As privatizações e seus significados

Na semana passada, o governo federal anunciou uma série de privatizações que pretende fazer, a partir de agora e até o último trimestre do ano que vem.
A ideia é privatizar total ou parcialmente, 57 empresas estatais, entre elas a Casa da Moeda e a Eletrobrás.
O mercado respondeu de forma positiva ao anúncio, que por outro lado foi criticado por politicos e pelos servidores.
Os primeiros porque perderão livre nomeação para que seus queridos assumam cargos estratégicos.
Os segundos, porque serão desligados e também perderão benefícios.

A verdade porém, é apenas uma.
Embora parte das pessoas defenda que o governo tenta vender nosso patrimônio, isso é balela.
Vejam quanto foi desviado e roubado de dentro da Petrobras, nossa maior estatal.
Da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDS.
Porque os politicos crescem os olhos, porque muitos bandidos se revestem de deputados, senadores, representantes do povo, com a clara e única intenção de surrupiar recursos.
Na verdade quem denigre o patrimônio são eles, que roubam tudo que podem, enquanto podem.
E deixam as empresas esfaceladas, endividadas, pedindo socorro e consumindo consideráveis recursos da União.
Retiram assim, investimentos tão necessários na Educação, na Saúde, na infraestrutura, e eu não estou sendo hipócrita, e sim realista.

A verdade é que no Brasil, o governo não pode ter empresas, porque onde há, tem desvios.
Uma afirmação máxima que as operações policiais e da Procuradoria Federal, confirmam a cada dia mais.
Este antro de corrupção que se criou desde os tempos da fundação da república, permanece nos dias atuais e infelizmente, vai demorar ser cortado pela raiz, dependendo das decisões tomadas nas urnas pelo povo, por nós.
Então, melhor que seja privatizar, para retirar dos recursos que hoje cobrem rombos, para que possamos investir mais e melhor no nosso Brasil.
Precisamos enxergar, olhar para as coisas por todos e outros ângulos, e assim evoluirmos nosso pensamento, linha de raciocínio.
Só assim passaremos a entender melhor a politica, o Brasil e faremos melhor nosso papel perante a sociedade.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Com a maior crise politica de todos os tempos, partidos se racham e PSDB tem isso cada vez mais vidente

A crise politica que assola o Brasil, não atinge apenas deputados, senadores e Michel Temer, citados em delações premiadas de empreiteiras e outras empresas na Lava Jato.
A crise politica é profunda e institucional, tomando conta de muitos partidos, fazendo alguns deles se sucumbir e outros se reinventar para ficarem no páreo para a disputa.
Diferente do cenário visto em 2014, 2010, 2006, 2002, 1998, 1994, ou qualquer um outro ano anterior, de eleições presidenciais, tudo pode acontecer em 2018.
Não há nas ruas um nome consenso por parte da população e cada pessoa tenta se aproveitar disso para fazer a sua imagem.
A questão, é que alguns dos politicos, figurinhas carimbadas na nossa vida e nos jornais, ficaram muito arranhados com delações, caso de Aécio Neves.
Uma candidatura qualquer que seja para o senador a essa altura, seria um tiro no pé. Ainda que ele resolva aparecer e apoiar alguém ao governo de seu estado Minas Gerais, a sua aparição pode contaminar o candidato.
O mesmo pode acontecer com Lula, que não está em tanta alta assim.
Apesar de aparecer em primeiro nas disputas simuladas, o possível presidenciável viu sua imagem degringolar com a condenação na Lava Jato no caso triplex, feita pelo Juiz Federal Sérgio Moro.
A demora e a morosidade em prendê-lo, é a única coisa que pode o garantir no pleito no ano que vem, e uma eventual vitória, colocaria o Brasil numa situação sem precedentes na sua historia.
Vez agora eleito, um governo Lula teria uma cara bem diferente do que foi em 2002 ou 2006.
O mandato seria carregado de ódio contra as autoridades, que o condenam pelos desvios públicos que causou.
Simpatizante do regime Maduro, implantado na Venezuela, nada ia surpreender, se o petista tentasse emplacar isso aqui.
Para tentar impedi-lo, precisamos ir as urnas, precisamos ir contra o projeto que ele e outros pretendem, e mais.
Precisamos também de encontrar alguém para nos representar em ideias e concepções.

