O incendio de FHC

Essa semana em um artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de sua incontestável liderança, fez algo que não poderia fazer.
E tacou ainda mais fogo na relação PSDB / PMDB.
FHC disse em seu artigo do jornal, que se até dezembro o partido não desembarcar do governo Temer, pode ficar com um papel coadjuvante nas eleições do ano que vem.
É incontestável que apesar de todos os pesares, Temer tem conseguido recuperar a passos lentos a economia, e que sua saída agora deixaria o país num profundo buraco.
Então, o Presidente precisa encerrar esse mandato antes de responder as acusações que lhe foram imputadas e que são sim, gravíssimas.

O PSDB por sua vez, que não decide se vai ou fica, é um partido quase que triturado e não mais rachado.
Depois do artigo de FHC e da colisão de opiniões internas que isso trouxe, fica claro a ruptura interna no ninho tucano.
Qualquer que seja o candidato, será derrotado no ano que vem, se o partido não desembarcar do governo, afirmou FHC, na sua publicação no jornal.
O que gerou um mal-estar triplo.
Por um lado, ele constrange os Ministros do PSDB que queriam ficar no cargo.
Por outro, demonstra o tamanho do buraco interno que há entre os tucanos agora.
E por fim, ainda fortalece o PT.

O partido de Lula, segue seu líder onde quer que ele vá.
E a menos que o ex-presidente seja impedido pela Justiça de ser candidato nas próximas eleições, o que se vê é um PT mais fortalecido pelas derrapadas do PSDB.

Só me resta saber agora, o que pensam os brasileiros a respeito disso.
As pesquisas não enganam, mas as vezes elas acabam influenciando opiniões.
Já vi muita gente dizer que votaria em determinado candidato porque o outro não ia ganhar mesmo.
Aí, Dilma foi eleita e Lula ganhou duas vezes.
O país foi mergulhado nessa recessão e todo o resto conhecemos.
Temos que nos atentar é para isso.
Se é fato que o PSDB não está se entendendo, não podemos nos concentrar em depositar votos em Lula ou seus aliados, se quer em Bolsonaro. Que encontremos um outro jeito, ou um outro caminho para o Brasil.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

País sob ameaça - Dilma não pode voltar

Nesta terça-feira, 17 de outubro, o Brasil acorda sob uma das maiores ameaças de todos os tempos.
O regresso da petista Dilma Rousseff ao poder.
Cassada de seu mandato presidencial em agosto do ano passado pelo Senado, por crimes de responsabilidade fiscal, a ex-presidente tenta reverter seu quadro no STF.
Hoje, sua defesa protocola uma ação, que pede a nulidade do processo com base na delação premiada do doleiro Lúcio Funaro.
Apontado pela Lava Jato como operador do PMDB, Funaro afirmou em suas delações feitas a Justiça, que Eduardo Cunha comprou voltos para o Impeachment de Dilma.

Isso corrobora a versão dada pelos aliados da petista, que a cassação foi um golpe, e que o hoje Presidente Michel Temer, conspirava dia pós dia para depor a Presidente.
Se o STF acatar o pedido da defesa, com mais força do que nunca e pronta para fazer a maior revolução já vista neste país, Dilma Rousseff pode voltar ao Planalto.
Pior do que intervenção militar, se isso acontecer o Brasil vai experimentar os piores dias de sua historia.

Com Dilma de volta ao poder, a economia vai voltar a estagnar, o país vai parar de crescer e o mercado desacreditará no país de novo.
Todos os esforços de Michel Temer e Henrique Meireles na recuperação do país, que já´vemos resultados, caem por terra.
Todos tem que ficar atentos quanto a isto, as ações tomadas pelo STF e cada Ministro da Corte a partir de então.
E que Deus nos ajude, e nos livre de Dilma.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer libera emendas de 2018 em busca de apoio

Na tentativa de garantir os votos válidos para barrar a segunda denúncia contra si, o Presidente Michel Temer começa o pacote de bondades.
E ainda que o país passe por uma crise econômica, e que a máquina pública quase esteja parando, ele pretende liberar mais recursos a Parlamentares em busca de apoio.
Como não pode mais gastar nesse ano, pois foi tudo o que poderia, o Presidente já mira o orçamento do ano que vem.
E negocia com os deputados da base, o apoio pela liberação de mais emendas em 2018.
A barganha pode funcionar, já que o núcleo palaciano dá como certo o arquivamento da denúncia.

Só tem uma coisa com que eles não contam, um fator que pode mudar essa balança.
Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, que deu umas declarações um tanto quanto estranhas na semana passada.
Temer, que não gostou das falas já avisou. Interlocutores devem enquadrar Maia, para que ele se cuide e não fale tanto por aí.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Previdência deixa de ser questão primordial no governo Temer

O Palácio do Planalto faz avaliações, de como deve seguir o cronograma de reformas do governo.
Por causa da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, apresentada na semana passada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, isso vai atrasar, ou enterrar de vez algumas propostas.
Antes da votação dessa denúncia, fica inviável se resolver qualquer questão dentro da Casa de Leis, adiantou o Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia.
A esperada e tão necessária reforma da Previdência Social, que vem sendo adiada por inúmeros meses, continua por o ser.
E agora está mais do que nunca ameaçada.

Primeiro, Temer vai ter que usar todo restinho de prestígio e barganha que o resta, afim de convencer os deputados a votarem em seu favor, pelo arquivamento da denúncia.
Depois disso feito, não restarão mais recursos para a Previdência ou qualquer outra reforma que se pense.
Um preço alto demais para se pagar, frente ao futuro do país.
Na realidade ficamos numa situação onde tudo está ruim, e lutamos para que não piore ainda mais.
Ruim com Temer, muito pior sem ele.

Apesar de todas as acusações que lhe pesam, ao menos o governo Michel Temer deu jeito na economia, derrubou os juros, baixou a inflação.
Lembremos, quando assumiu o poder em maio do ano passado, um pacote de feijão custava entorno de R$ 25,00.
Resultado das politicas absurdas adotadas pelo PT e pela então Presidente, Dilma Rousseff.
Hoje, o feijão voltou ao preço padrão, e pode ser encontrado a partir de R$ 8,00.
Esse é apenas um exemplo, de muitos outros que podemos citar.
É claro, há desemprego, há uma série de outros fatos que não são favoráveis.
Mas o país já caminha para fora da recessão e isso é um bom sinal.

