A cidade de Brasília vive uma noite de tensão nesta terça-feira, 29.
Cerca de 10 mil manifestantes se aglomeram em frente ao Congresso Nacional, e protestam contra a PEC que limita os gastos do governo.
A proposta é votada neste momento no Senado Federal em primeiro turno.
Do lado de fora, os manifestantes protestam e mantém a desordem sem precedentes. Carros estacionados foram virados e um deles queimado por um grupo de pessoas que protestavam.
Houve confronto da polícia com os manifestantes e o uso de gás de pimenta e de bombas de efeito moral.
Em um carro de som, protestantes diziam que tinham vinagre para diminuir o efeito do gás.
Algumas pessoas que participavam do protesto passaram mal e precisaram ser socorridas.
Os foram pelos próprios manifestantes que estavam nas ruas.
Eles são contrários a proposta que prevê limitar os gastos do governo em 20 anos.
A proposta é polêmica e limita esses gastos a inflação do ano anterior.
Sendo assim se em 2017 a inflação fosse de 5%, o governo só poderia em 2018 gastar 5% do que arrecadasse com investimentos.
O restante seria para amortizar a dívida, afim de equilibrar as contas públicas.
A proposta ainda impede reposição temporária de funcionários, porque a folha de pagamentos já está no limite permitível ela lei de responsabilidade fiscal.
A proposta para ser aprovada, precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos deputados, o que já aconteceu.
E agora passa por dois turnos de votação no Senado, antes de seguir para a sanção presidencial.
Antes da votação desta terça, Temer recebeu líderes de partido para conversar sobre a importância da aprovação.
O presidente da república ainda deu jantares a deputados e depois a senadores no Alvorada, para reforçar a necessidade desse ajuste agora.
O governo federal defende que só é possível equilibrar as contas e tirar o país da crise, se a proposta do teto for aprovada e depois se uma reforma for feita no sistema previdenciário brasileiro.
Mas esta aí é uma outra historia.
Ester Marini
estermarini@garc.a3.net.br