Mas essa procura está cada dia mais acirrada e ao mesmo tempo difícil. Porque para cada lado que olhemos, quem ainda não foi contaminado com as delações, esta em um partido que vive uma crise interna.
Agora falamos do PSDB abertamente, que deixou o poder em 2002, tentou voltar diversas vezes mas não emplacou.
Primeiro com Serra, derrotado por Lula.
Depois com Alckmin, de novo derrotado por Lula.
Em seguida novamente Serra, que acho já deveria ter se aposentado, ao ser derrotado por Dilma, colada na imagem de Lula.
E recentemente em 2014, quando Dilma de novo colada em Lula, derrotou Aécio Neves.

O partido agora tenta se organizar, para um novo nome ou para repetir como disse, figurinhas conhecidas.
Ainda não há um consenso, se Alckmin será o nome, apesar da pressão do governador para disputar o Planalto no ano que vem.
Não há ainda a decisão, apesar que esta seja pouco provável, que o partido decida testar o recém politico João Doria, eleito para prefeito de São Paulo, com o apoio de Alckmin que o fez aliado e afilhado politico.
Não se sabe, se arrisca-se mais, e puxa-se um nome do Senado, ou de outro estado, como Marcone Perilo, Beto Richa, entre outros que possam surgir.
A verdade é que o PSDB ainda não se resolveu, e precisa fazer isso logo, para construir um nome dentro do partido antes de apresenta-lo as ruas.
Mas a disputa é tão vidente, que a interna Executiva do partido está partida ao meio literalmente.
Aécio Neves, manchado pelas delações da JBS, deixou o comando do partido antes da hora, das convenções.
E nomeou Tasso Jereissati como seu sucessor interino.
O senador porém, não tem agradado. Principalmente depois de veicular propagandas em que assume erros do PSDB, critica o modelo de governo adotado no país, e expõe a clara e necessária mudança que todos enxergamos.
Todos, menos os aecistas de plantão.
Que dispararam críticas a Tasso, sem qualquer pudor, pediram a sua saída, e provocaram uma situação muito tensa.

Em dezembro, foi agendada a convenção nacional do partido para a escolha de sua nova Executiva.
Com exclusividade, Kester 10 G, trouxe a informação nesta segunda, 21.
Esperava-se que a eleição fosse por agora, mas vai ficar mesmo para dezembro, confirmaram fontes a esta Colunista.
Só que isso não significa que Tasso vai seguir na presidência do PSDB.
Aliados do senador Aécio Neves, tentam reconduzi-lo ao cargo, ou ao menos retirar Jereissati, pondo alguém mais aliado a Aécio.
Se Tasso cair, ainda existem 7 nomes de vice-presidentes que podem ser escolhido pelo comandante Neves, para ocupar o seu lugar.
E isso adiaria seu sonho de voltar a presidir o partido, que se afastaria ainda mais com a convenção de dezembro próximo.
Na verdade, a disputa interna é grande, com muitos pensadores e muitos caciques para pouco espaço dentro do partido.
Geraldo Alckmin e Doria, apoiam Tasso.
Mas Doria não é consenso dentro do partido, tem gente que ainda não se acostumou com ele ali.
Aécio tenta reunificar seus apoios, e tem base forte.
É incógnito o futuro dos psdebistas.
Que apesar de ter disputas internas demais, e fortes nomes para 2018, pode experimentar uma debandada.
Nada seria de surpreender, se Alckmin e Doria deixassem o partido, para alçarem seus próprios voos dentro de outras legendas, embora publicamente não admitam essa probabilidade.
Há muitas portas abertas para ambos, de partidos que desejam os ter, por causa de seu cacife, por causa da ideologia, para desbancar o PSDB, escolham a opção.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A novela das metas

O governo do Presidente Michel Temer, passou os últimos 2 meses, junho e julho, discutindo uma pauta nada interessante para o Brasil, mas que garantiu ao seu final a manutenção dele a Presidência.
Entre aspas, passada a questão da denúncia, só a primeira porque mais devem vir por aí, o governo tenta administrar suas crises internas com uma muito maior eminente.
Enquanto tenta manter cargos do PSDB, sob pressão do Centrão ara expulsa-los, Temer tem outro problema pela frente.