Como no ano que vem, dificilmente os parlamentares vão querer votar coisas polêmicas por ser ano eleitoral, concluímos um adeus, pelo menos por hora, a Previdência.
Embora o Planalto acredite que dá para aprovar.
Só um lembrete, acreditar não é poder.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

República em ruínas

Enquanto o Brasil tenta digerir o caso Joesley Batista, mais coisas e situações vem acontecendo na politica e assustando.
Um relatório da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra que Michel Temer participou do quadrilhão do PMDB.
Influente dentro do Congresso, o Presidente recebeu cerca de R$ 31,5 Mi em propinas ao longo dos últimos anos.
Dinheiro desviado de obras, da Petrobras e pago por empreiteiras em busca de vantagens indevidas.

Temer rebateu, disse que bandidos tentam manchar imagem das pessoas de boa reputação, em troca de redução de sentença no país.
E tentou ao longo do dia, levar sua agenda com naturalidade.

Enquanto isso, no Supremo, Ministros comentam a noticia e discutem internamente a questão.
No campo Jurídico, o Ministro Barroso abriu um inquérito para apurar possíveis crimes contra o Presidente.
Mais uma vez, Temer pode ser alvo de denúncia por parte da Procuradoria Geral da República, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.

Fica meio que difícil de se prever o que acontecerá no Brasil, vivemos dia pós dia.
Na plena recuperação da economia, versos os crimes cometidos e que pedem Justiça.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A segunda denúncia contra Temer

Nesta semana, os olhares de Brasília se voltam para a Procuradoria Geral da República.
Em sua penúltima semana afrente de seu cargo, Rodrigo Janot deve apresentar a segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, por crimes cometidos no exercício do mandato presidencial.
Ele já apresentou uma, por corrupção passiva, que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Na prática isso quer dizer, que os deputados não autorizaram a abertura do processo, e que ele fica parado até que Temer deixe a presidência.
Só voltando a ser um cidadão comum, sem foro privilegiado, é que o Presidente vai passar a ter a oportunidade de responder pelo crime na Primeira Instância da Justiça.
Como a denúncia é da Lava Jato, é possível que seja julgado pelo Juiz Federal Sérgio Moro, que concentra a Primeira Instância dos casos.

Nesta segunda denúncia, Temer usa como base a delação do doleiro Lúcio Funaro, e mais informações da delação dos donos da JBS.
O problema, essa denúncia perdeu força na segunda, 4, antes mesmo de ser realizada.
Janot e a Procuradoria, foram colocados sob suspeita, depois que a JBS por engano, encaminhou coisas que não devia a um anexo de delações.
Esses áudios e documentos, enviados por engano segundo analistas, mostram que a empresa e seus executivos, omitiram informações importantes e vitais para as investigações, na delação que fizeram.
Se comprovando isto, eles podem até perder os benefícios do acordo que firmaram com a Justiça.
Não é que o que falaram vai perder a validade, mas como deixaram de falar coisas, e essas são importantes, eles perdem o benefício e podem inclusive ser presos.
Só que dentro de todo esse universo que não comentaram, estão contas não declaradas com recursos financeiros, muitos recursos financeiros.
E também, porque não relembrar, áudios de executivos conversando sobre a ligação deles com Marcello Miller.

Miller era Procurador, braço direito de Janot, no seu gabinete.
Costurou pontos da delação da JBS, antes de deixar seu cargo para trabalhar em um escritório de advocacia, especializado em delações.
Estranha mudança, já que deixar a Procuradoria, um emprego estável, por um na iniciativa privada, soa esquisito no mínimo.
Então pode se comprovar, que a JBS não tinha somente Miller e politicos nas mãos. Isso transcende, chega ao STF, pelo menos quatro ministros citados.
E agora Brasil? As flechas de Janot antes miradas em Temer, podem atingir ao Judiciário e a ele próprio.
Em meio a toda essa crise que de novo, é sem precedentes e cada vez se aprofunda mais, fica incerto afirmar o que vem na denúncia contra Michel Temer.
Há especialistas dizendo até, que o Procurador deveria desistir dessa estratégia.
Denunciar Temer agora, já sabendo que possivelmente essa denúncia não passe assim como a primeira, é atirar não no pé, mas na cabeça da Procuradoria e da Lava Jato.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

As privatizações e seus significados

Na semana passada, o governo federal anunciou uma série de privatizações que pretende fazer, a partir de agora e até o último trimestre do ano que vem.
A ideia é privatizar total ou parcialmente, 57 empresas estatais, entre elas a Casa da Moeda e a Eletrobrás.
O mercado respondeu de forma positiva ao anúncio, que por outro lado foi criticado por politicos e pelos servidores.
Os primeiros porque perderão livre nomeação para que seus queridos assumam cargos estratégicos.
Os segundos, porque serão desligados e também perderão benefícios.

A verdade porém, é apenas uma.
Embora parte das pessoas defenda que o governo tenta vender nosso patrimônio, isso é balela.
Vejam quanto foi desviado e roubado de dentro da Petrobras, nossa maior estatal.
Da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDS.
Porque os politicos crescem os olhos, porque muitos bandidos se revestem de deputados, senadores, representantes do povo, com a clara e única intenção de surrupiar recursos.
Na verdade quem denigre o patrimônio são eles, que roubam tudo que podem, enquanto podem.
E deixam as empresas esfaceladas, endividadas, pedindo socorro e consumindo consideráveis recursos da União.
Retiram assim, investimentos tão necessários na Educação, na Saúde, na infraestrutura, e eu não estou sendo hipócrita, e sim realista.

