O governo de Michel Temer está a pouco mais de 6 meses no poder.
Foi iniciado em 12 de maio de forma interina, com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, e tornou-se efetivo em 31 de agosto, com o Impeachment da petista.
Neste período o que chama a atenção é o total de quedas do governo.
Foram seis ministros que saíram ou pediram para saírem de seus cargos.
Praticamente uma baixa por mês, embora em novembro e maio dois ministros tenham caído de uma vez respectivamente.
Vejam a retrospectiva das quedas abaixo.
Romero Jucá - Planejamento
Ele pediu para sair uma semana e meia depois de ter sido nomeado Ministro.
O motivo, a divulgação de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, citando conversas do então Ministro para fazer um pacto que barrasse a Lava Jato.
Fabiano Silveira - Transparência
Este deixou o cargo em 30 de maio, depois de ter sido flagrado em conversa com o presidente do Senado Renan Calheiros, também reclamando da forma como era conduzida a Lava Jato.
Henrique Eduardo Alves - Turismo
Este pediu demissão depois de ser citado em acordo de delação premiada, como receptor de mais de R$ 1,5 Mi em propinas.
Fábio Medina Osório - AGU
Medina foi um caso a parte, ele foi demitido por Temer, depois que teve conflitos com Eliseu Padilha.
Nos bastidores houve informação de que Padilha o teria demitido antes do presidente que só confirmou a decisão.
Marcelo Calero - Cultura
Calero pediu demissão do cargo em 18 de novembro, depois de se dizer pressionado por Geddel Vieira Lima a liberar uma obra embargada em Salvador.
Geddel Vieira Lima - Secretaria de Governo
A mais recente queda foi fruto da denúncia de Calero, de ter sido pressionado por Geddel na liberação da obra citada acima.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br