Com uma baixa arrecadação, o governo não vai conseguir honrar com a meta estabelecida para este ano em seu orçamento fiscal.
O déficit, que deveria ser de R$ 139 Bi, pode ser R$ 20 Bi mais caro.
E o problema maior é que no ano que vem as coisas não melhoram, como gostariam economistas.
O rombo para o ano que vem, pode chegar aos mesmos R$ 159 Bi, deste ano.
O governo ainda não sabe como resolver essa equação. O Congresso não vai aprovar aumento de impostos e o governo já cortou gastos onde poderia cortar.
Agora está sob análise, o corte de reajustes de servidores federais e o aumento da contribuição dos mesmos para o INSS, de 11 para até 14%.
Mas este aumento também depende de uma série de manobras, que muitas das vezes passam pela questão politica e não de vontade da equipe Temer.
Então ainda é prematuro afirmar, se o Presidente conseguirá as mudanças que são hoje tão necessárias.

Diante a este impasse, Michel Temer tem crises a administrar que ainda não sabemos como será feita.
E o anúncio do valor final dos rombos para 2017 e 2018?
Bem este segue uma novela a parte. Adiado por quatro vezes, sendo a última nesta segunda-feira, 14, a expectativa é que possa ser noticiado finalmente hoje, 15 de agosto.
Com a enrolação o que mais se quer saber, é se terá tempo suficiente para se discutir essa matéria no Congresso.
Até 31 de agosto, os congressistas precisam ter acesso ao orçamento fiscal para o ano que vem, e aprovarem ou não a lei.
Se isso não acontecer, o governo fica engessado e não pode usar recursos do orçamento já previstos na LDO.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Vitória de Temer mas sem trégua por Janot

Na semana passada, o Presidente Michel Temer conseguiu uma importante vitória politica.
Por 263 a 227, os deputados federais rejeitaram a denúncia feita pela Procuradoria Geral, que acusa Temer de corrupção passiva com base nas delações da JBS.
Isso dá um certo fôlego ao Presidente que pode voltar a pensar em outras coisas importantes, como as reformas da Previdência e Tributária.
Apesar de ver o arquivamento da denúncia como uma derrota, a Procuradoria não se acovardou.
O Procurador Geral Rodrigo Janot, em meio a uma chuva de críticas do Ministro do STF Gilmar Mendes, prepara mais um ataque direto a Temer.
Ele está prestes a sair do cargo, mas antes quer uma nova denúncia contra o Presidente.

As acusações agora, com base de novo nas delações de executivos da JBS, são de formação de quadrilha, associação criminosa e obstrução de Justiça.
Tudo por causa da mala de dinheiro do ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, flagrado pela PF.
A defesa de Temer argumenta que o dinheiro foi pego com Rodrigo, não com Michel e que não há como provar que o dinheiro seria para o Presidente.
Enquanto isso acontece, sem dar tréguas ao Presidente, Janot vai costurando a nova denúncia.
Só que se ela chegar a Câmara é incerto afirmar o que vai acontecer.
Os deputados salvaram Temer uma vez, o que não garante que o farão sempre, embora o Presidente tenha distribuído um pacote de bondades pelo apoio.
De fato o que Janot deveria fazer era refletir.
Ele vai ser deixado o poder, como o Procurador que não conseguiu denunciar o Presidente.
E se não parar agora, vai ser sobretaxado de ainda mais, um perseguidor.

Por sua vez, a denúncia arquivada não significa que Temer não vai ser punido.
Ao deixar a Presidência do país, ele vai sim ser processado em primeira instância pelo crime de corrupção.
Mas ao julgar pelo modo com que as coisas estão agora, é preciso focar na economia, não nos crimes de Temer.
Então deixem o Presidente lá, que pelo menos está trabalhando por alguma coisa.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer tem semana decisiva para ficar ou deixar o poder

E finalmente chegou, estamos as vésperas de saber como a Câmara Federal vai reagir, diante as denúncias de corrupção apontadas pela Procuradoria Geral, contra o Presidente Michel Temer.
Elas foram realizadas com base na delação da JBS, e prometem deixar a semana de volta parlamentar do recesso quente.