A verdade é que no Brasil, o governo não pode ter empresas, porque onde há, tem desvios.
Uma afirmação máxima que as operações policiais e da Procuradoria Federal, confirmam a cada dia mais.
Este antro de corrupção que se criou desde os tempos da fundação da república, permanece nos dias atuais e infelizmente, vai demorar ser cortado pela raiz, dependendo das decisões tomadas nas urnas pelo povo, por nós.
Então, melhor que seja privatizar, para retirar dos recursos que hoje cobrem rombos, para que possamos investir mais e melhor no nosso Brasil.
Precisamos enxergar, olhar para as coisas por todos e outros ângulos, e assim evoluirmos nosso pensamento, linha de raciocínio.
Só assim passaremos a entender melhor a politica, o Brasil e faremos melhor nosso papel perante a sociedade.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Com a maior crise politica de todos os tempos, partidos se racham e PSDB tem isso cada vez mais vidente

A crise politica que assola o Brasil, não atinge apenas deputados, senadores e Michel Temer, citados em delações premiadas de empreiteiras e outras empresas na Lava Jato.
A crise politica é profunda e institucional, tomando conta de muitos partidos, fazendo alguns deles se sucumbir e outros se reinventar para ficarem no páreo para a disputa.
Diferente do cenário visto em 2014, 2010, 2006, 2002, 1998, 1994, ou qualquer um outro ano anterior, de eleições presidenciais, tudo pode acontecer em 2018.
Não há nas ruas um nome consenso por parte da população e cada pessoa tenta se aproveitar disso para fazer a sua imagem.
A questão, é que alguns dos politicos, figurinhas carimbadas na nossa vida e nos jornais, ficaram muito arranhados com delações, caso de Aécio Neves.
Uma candidatura qualquer que seja para o senador a essa altura, seria um tiro no pé. Ainda que ele resolva aparecer e apoiar alguém ao governo de seu estado Minas Gerais, a sua aparição pode contaminar o candidato.
O mesmo pode acontecer com Lula, que não está em tanta alta assim.
Apesar de aparecer em primeiro nas disputas simuladas, o possível presidenciável viu sua imagem degringolar com a condenação na Lava Jato no caso triplex, feita pelo Juiz Federal Sérgio Moro.
A demora e a morosidade em prendê-lo, é a única coisa que pode o garantir no pleito no ano que vem, e uma eventual vitória, colocaria o Brasil numa situação sem precedentes na sua historia.
Vez agora eleito, um governo Lula teria uma cara bem diferente do que foi em 2002 ou 2006.
O mandato seria carregado de ódio contra as autoridades, que o condenam pelos desvios públicos que causou.
Simpatizante do regime Maduro, implantado na Venezuela, nada ia surpreender, se o petista tentasse emplacar isso aqui.
Para tentar impedi-lo, precisamos ir as urnas, precisamos ir contra o projeto que ele e outros pretendem, e mais.
Precisamos também de encontrar alguém para nos representar em ideias e concepções.

Mas essa procura está cada dia mais acirrada e ao mesmo tempo difícil. Porque para cada lado que olhemos, quem ainda não foi contaminado com as delações, esta em um partido que vive uma crise interna.
Agora falamos do PSDB abertamente, que deixou o poder em 2002, tentou voltar diversas vezes mas não emplacou.
Primeiro com Serra, derrotado por Lula.
Depois com Alckmin, de novo derrotado por Lula.
Em seguida novamente Serra, que acho já deveria ter se aposentado, ao ser derrotado por Dilma, colada na imagem de Lula.
E recentemente em 2014, quando Dilma de novo colada em Lula, derrotou Aécio Neves.

O partido agora tenta se organizar, para um novo nome ou para repetir como disse, figurinhas conhecidas.
Ainda não há um consenso, se Alckmin será o nome, apesar da pressão do governador para disputar o Planalto no ano que vem.
Não há ainda a decisão, apesar que esta seja pouco provável, que o partido decida testar o recém politico João Doria, eleito para prefeito de São Paulo, com o apoio de Alckmin que o fez aliado e afilhado politico.
Não se sabe, se arrisca-se mais, e puxa-se um nome do Senado, ou de outro estado, como Marcone Perilo, Beto Richa, entre outros que possam surgir.
A verdade é que o PSDB ainda não se resolveu, e precisa fazer isso logo, para construir um nome dentro do partido antes de apresenta-lo as ruas.
Mas a disputa é tão vidente, que a interna Executiva do partido está partida ao meio literalmente.
Aécio Neves, manchado pelas delações da JBS, deixou o comando do partido antes da hora, das convenções.
E nomeou Tasso Jereissati como seu sucessor interino.
O senador porém, não tem agradado. Principalmente depois de veicular propagandas em que assume erros do PSDB, critica o modelo de governo adotado no país, e expõe a clara e necessária mudança que todos enxergamos.
Todos, menos os aecistas de plantão.
Que dispararam críticas a Tasso, sem qualquer pudor, pediram a sua saída, e provocaram uma situação muito tensa.

Em dezembro, foi agendada a convenção nacional do partido para a escolha de sua nova Executiva.
Com exclusividade, Kester 10 G, trouxe a informação nesta segunda, 21.
Esperava-se que a eleição fosse por agora, mas vai ficar mesmo para dezembro, confirmaram fontes a esta Colunista.
Só que isso não significa que Tasso vai seguir na presidência do PSDB.
Aliados do senador Aécio Neves, tentam reconduzi-lo ao cargo, ou ao menos retirar Jereissati, pondo alguém mais aliado a Aécio.
Se Tasso cair, ainda existem 7 nomes de vice-presidentes que podem ser escolhido pelo comandante Neves, para ocupar o seu lugar.
E isso adiaria seu sonho de voltar a presidir o partido, que se afastaria ainda mais com a convenção de dezembro próximo.
Na verdade, a disputa interna é grande, com muitos pensadores e muitos caciques para pouco espaço dentro do partido.
Geraldo Alckmin e Doria, apoiam Tasso.
Mas Doria não é consenso dentro do partido, tem gente que ainda não se acostumou com ele ali.
Aécio tenta reunificar seus apoios, e tem base forte.
É incógnito o futuro dos psdebistas.
Que apesar de ter disputas internas demais, e fortes nomes para 2018, pode experimentar uma debandada.
Nada seria de surpreender, se Alckmin e Doria deixassem o partido, para alçarem seus próprios voos dentro de outras legendas, embora publicamente não admitam essa probabilidade.
Há muitas portas abertas para ambos, de partidos que desejam os ter, por causa de seu cacife, por causa da ideologia, para desbancar o PSDB, escolham a opção.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A novela das metas

