser o substituto, mas o governo vai precisar agir logo se não quiser se perder em meio a esta crise que se arrasta.
O caso começou na semana passada em 18 de novembro.
O Ministro da Cultura Marcelo Calero, pediu demissão de seu cargo ao presidente Michel Temer.
Para o presidente e para a imprensa, foi categórico ao afirmar a razão de sua saída. Estava se sentindo pressionado por Geddel Vieira Lima a liberar uma obra embargada em Salvador.
O interesse de Geddel na obra em sua cidade, é que ele teria adquirido um apartamento na planta do prédio que seria construído com mais de 30 andares, o que
violaria a constituição e por isso Geddel queria a autorização do Ministro da época para que o prédio pudesse violar a regra, ser uma exceção para que pudesse ser construído.
Calero não se dobrou ao então Ministro e levou o caso para frente. Falou com Eliseu Padilha, chefe da casa civil, falou com outros ministros de governo e falou com o próprio Temer.
Descobriu-se depois que o presidente disse a ele que levasse o caso a AGU, e que resolvesse a questão.
Para Temer, resolver a questão seria levar o caso para ser discutido na AGU, para que a Advocacia Geral da União solucionasse o conflito que se gerou entre as
Pastas.
Para Calero, levar o assunto para frente e resolvê-lo, seria encontrar um jeito de atender ao que pedia Geddel.
O Ministro pediu para sair, mas continuou pondo lenha na fogueira.
No decorrer dessa semana, prestou depoimento a Polícia Federal, afirmou ter sido pressionado para liberar a obra, afirmou que Temer sabia, deixou Geddel e o
presidente numa situação de saía justa.
Ambos podem ser acusados de tráfico de influência, crime de corrupção, mas isso quem vai definir é o procurador-geral.
Rodrigo Janot recebeu o depoimento e deve analisa-lo, ele pode indicar que Geddel e Temer sejam investigados, que só Geddel seja investigado ou pode arquivar o
caso.
A situação tomou proporções inimagináveis e por esta razão Geddel pediu para sair do governo.
Mas antes que o fizesse, foi defendido por politicos da base, por líderes de partidos aliados, pelo próprio presidente Temer a quem é amigo de longa data.
É certo que Temer não queria a saída de Geddel, mas o escândalo foi tamanho que ficou insustentável sua permanência no Planalto.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Perdoem o trocadilho mas foi bem assim que amanheceu os lados do Planalto hoje.
Parece que mais um capítulo do caso Geddel foi escrito com um desfecho nada favorável ao governo do presidente Michel Temer.
O Ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, depois de uma semana sendo protagonista de discussões e acusações pediu para sair.
Em uma carta enviada por e-mail para Michel Temer, Geddel escreveu que se o problema do governo era ele, então fosse este o momento de sair.
O Ministro que era responsável por fazer a articulação do governo com o Congresso Nacional, deu carta branca para que Michel Temer escolhesse um novo nome para substituí-lo.
Claro que ainda não existe um nome de senso comum para que possa ser o substituto, mas o governo vai precisar agir logo se não quiser se perder em meio a esta crise que se arrasta.
O caso começou na semana passada em 18 de novembro.
O Ministro da Cultura Marcelo Calero, pediu demissão de seu cargo ao presidente Michel Temer.
Para o presidente e para a imprensa, foi categórico ao afirmar a razão de sua saída. Estava se sentindo pressionado por Geddel Vieira Lima a liberar uma obra embargada em Salvador.
O interesse de Geddel na obra em sua cidade, é que ele teria adquirido um apartamento na planta do prédio que seria construído com mais de 30 andares, o que
violaria a constituição e por isso Geddel queria a autorização do Ministro da época para que o prédio pudesse violar a regra, ser uma exceção para que pudesse ser construído.
Calero não se dobrou ao então Ministro e levou o caso para frente. Falou com Eliseu Padilha, chefe da casa civil, falou com outros ministros de governo e falou com o próprio Temer.
Descobriu-se depois que o presidente disse a ele que levasse o caso a AGU, e que resolvesse a questão.
Para Temer, resolver a questão seria levar o caso para ser discutido na AGU, para que a Advocacia Geral da União solucionasse o conflito que se gerou entre as
Pastas.
Para Calero, levar o assunto para frente e resolvê-lo, seria encontrar um jeito de atender ao que pedia Geddel.
O Ministro pediu para sair, mas continuou pondo lenha na fogueira.
No decorrer dessa semana, prestou depoimento a Polícia Federal, afirmou ter sido pressionado para liberar a obra, afirmou que Temer sabia, deixou Geddel e o
presidente numa situação de saía justa.
Ambos podem ser acusados de tráfico de influência, crime de corrupção, mas isso quem vai definir é o procurador-geral.
Rodrigo Janot recebeu o depoimento e deve analisa-lo, ele pode indicar que Geddel e Temer sejam investigados, que só Geddel seja investigado ou pode arquivar o
caso.
A situação tomou proporções inimagináveis e por esta razão Geddel pediu para sair do governo.
Mas antes que o fizesse, foi defendido por politicos da base, por líderes de partidos aliados, pelo próprio presidente Temer a quem é amigo de longa data.
É certo que Temer não queria a saída de Geddel, mas o escândalo foi tamanho que ficou insustentável sua permanência no Planalto.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Apresentação inicial
Caros leitores olá a todos.
Hoje é sexta-feira, 25 de novembro do ano de 2016.
Neste momento muitas coisas acontecem na politica brasileira, e neste espaço vamos trazer tudo isso para vocês.
Aqui no Bastidores do Poder, vamos discutir a politica nacional e as ações praticadas por seus principais atores.
Falaremos dos principais acontecimentos em Brasília sempre que o fato merecer destaque.
Sejam todos muito bem vindos a esta página e que possam voltar sempre.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Hoje é sexta-feira, 25 de novembro do ano de 2016.
Neste momento muitas coisas acontecem na politica brasileira, e neste espaço vamos trazer tudo isso para vocês.
Aqui no Bastidores do Poder, vamos discutir a politica nacional e as ações praticadas por seus principais atores.
Falaremos dos principais acontecimentos em Brasília sempre que o fato merecer destaque.
Sejam todos muito bem vindos a esta página e que possam voltar sempre.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br
Assinar:
Comentários (Atom)