O Presidente precisa conseguir 172 votos de seus aliados e indecisos, para arquivar o pedido de denúncia.
Ou a oposição, precisa conseguir 342 votos para aprovar o prosseguimento da mesma.
Se a primeira hipótese acontecer, a denúncia é arquivada e Temer segue em seu cargo respirando pouco mais aliviado.
Se for a segunda, aí o Presidente vai ter problemas.

Uma vez aprovada na Câmara a denúncia volta ao STF, lá o Plenário decide se há base suficiente para tornar o Presidente réu.
Se sim, ele é afastado de seu cargo por até 180 dias, período que deve durar seu julgamento.
Se condenado perde o mandato e pode ser preso. Se não, voltaria ao cargo.

Ao julgar pelas provas robustas que existem, o que Michel Temer precisa agora é barrar a denúncia no campo politico.
Se o Presidente não conseguir o arquivamento na Câmara e isso chegar ao STF seria inevitável sua saída do cargo e o fim de seu governo.

Vale salientar, que o arquivamento da denúncia não significa que Temer vai ficar impune.
O que se busca agora é saber se o Presidente vai ser julgado enquanto está no cargo.
Se a denúncia for arquivada, a partir do momento em que deixar a presidência, Temer entra nas mãos da Primeira Instância da Justiça Federal, que apura a Lava Jato.
Assim como o ex-presidente Lula, vai cair nos braços de Sérgio Moro, que deve aplicar sentença firme como em todos os demais casos apresentados.
Acompanhemos então, o destino do Presidente que começa a se selar a partir das próximas horas

De Brasília - Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Nos Bastidores do Poder, Congresso para para salvar ou sepultar Temer

A verdade é uma só, o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes em sua historia.
Michel Temer tentou e conseguiu, porque não dizer e verdade e Justiça sejam feitas, arrumar a economia.
Com um ano de governo, o novo Presidente que assumiu pós Impeachment de Dilma Rousseff, pois o país nos trilhos.
Investimentos voltaram, empregos mesmo que levemente começaram a surgir, as expectativas de mercado foram melhores, os juros foram reduzidos as coisas iam mudar.
Temer não contava com o fogo amigo de Joesley Batista, que mediante a uma delação mais que premiada, o delatou.
Na pauta, pedidos e negociatas com o Presidente, para que a JBS, empresa de Joesley, obtivesse vantagens indevidas frente ao poder público.
Na pauta também, um flagrante filmado pela Policia Federal, em que o Assessor de Temer, Rodrigo Loures, aparece recebendo uma mala com R$ 500 Mil de um dos Executivos da JBS.
O dinheiro de fato nunca chegou as mãos de Michel Temer, assim que a historia estourou, Loures o devolveu a Policia Federal.

Mas a credibilidade do Presidente já estava arranhada e Temer entrou na mira de Janot.
O Procurador Geral da República, prestes a deixar seu cargo com o término de mandato agora em setembro, denunciou o Presidente com base nas delações de Joesley, por corrupção passiva.
Nas palavras de Janot, a mala de R$ 500 Mil era destinada a Michel Temer, e ele mandou seu homem de mais alta confiança para pega-la.

Enquanto a PF e o Ministério Público tentam conseguir uma delação com Rodrigo Loures e com o ex-deputado Eduardo Cunha, o que poderia incendiar de vez Brasília, as denúncias da Procuradoria seguiam seu curso.
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator da Lava Jato, Edson Fachin, encaminhou para a Câmara dos Deputados, para que o processo fosse admitido ou rejeitado.
No Palácio do Planalto a convicção de que Temer tem votos suficientes para barrar a denúncia.
Mas de novo, atingido por fogo amigo, seu colega de partido, Sergio Zveiter, do PMDB, fez um relatório que pede sim, continuidade da denúncia.
Para o deputado federal, a denúncia carece ser investigada pois a sociedade quer e precisa saber, se Michel Temer é culpado ou inocente.