O governo do Presidente Michel Temer, passou os últimos 2 meses, junho e julho, discutindo uma pauta nada interessante para o Brasil, mas que garantiu ao seu final a manutenção dele a Presidência.
Entre aspas, passada a questão da denúncia, só a primeira porque mais devem vir por aí, o governo tenta administrar suas crises internas com uma muito maior eminente.
Enquanto tenta manter cargos do PSDB, sob pressão do Centrão ara expulsa-los, Temer tem outro problema pela frente.

Com uma baixa arrecadação, o governo não vai conseguir honrar com a meta estabelecida para este ano em seu orçamento fiscal.
O déficit, que deveria ser de R$ 139 Bi, pode ser R$ 20 Bi mais caro.
E o problema maior é que no ano que vem as coisas não melhoram, como gostariam economistas.
O rombo para o ano que vem, pode chegar aos mesmos R$ 159 Bi, deste ano.
O governo ainda não sabe como resolver essa equação. O Congresso não vai aprovar aumento de impostos e o governo já cortou gastos onde poderia cortar.
Agora está sob análise, o corte de reajustes de servidores federais e o aumento da contribuição dos mesmos para o INSS, de 11 para até 14%.
Mas este aumento também depende de uma série de manobras, que muitas das vezes passam pela questão politica e não de vontade da equipe Temer.
Então ainda é prematuro afirmar, se o Presidente conseguirá as mudanças que são hoje tão necessárias.

Diante a este impasse, Michel Temer tem crises a administrar que ainda não sabemos como será feita.
E o anúncio do valor final dos rombos para 2017 e 2018?
Bem este segue uma novela a parte. Adiado por quatro vezes, sendo a última nesta segunda-feira, 14, a expectativa é que possa ser noticiado finalmente hoje, 15 de agosto.
Com a enrolação o que mais se quer saber, é se terá tempo suficiente para se discutir essa matéria no Congresso.
Até 31 de agosto, os congressistas precisam ter acesso ao orçamento fiscal para o ano que vem, e aprovarem ou não a lei.
Se isso não acontecer, o governo fica engessado e não pode usar recursos do orçamento já previstos na LDO.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Vitória de Temer mas sem trégua por Janot

Na semana passada, o Presidente Michel Temer conseguiu uma importante vitória politica.
Por 263 a 227, os deputados federais rejeitaram a denúncia feita pela Procuradoria Geral, que acusa Temer de corrupção passiva com base nas delações da JBS.
Isso dá um certo fôlego ao Presidente que pode voltar a pensar em outras coisas importantes, como as reformas da Previdência e Tributária.
Apesar de ver o arquivamento da denúncia como uma derrota, a Procuradoria não se acovardou.
O Procurador Geral Rodrigo Janot, em meio a uma chuva de críticas do Ministro do STF Gilmar Mendes, prepara mais um ataque direto a Temer.
Ele está prestes a sair do cargo, mas antes quer uma nova denúncia contra o Presidente.

As acusações agora, com base de novo nas delações de executivos da JBS, são de formação de quadrilha, associação criminosa e obstrução de Justiça.
Tudo por causa da mala de dinheiro do ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, flagrado pela PF.
A defesa de Temer argumenta que o dinheiro foi pego com Rodrigo, não com Michel e que não há como provar que o dinheiro seria para o Presidente.
Enquanto isso acontece, sem dar tréguas ao Presidente, Janot vai costurando a nova denúncia.
Só que se ela chegar a Câmara é incerto afirmar o que vai acontecer.
Os deputados salvaram Temer uma vez, o que não garante que o farão sempre, embora o Presidente tenha distribuído um pacote de bondades pelo apoio.
De fato o que Janot deveria fazer era refletir.
Ele vai ser deixado o poder, como o Procurador que não conseguiu denunciar o Presidente.
E se não parar agora, vai ser sobretaxado de ainda mais, um perseguidor.

Por sua vez, a denúncia arquivada não significa que Temer não vai ser punido.
Ao deixar a Presidência do país, ele vai sim ser processado em primeira instância pelo crime de corrupção.
Mas ao julgar pelo modo com que as coisas estão agora, é preciso focar na economia, não nos crimes de Temer.
Então deixem o Presidente lá, que pelo menos está trabalhando por alguma coisa.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer tem semana decisiva para ficar ou deixar o poder

E finalmente chegou, estamos as vésperas de saber como a Câmara Federal vai reagir, diante as denúncias de corrupção apontadas pela Procuradoria Geral, contra o Presidente Michel Temer.
Elas foram realizadas com base na delação da JBS, e prometem deixar a semana de volta parlamentar do recesso quente.

O Presidente precisa conseguir 172 votos de seus aliados e indecisos, para arquivar o pedido de denúncia.
Ou a oposição, precisa conseguir 342 votos para aprovar o prosseguimento da mesma.
Se a primeira hipótese acontecer, a denúncia é arquivada e Temer segue em seu cargo respirando pouco mais aliviado.
Se for a segunda, aí o Presidente vai ter problemas.

Uma vez aprovada na Câmara a denúncia volta ao STF, lá o Plenário decide se há base suficiente para tornar o Presidente réu.
Se sim, ele é afastado de seu cargo por até 180 dias, período que deve durar seu julgamento.
Se condenado perde o mandato e pode ser preso. Se não, voltaria ao cargo.

Ao julgar pelas provas robustas que existem, o que Michel Temer precisa agora é barrar a denúncia no campo politico.
Se o Presidente não conseguir o arquivamento na Câmara e isso chegar ao STF seria inevitável sua saída do cargo e o fim de seu governo.

Vale salientar, que o arquivamento da denúncia não significa que Temer vai ficar impune.
O que se busca agora é saber se o Presidente vai ser julgado enquanto está no cargo.
Se a denúncia for arquivada, a partir do momento em que deixar a presidência, Temer entra nas mãos da Primeira Instância da Justiça Federal, que apura a Lava Jato.
Assim como o ex-presidente Lula, vai cair nos braços de Sérgio Moro, que deve aplicar sentença firme como em todos os demais casos apresentados.
Acompanhemos então, o destino do Presidente que começa a se selar a partir das próximas horas

De Brasília - Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Nos Bastidores do Poder, Congresso para para salvar ou sepultar Temer

A verdade é uma só, o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes em sua historia.
Michel Temer tentou e conseguiu, porque não dizer e verdade e Justiça sejam feitas, arrumar a economia.
Com um ano de governo, o novo Presidente que assumiu pós Impeachment de Dilma Rousseff, pois o país nos trilhos.
Investimentos voltaram, empregos mesmo que levemente começaram a surgir, as expectativas de mercado foram melhores, os juros foram reduzidos as coisas iam mudar.
Temer não contava com o fogo amigo de Joesley Batista, que mediante a uma delação mais que premiada, o delatou.
Na pauta, pedidos e negociatas com o Presidente, para que a JBS, empresa de Joesley, obtivesse vantagens indevidas frente ao poder público.
Na pauta também, um flagrante filmado pela Policia Federal, em que o Assessor de Temer, Rodrigo Loures, aparece recebendo uma mala com R$ 500 Mil de um dos Executivos da JBS.
O dinheiro de fato nunca chegou as mãos de Michel Temer, assim que a historia estourou, Loures o devolveu a Policia Federal.

Mas a credibilidade do Presidente já estava arranhada e Temer entrou na mira de Janot.
O Procurador Geral da República, prestes a deixar seu cargo com o término de mandato agora em setembro, denunciou o Presidente com base nas delações de Joesley, por corrupção passiva.
Nas palavras de Janot, a mala de R$ 500 Mil era destinada a Michel Temer, e ele mandou seu homem de mais alta confiança para pega-la.

Enquanto a PF e o Ministério Público tentam conseguir uma delação com Rodrigo Loures e com o ex-deputado Eduardo Cunha, o que poderia incendiar de vez Brasília, as denúncias da Procuradoria seguiam seu curso.
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator da Lava Jato, Edson Fachin, encaminhou para a Câmara dos Deputados, para que o processo fosse admitido ou rejeitado.
No Palácio do Planalto a convicção de que Temer tem votos suficientes para barrar a denúncia.
Mas de novo, atingido por fogo amigo, seu colega de partido, Sergio Zveiter, do PMDB, fez um relatório que pede sim, continuidade da denúncia.
Para o deputado federal, a denúncia carece ser investigada pois a sociedade quer e precisa saber, se Michel Temer é culpado ou inocente.

Agora o processo continua seu rito e deve ser votado pelos parlamentares.
Primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, depois no Plenário.
Se 342 deputados seguirem o voto do Relator, Michel Temer vai ter o processo aceito e este volta ao STF.
Lá, os Ministros vão avaliar se pela lei, há provas suficientes para que ele se torne réu.
Se os Ministros entenderem que sim, Temer vai a julgamento.
E como está Presidente, é afastado por lei de seu cargo por até 180 dias.
Neste período, o STF precisa realizar coleta de provas e apresentar seu julgamento.
Caso seja condenado, confirma-se o afastamento definitivo do Presidente que perde o cargo pelo Impeachment Judicial.
Se ele for absolvido, o que na verdade é pouco provável de se acontecer, Temer volta a ocupar a presidência para encerrar seu mandato.

Enquanto tudo isso acontece, o Congresso segue parado.
Reformas trabalhista ou da previdência, tão importantes para resolução de conflitos econômicos, são assuntos mortos.
Ainda mais com o recesso parlamentar batendo a porta, em 18 de julho, os deputados podem sair de Brasília e retornarem só em agosto.
Até que se saiba se Temer vai se salvar ou afundar, a verdade é que tudo parou, de novo.
Só vale salientar, no ano passado aí por causa de Dilma, eis que o Congresso também parou para julgar a primeira mulher Presidente do país.
Que entre tantas coisas, foi responsável por colocar o Brasil na pior crise de sua historia economicamente falando.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer e a luta pela sobrevivência

É fato que cada dia que se passa, a crise se agrava no Brasil.
Há cerca de um ano atrás, tínhamos um grave problema agudo com uma crise sem precedentes na economia e no governo.
A então presidente Dilma Rousseff, havia sido afastada de seu cargo não por qualquer outro fato, que não fosse o que perdeu as condições para governar.
Nos bastidores do poder, Michel Temer articulava contra a petista para que permanecesse em seu cargo, enquanto o Senado se preparava para julga-la.
Temer estava de fato pondo ordem na bagunça, arrumando a economia, resolvendo a crise.
Era bom que ele continuasse pois se Dilma voltasse só Deus sabe o desastre que seria.

O que o agora Presidente não tinha ideia, é que a casa ia virar de ponta cabeça.
Se Michel Temer sonhasse que um ano depois ele é quem estaria na mira do Congresso, talvez nunca tivesse feito por onde se transformar em Presidente.
Ninguém quer perder seu mandato, mas o fato é que o PMdebista vai perdendo sua capacidade de liderança, embora ainda seja um articulador melhor que Dilma.
Ainda que consiga um revés agora, nada garante que ele vai poder barrar outras denúncias que virão.
E o Procurador Geral, Rodrigo Janot, este está cheio de sede. Hora de poder ou hora de fins republicanos não se sabe, o que se sabe é que o procurador quer deixar sua marca, e derrubar um Presidente, isso ninguém esquece.