Agora o processo continua seu rito e deve ser votado pelos parlamentares.
Primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, depois no Plenário.
Se 342 deputados seguirem o voto do Relator, Michel Temer vai ter o processo aceito e este volta ao STF.
Lá, os Ministros vão avaliar se pela lei, há provas suficientes para que ele se torne réu.
Se os Ministros entenderem que sim, Temer vai a julgamento.
E como está Presidente, é afastado por lei de seu cargo por até 180 dias.
Neste período, o STF precisa realizar coleta de provas e apresentar seu julgamento.
Caso seja condenado, confirma-se o afastamento definitivo do Presidente que perde o cargo pelo Impeachment Judicial.
Se ele for absolvido, o que na verdade é pouco provável de se acontecer, Temer volta a ocupar a presidência para encerrar seu mandato.

Enquanto tudo isso acontece, o Congresso segue parado.
Reformas trabalhista ou da previdência, tão importantes para resolução de conflitos econômicos, são assuntos mortos.
Ainda mais com o recesso parlamentar batendo a porta, em 18 de julho, os deputados podem sair de Brasília e retornarem só em agosto.
Até que se saiba se Temer vai se salvar ou afundar, a verdade é que tudo parou, de novo.
Só vale salientar, no ano passado aí por causa de Dilma, eis que o Congresso também parou para julgar a primeira mulher Presidente do país.
Que entre tantas coisas, foi responsável por colocar o Brasil na pior crise de sua historia economicamente falando.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer e a luta pela sobrevivência

É fato que cada dia que se passa, a crise se agrava no Brasil.
Há cerca de um ano atrás, tínhamos um grave problema agudo com uma crise sem precedentes na economia e no governo.
A então presidente Dilma Rousseff, havia sido afastada de seu cargo não por qualquer outro fato, que não fosse o que perdeu as condições para governar.
Nos bastidores do poder, Michel Temer articulava contra a petista para que permanecesse em seu cargo, enquanto o Senado se preparava para julga-la.
Temer estava de fato pondo ordem na bagunça, arrumando a economia, resolvendo a crise.
Era bom que ele continuasse pois se Dilma voltasse só Deus sabe o desastre que seria.

O que o agora Presidente não tinha ideia, é que a casa ia virar de ponta cabeça.
Se Michel Temer sonhasse que um ano depois ele é quem estaria na mira do Congresso, talvez nunca tivesse feito por onde se transformar em Presidente.
Ninguém quer perder seu mandato, mas o fato é que o PMdebista vai perdendo sua capacidade de liderança, embora ainda seja um articulador melhor que Dilma.
Ainda que consiga um revés agora, nada garante que ele vai poder barrar outras denúncias que virão.
E o Procurador Geral, Rodrigo Janot, este está cheio de sede. Hora de poder ou hora de fins republicanos não se sabe, o que se sabe é que o procurador quer deixar sua marca, e derrubar um Presidente, isso ninguém esquece.

Temer pode ter consertado a economia, mas esqueceu de se certificar de quem o rodeava.
Vale salientar, que foi fogo amigo que o atingiu, quando o empresário Joesley Batista decidiu num golpe rasteiro, o delatar a Procuradoria.
Gravando, entregou um mega esquema de corrupção, mais um entre tantos que existe no país, mas que diretamente respinga sob o Presidente e seus Assessores.
Hoje, 4 de julho, é dia de Temer fazer peregrinação pelo Congresso, para tentar manter unida sua base aliada.
Se a estratégia vai dar certo, ainda não sabemos.
Mas sabemos que ontem a situação de Temer se complicou, Geddel Vieira Lima caiu nas garras da Policia Federal, e lá se foi mais um dos homens de confiança do Presidente.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer a vias de perder o cargo, e agora Brasil?

Ao longo dos últimos 7 dias o Brasil mudou.
Vimos um turbilhão de coisas acontecerem e caminhamos para uma incerteza politica sem precedentes, como nunca visto antes.
Michel Temer, presidente, foi citado nas delações de donos da JBS, o maior frigorífico do país.
Temer teria em conversa gravada com um dos proprietários da empresa, dado aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.
O presidente desmentiu, Cunha também.
Mas a delação o atingiu em cheio e gerou uma crise sem precedentes.

A base aliada de Michel Temer hoje já não é uma base tão aliada assim.
O PPS já saiu do governo e o PSDB está em vias de desembarcar.
Se isso acontecer, será inevitável que outros partidos também o façam, e que até o próprio PMDB deixe o presidente a ver navios.
Estamos prestes a viver uma histórica situação.
Teremos dois presidentes depostos de seus cargos em uma única legislatura.

Dilma Rousseff saiu por meio do Impeachment em agosto do ano passado.
Michel Temer, se não for cassado pelo TSE, se não renunciar, pode ainda sofrer o Impeachment.
Há agora, 14 pedidos contra o presidente aguardando análise da Câmara.
Mais um deve pintar até a quinta-feira, 25, quando a OAB vai protocolar.

Temer não convenceu, nem os aliados, nem o país, de sua inocência.
Os crimes imputados são graves e sua reação de ouvir sem fazer nada as confissões de Joesley Batista na conversa gravada, também são de indignar.
A verdade é uma só, Temer pois o país quase nos trilhos de novo, desde que assumiu o país.
Mas quando o Brasil esperava trilhar caminhos seguros, o trem voltou a descarrilar a exato que ocorreu com Dilma.
E agora Brasil?

Com a eminente saída do presidente, a Constituição determina eleições indiretas.
O Congresso é quem vai escolher o próximo presidente, que fica num mandato tampão até 2018, quando estão previstas novas eleições.
Há muitos nomes citados para a possível vaga deixada por Temer, mas muitas perguntas precisam ser respondida antes de se bater o martelo.

O próximo presidente vai ter que administrar a crise, ter boa relação com o Congresso, seguir nas reformas e pautas propostas pelo governo Temer, e não se deixar arranhar pela Lava Jato.
Será que alguém se sustenta assim?
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Brasil em Risco - TSE retoma julgamento da chapa Dilma Temer

O Brasil está em risco.
Risco de ficar com o futuro incerto na politica até as eleições de 2018.
Numa guinada sem precedentes em sua historia, o país pode vir a ter um novo presidente nos próximos dias.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Gilmar Mendes, marcou para os dias 6, 7 e 8 de junho, o julgamento da chapa Dilma Temer.
O julgamento é o resultado de uma ação proposta pelo PSDB em 2014, que pedia a cassação da chapa, acusando a então presidente eleita Dilma Rousseff, de abuso de poder econômico e uso de dinheiro de propina em sua campanha eleitoral.

Dilma foi acusada de usar dinheiro desviado da Petrobras, para se reeleger em outubro daquele ano, quando derrotou nas urnas o candidato do PSDB Aécio Neves.
O PSDB, argumentava que a chapa da então presidente, teria usado seu cargo de poder para conseguir recursos ilegais, e que teria usado todo ele na campanha que a reelegeu.
Dilma sempre negou qualquer irregularidade, e disse que o PSDB só queria a tirar do poder com um golpe.

No ano passado, diante ao processo de Impeachment, Dilma perdeu seu mandato presidencial mas a ação continuou valendo.
Michel Temer assumiu o país com a saída da petista e o PSDB passou a integrar o governo.
Mas isso não cancelou a ação, que continuou correndo no TSE.

O processo transcorreu, ouviu testemunhas e coletou provas.
Em abril, o julgamento deveria começar mas o Relator pediu mais prazo para coletar depoimentos.
Ontem, 15 de maio, ele deu carta branca para que o processo transcorresse.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deu continuidade ao processo agendando o julgamento.

Se a chapa Dilma Temer for condenada, Dilma Rousseff perde os direitos politicos por 8 anos, já que foi afastada da presidência com o Impeachment.
Quanto a Michel Temer, há um entendimento que deve ser levado em conta para sua pena.
Se o TSE decidir que ele era tão responsável quanto Dilma, o presidente perde o mandato.
Se o TSE aceitar a tese do presidente, que Temer teve contas em separado e não sabia nem participava das ações da petista, ele é absolvido.