Temer pode ter consertado a economia, mas esqueceu de se certificar de quem o rodeava.
Vale salientar, que foi fogo amigo que o atingiu, quando o empresário Joesley Batista decidiu num golpe rasteiro, o delatar a Procuradoria.
Gravando, entregou um mega esquema de corrupção, mais um entre tantos que existe no país, mas que diretamente respinga sob o Presidente e seus Assessores.
Hoje, 4 de julho, é dia de Temer fazer peregrinação pelo Congresso, para tentar manter unida sua base aliada.
Se a estratégia vai dar certo, ainda não sabemos.
Mas sabemos que ontem a situação de Temer se complicou, Geddel Vieira Lima caiu nas garras da Policia Federal, e lá se foi mais um dos homens de confiança do Presidente.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer a vias de perder o cargo, e agora Brasil?

Ao longo dos últimos 7 dias o Brasil mudou.
Vimos um turbilhão de coisas acontecerem e caminhamos para uma incerteza politica sem precedentes, como nunca visto antes.
Michel Temer, presidente, foi citado nas delações de donos da JBS, o maior frigorífico do país.
Temer teria em conversa gravada com um dos proprietários da empresa, dado aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.
O presidente desmentiu, Cunha também.
Mas a delação o atingiu em cheio e gerou uma crise sem precedentes.

A base aliada de Michel Temer hoje já não é uma base tão aliada assim.
O PPS já saiu do governo e o PSDB está em vias de desembarcar.
Se isso acontecer, será inevitável que outros partidos também o façam, e que até o próprio PMDB deixe o presidente a ver navios.
Estamos prestes a viver uma histórica situação.
Teremos dois presidentes depostos de seus cargos em uma única legislatura.

Dilma Rousseff saiu por meio do Impeachment em agosto do ano passado.
Michel Temer, se não for cassado pelo TSE, se não renunciar, pode ainda sofrer o Impeachment.
Há agora, 14 pedidos contra o presidente aguardando análise da Câmara.
Mais um deve pintar até a quinta-feira, 25, quando a OAB vai protocolar.

Temer não convenceu, nem os aliados, nem o país, de sua inocência.
Os crimes imputados são graves e sua reação de ouvir sem fazer nada as confissões de Joesley Batista na conversa gravada, também são de indignar.
A verdade é uma só, Temer pois o país quase nos trilhos de novo, desde que assumiu o país.
Mas quando o Brasil esperava trilhar caminhos seguros, o trem voltou a descarrilar a exato que ocorreu com Dilma.
E agora Brasil?

Com a eminente saída do presidente, a Constituição determina eleições indiretas.
O Congresso é quem vai escolher o próximo presidente, que fica num mandato tampão até 2018, quando estão previstas novas eleições.
Há muitos nomes citados para a possível vaga deixada por Temer, mas muitas perguntas precisam ser respondida antes de se bater o martelo.

O próximo presidente vai ter que administrar a crise, ter boa relação com o Congresso, seguir nas reformas e pautas propostas pelo governo Temer, e não se deixar arranhar pela Lava Jato.
Será que alguém se sustenta assim?
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Brasil em Risco - TSE retoma julgamento da chapa Dilma Temer

O Brasil está em risco.
Risco de ficar com o futuro incerto na politica até as eleições de 2018.
Numa guinada sem precedentes em sua historia, o país pode vir a ter um novo presidente nos próximos dias.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Gilmar Mendes, marcou para os dias 6, 7 e 8 de junho, o julgamento da chapa Dilma Temer.
O julgamento é o resultado de uma ação proposta pelo PSDB em 2014, que pedia a cassação da chapa, acusando a então presidente eleita Dilma Rousseff, de abuso de poder econômico e uso de dinheiro de propina em sua campanha eleitoral.

Dilma foi acusada de usar dinheiro desviado da Petrobras, para se reeleger em outubro daquele ano, quando derrotou nas urnas o candidato do PSDB Aécio Neves.
O PSDB, argumentava que a chapa da então presidente, teria usado seu cargo de poder para conseguir recursos ilegais, e que teria usado todo ele na campanha que a reelegeu.
Dilma sempre negou qualquer irregularidade, e disse que o PSDB só queria a tirar do poder com um golpe.

No ano passado, diante ao processo de Impeachment, Dilma perdeu seu mandato presidencial mas a ação continuou valendo.
Michel Temer assumiu o país com a saída da petista e o PSDB passou a integrar o governo.
Mas isso não cancelou a ação, que continuou correndo no TSE.

O processo transcorreu, ouviu testemunhas e coletou provas.
Em abril, o julgamento deveria começar mas o Relator pediu mais prazo para coletar depoimentos.
Ontem, 15 de maio, ele deu carta branca para que o processo transcorresse.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deu continuidade ao processo agendando o julgamento.

Se a chapa Dilma Temer for condenada, Dilma Rousseff perde os direitos politicos por 8 anos, já que foi afastada da presidência com o Impeachment.
Quanto a Michel Temer, há um entendimento que deve ser levado em conta para sua pena.
Se o TSE decidir que ele era tão responsável quanto Dilma, o presidente perde o mandato.
Se o TSE aceitar a tese do presidente, que Temer teve contas em separado e não sabia nem participava das ações da petista, ele é absolvido.

O Ministério Público Eleitoral, se manifestou favorável a cassação da chapa e do mandato de Temer.
Para o MP, o presidente sabia das ações.
O MP defende que ele perca o mandato, mas não os direitos politicos.
Para a promotoria, Michel Temer sabia das ações mas não há provas de que foi conivente com elas. Por isso se sustenta que não perca seus direitos politicos, apenas o mandato presidencial.

A defesa de Dilma por sua vez, sustenta que a presidente está sendo acusada ilegitimamente, e que ela nunca cometeu nem uma irregularidade.
Sua defesa pede exclusão dos depoimentos de seus marqueteiros, João Santana e Mônica Moura, que acusam Dilma de saber de todo o esquema.
Para a defesa da petista, os depoimentos são mentirosos.

Já para a defesa de Temer, o presidente abriu contas separadas de Dilma, e não teve nada a ver com as ações da petista.
A defesa do presidente não defende Dilma, não diz em nem um momento que ela não usou recurso ilegal, mas sustenta a tese de que Temer não os usou.