O Ministério Público Eleitoral, se manifestou favorável a cassação da chapa e do mandato de Temer.
Para o MP, o presidente sabia das ações.
O MP defende que ele perca o mandato, mas não os direitos politicos.
Para a promotoria, Michel Temer sabia das ações mas não há provas de que foi conivente com elas. Por isso se sustenta que não perca seus direitos politicos, apenas o mandato presidencial.

A defesa de Dilma por sua vez, sustenta que a presidente está sendo acusada ilegitimamente, e que ela nunca cometeu nem uma irregularidade.
Sua defesa pede exclusão dos depoimentos de seus marqueteiros, João Santana e Mônica Moura, que acusam Dilma de saber de todo o esquema.
Para a defesa da petista, os depoimentos são mentirosos.

Já para a defesa de Temer, o presidente abriu contas separadas de Dilma, e não teve nada a ver com as ações da petista.
A defesa do presidente não defende Dilma, não diz em nem um momento que ela não usou recurso ilegal, mas sustenta a tese de que Temer não os usou.

O que acontece?
Se Michel Temer perder seu mandato, algo sem precedentes na historia do Brasil vai acontecer.
O Congresso Nacional, formado por Senado e Câmara dos Deputados, vai se reunir.
Dali, vão escolher em uma votação indireta, o nome do próximo presidente do Brasil.
Este presidente terá um mandato tampão, que seguirá até dezembro de 2018, depois das eleições presidenciais diretas, quando a população deve eleger o novo presidente do país.
Para se eleger presidente na eleição indireta, o candidato precisa ter mais de 35 anos, ser filiado a um partido politico e ser indicado por sua legenda para concorrer.
Entre os nomes que aparecerem, aquele nome que tiver maior número de votos entre os congressistas, é quem vai comandar o país.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Depoimento de Lula é trampolim para campanha politica

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha um plano bem definido.
Se tornou presidente em 2002, se reelegeu em 2006 e sabia que não poderia mais governar o país.
Não poderia em tese.
Colocou Dilma Rousseff em 2010 para continuar seu governo e tentou estar sempre por trás da presidente.
Mas Dilma era temperamental por demais e os planos do petista foram caindo por terra.
Logo veio a Lava Jato em 2014, e começou a desmontar o império de Lula.
Mas ele estava preocupado com as eleições, queria voltar ao poder, seu projeto dizia que Dilma seria presidente por 4 anos, para ele regressar depois.
Não importavam os erros que ela cometesse, depois, ele daria um jeitinho.

Só que Dilma não abriu mão do cargo, pensou estar fazendo um bom trabalho e quis continuar.
Partiu para o segundo mandato, fez campanha com sua imagem colada na do ex-presidente e convenceu.
Dilma foi reeleita, e ficou no poder algum tempo.
Sua nada agradável forma de conduzir as coisas a fez ruir, a Lava Jato começou a derrubar seus apoiadores e ela deu conta de brigar até com quem não poderia.
Desafeto do PMDB, viu seu governo se transformar em ruínas e perdeu o cargo.
Foi cassada, não antes de protagonizar a fatídica cena. Transformar Lula em Ministro de Estado para fazê-lo escapar da Justiça.
Não deu certo, as investigações seguiram e Dilma foi escorraçada de Brasília.

Lula já estava pensando em 2018, e a Lava Jato o baqueou.
Não o suficiente para abalar a opinião pública, ainda. Mas deixou marcas que ele vai ter de enfrentar.
E enfrentou já nesta quarta-feira, 10 de maio. Prestou seu primeiro depoimento a Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba.
Ele se contradisse e até seus aliados ficaram com medo da eminente condenação.
Lula por sua vez não se importou, na verdade ele continua se achando um Deus, e continua acreditando na sua vitória nas urnas no ano que vem.
Será?
O país seria capaz de coloca-lo lá, depois de tudo?
Tenho medo dessas respostas.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br