O que acontece?
Se Michel Temer perder seu mandato, algo sem precedentes na historia do Brasil vai acontecer.
O Congresso Nacional, formado por Senado e Câmara dos Deputados, vai se reunir.
Dali, vão escolher em uma votação indireta, o nome do próximo presidente do Brasil.
Este presidente terá um mandato tampão, que seguirá até dezembro de 2018, depois das eleições presidenciais diretas, quando a população deve eleger o novo presidente do país.
Para se eleger presidente na eleição indireta, o candidato precisa ter mais de 35 anos, ser filiado a um partido politico e ser indicado por sua legenda para concorrer.
Entre os nomes que aparecerem, aquele nome que tiver maior número de votos entre os congressistas, é quem vai comandar o país.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Depoimento de Lula é trampolim para campanha politica

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha um plano bem definido.
Se tornou presidente em 2002, se reelegeu em 2006 e sabia que não poderia mais governar o país.
Não poderia em tese.
Colocou Dilma Rousseff em 2010 para continuar seu governo e tentou estar sempre por trás da presidente.
Mas Dilma era temperamental por demais e os planos do petista foram caindo por terra.
Logo veio a Lava Jato em 2014, e começou a desmontar o império de Lula.
Mas ele estava preocupado com as eleições, queria voltar ao poder, seu projeto dizia que Dilma seria presidente por 4 anos, para ele regressar depois.
Não importavam os erros que ela cometesse, depois, ele daria um jeitinho.

Só que Dilma não abriu mão do cargo, pensou estar fazendo um bom trabalho e quis continuar.
Partiu para o segundo mandato, fez campanha com sua imagem colada na do ex-presidente e convenceu.
Dilma foi reeleita, e ficou no poder algum tempo.
Sua nada agradável forma de conduzir as coisas a fez ruir, a Lava Jato começou a derrubar seus apoiadores e ela deu conta de brigar até com quem não poderia.
Desafeto do PMDB, viu seu governo se transformar em ruínas e perdeu o cargo.
Foi cassada, não antes de protagonizar a fatídica cena. Transformar Lula em Ministro de Estado para fazê-lo escapar da Justiça.
Não deu certo, as investigações seguiram e Dilma foi escorraçada de Brasília.

Lula já estava pensando em 2018, e a Lava Jato o baqueou.
Não o suficiente para abalar a opinião pública, ainda. Mas deixou marcas que ele vai ter de enfrentar.
E enfrentou já nesta quarta-feira, 10 de maio. Prestou seu primeiro depoimento a Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba.
Ele se contradisse e até seus aliados ficaram com medo da eminente condenação.
Lula por sua vez não se importou, na verdade ele continua se achando um Deus, e continua acreditando na sua vitória nas urnas no ano que vem.
Será?
O país seria capaz de coloca-lo lá, depois de tudo?
Tenho medo dessas respostas.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Reforma da Previdência passa em comissão e segue para plenário

A Reforma da Previdência, tida como uma das mais importantes no governo do presidente Michel Temer, passou na comissão que a analisava.
A votação foi concluída nesta terça, 9, na Câmara dos Deputados em Brasília.
Com isso, agora a proposta segue para plenário onde deve ser votada.
São necessários 308 votos para que a reforma passe na casa de leis e siga para o Senado Federal.
Em sendo aprovada lá também sem modificações, a reforma segue para sanção do presidente.
A reforma da Previdência aprovada nesta comissão prevê:

Confiram a seguir um tópico com os pontos da Reforma aprovada

I - Idade mínima.
Tudo começa com a idade para se aposentar, ela passa a ser de minimamente 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
II - Tempo de contribuição.
Além de 65 anos de idade (Homem), e 62 anos (mulher), o trabalhador vai precisar ter no mínimo 25 anos de contribuição, para que possa se aposentar com o salário mínimo ou mais.
III - Teto da Previdência.
Para aqueles que desejarem aposentar com o teto da Previdência Social, hoje em R$ 5189,82, será necessário ter no mínimo 65 anos de idade, e no máximo 49 anos de contribuição.
Aqueles que não tiverem essa somatória, não poderão se aposentar com o teto mas terão direito ao valor proporcional conforme o tempo contribuído.
IV - Regime cumulativo.
A partir da aprovação do texto, não vai ser possível acumular benefícios como hoje pode.
Isto quer dizer que uma pessoa que receber uma aposentadoria e uma pensão por morte por exemplo, só terá acesso a um dos dois benefícios.
V - Pensão por morte.
A partir da reforma, a pensão por morte não será mais do salário integral do segurado.
A pensão paga a viúva será de 50% do valor do benefício, com um acréscimo de 10% por cada beneficiário.
Assim, uma pessoa só receberá 100% do salário, se ela for a esposa oficial e tiver cinco filhos com o homem.
A medida que os filhos fiquem maior de 18 anos, a pensão se cessa mas a porcentagem não é mantida.
Ou seja, ninguém recebe aqueles 10% que deixarão de ser pagos quando as crianças ficarem maiores de idade.
VI - BPC, Benefício de Prestação Continuada.
O BPC também vai mudar.
O benefício que hoje é no valor de um salário mínimo, pago a pessoas com 65 anos ou mais, terá sua faixa etária modificada.
A partir da reforma, só teria direito ao benefício pessoas com 68 anos ou mais.
Para terem acesso, as pessoas precisarão comprovar ainda, que ninguém na residência possue renda fixa, que chegue ou ultrapasse um salário mínimo.
VII - Pessoas com deficiência.
As pessoas com deficiência também terão regime especial de aposentadorias.
Mas não tão simples como era antes ou ainda é em alguns casos como hoje.
Para se aposentar, o segurado vai precisar ter no mínimo 55 anos de idade, e ter 20 anos de contribuição com a Previdência Social. Do contrário não terá direito ao benefício.
VIII - Pensões vitalícias.
As pensões por morte só serão vitalícias conforme as regras atuais, caso a pessoa que vá receber esposa ou esposo, tenha mais de 45 anos de idade.
Mas ela não pode receber a pensão e trabalhar, ou ter outra renda ou aposentadoria.
IX - Aposentadoria pública e privada.
Para aqueles que dependem do INSS não vai haver mais diferença nos regimes de aposentadorias.
Isto vai fazer com que servidores por exemplo, não tenham mais direito em se aposentar com o teto integral do salário de sua carreira.
A aposentadoria será no máximo no teto da Previdência, desde que respeite todas as regras anteriores citadas.
O único tipo de regime que não vai sofrer alterações, será de aposentadorias militares.
X - Aposentadoria rural.
Vai ser cobrada uma contribuição obrigatória de um valor ainda a ser definido de trabalhadores rurais que quiserem ter direito em se aposentar.
Mas isso será definido por um outro pacote enviado ao Congresso em tempo oportuno.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Explica aí Previdência - INSS diminue salário de beneficiários de maneira inesperada

Para quem não tem o hábito de consultar, o INSS oferece um serviço de Estrato de Pagamentos online.
Com os dados do benefício e do beneficiário em mãos, pode se consultar o valor do benefício a ser pago mês a mês.
Geralmente a Folha da Previdência vira no dia 20 de cada mês, já que ela começa a ser paga entre o fim de um mês e começo de outro.

Beneficiários que ganham mais de um salário mínimo e que consultaram seus estratos em abril, tiveram uma surpresa um tanto esquisita.
Havia um valor diferente do pago no mês anterior.
Em alguns casos o desconto no salário chegava a R$ 300,00 relatam os beneficiários.
A coluna Bastidores do Poder, tentou contato com o Ministério da Previdência para entender o que aconteceu.
Mas até a publicação deste artigo, não conseguiu uma resposta sobre o sumiço do salário.
O engraçado em tudo é que não há qualquer informação sobre o motivo do desconto, o salário simplesmente baixou.
Pela Constituição Federal, um salário uma vez aumentado não pode sofrer revés, ou seja, baixa, sem concordância.
O INSS não comunicou a baixa, os beneficiários não foram consultados nem emitiram opinião, então é ilegal tal desconto.

Quem teve o salário descontado no pagamento de maio, que se iniciou no dia 2 e se encerra neste dia 8, deve procurar uma agencia da Previdência Social.
Não resolve ligar no 135, porque eles não sabem informar a razão da baixa salarial.
O INSS deve ter de devolver esses valores, explicou a advogada especialista em Previdência Mariana Monary.
Mariana explica que se os beneficiários não receberem a diferença, podem ingressar com ação judicial contra o INSS, que pode até ter de indeniza-los.
O problema em se ter baixado o salário, não é só ter baixado e não ter havido comunicação.
É que a diferença fica entre R$ 130,00 e chega a R$ 300,00 nos benefícios, dependendo de seu valor.
Não se sabe se todos os benefícios sofreram o reajuste, o que torna a situação ainda mais esquisita.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Reforma da Previdência de Temer pode não passar na Câmara

O relator da Reforma da Previdência, deputado Artur Maia, do PPS, disse em reunião com o presidente Michel Temer, que há uma mudança no sentimento dentro da Câmara em relação ao texto base da reforma, aprovado na semana passada.
Ele acredita que os parlamentares ficaram mais satisfeitos com a nova proposta, que foi construída pela sociedade, com destaques feitos pelos parlamentares.
Apesar do texto base ser votado na semana passada, ainda restam destaques antes que o texto fique pronto a ir a plenário.
Depois de protestos e invasões, a comissão decidiu votar o texto na semana seguinte ao ocorrido na última quarta, 3.

O governo ainda segue confiante e o relator também, que a reforma seja aprovada.
Porém nos bastidores do poder, o que se acompanha é algo diferente.
Parlamentares evitam falar sobre o tema, com medo de se complicar.
Ninguém quer ficar de mal do eleitor, ainda mais com os olhos abertos na Lava Jato e nas eleições de 2018, já tema das pautas em todas as rodas de conversa em Brasília.

Antes, talvez fosse até mais fácil aprovar a pretendida reforma sem grande resistência.
Mas quando ir a plenário, a proposta do presidente Michel Temer pode sofrer um revés, como quase aconteceu na reforma Trabalhista.

O problema é que se a reforma de Michel Temer não passar, o Brasil pode viver um colapso, aponta a equipe de economia do Presidente.
Em 2030, a Previdência Social não teria recursos suficientes para pagar os beneficiários do INSS que hoje estão contemplados, nem os que viriam até lá.
Apesar da reforma de Temer vir com uma série de críticas, é necessário e urgente que a faça.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Palocci recorre contra decisão de ser julgado no plenário do STF

O Supremo Tribunal Federal conseguiu se envolver em mais uma polêmica nesta semana.
Depois de soltar três envolvidos e presos na operação Lava Jato, aí a coisa degringolou.
Tem muita gente querendo pedir a soltura ao STF, na esperança de que a 2ª Turma do colegiado solte mais pessoas envolvidas na operação.
Na quarta-feira, 3, a defesa de Antonio Palocci protocolou um pedido de Habeas Corpus para que o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, respondesse suas
acusações em liberdade.
Palocci estava perto de fechar uma delação premiada com a Justiça, quando o STF soltou José Dirceu.
Isto mudou os planos do politico, que preferiu deixar a delação de lado e apelar para a bondade da Suprema Corte.

O problema, o Ministro Edson Fachin, que pode decidir como o caso vai ser julgado, negou a liminar.
Palocci permanece preso até que o mérito da questão vá a julgamento.

No caso de Dirceu e dos outros dois soltos, foi a 2ª Turma quem deu a soltura.
Agora, a defesa de Palocci quer que a 2ª Turma julgue o pedido.
Mas Fachin remeteu o caso a ser julgado pelo plenário da Suprema Corte, isto quer dizer que vão ser os 11 Ministros que irão decidir se ele saí ou não saí da prisão.
Nesta sexta-feira, 5, a defesa do ex-ministro tentou mais uma manobra. Recorreu da decisão do Ministro e voltou a pedir que o caso fosse julgado pela 2ª Turma recursal.
É, e as polêmicas só surgem entorno dos Ministros do Supremo.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br