O incendio de FHC

Essa semana em um artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de sua incontestável liderança, fez algo que não poderia fazer.
E tacou ainda mais fogo na relação PSDB / PMDB.
FHC disse em seu artigo do jornal, que se até dezembro o partido não desembarcar do governo Temer, pode ficar com um papel coadjuvante nas eleições do ano que vem.
É incontestável que apesar de todos os pesares, Temer tem conseguido recuperar a passos lentos a economia, e que sua saída agora deixaria o país num profundo buraco.
Então, o Presidente precisa encerrar esse mandato antes de responder as acusações que lhe foram imputadas e que são sim, gravíssimas.

O PSDB por sua vez, que não decide se vai ou fica, é um partido quase que triturado e não mais rachado.
Depois do artigo de FHC e da colisão de opiniões internas que isso trouxe, fica claro a ruptura interna no ninho tucano.
Qualquer que seja o candidato, será derrotado no ano que vem, se o partido não desembarcar do governo, afirmou FHC, na sua publicação no jornal.
O que gerou um mal-estar triplo.
Por um lado, ele constrange os Ministros do PSDB que queriam ficar no cargo.
Por outro, demonstra o tamanho do buraco interno que há entre os tucanos agora.
E por fim, ainda fortalece o PT.

O partido de Lula, segue seu líder onde quer que ele vá.
E a menos que o ex-presidente seja impedido pela Justiça de ser candidato nas próximas eleições, o que se vê é um PT mais fortalecido pelas derrapadas do PSDB.

Só me resta saber agora, o que pensam os brasileiros a respeito disso.
As pesquisas não enganam, mas as vezes elas acabam influenciando opiniões.
Já vi muita gente dizer que votaria em determinado candidato porque o outro não ia ganhar mesmo.
Aí, Dilma foi eleita e Lula ganhou duas vezes.
O país foi mergulhado nessa recessão e todo o resto conhecemos.
Temos que nos atentar é para isso.
Se é fato que o PSDB não está se entendendo, não podemos nos concentrar em depositar votos em Lula ou seus aliados, se quer em Bolsonaro. Que encontremos um outro jeito, ou um outro caminho para o Brasil.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

País sob ameaça - Dilma não pode voltar

Nesta terça-feira, 17 de outubro, o Brasil acorda sob uma das maiores ameaças de todos os tempos.
O regresso da petista Dilma Rousseff ao poder.
Cassada de seu mandato presidencial em agosto do ano passado pelo Senado, por crimes de responsabilidade fiscal, a ex-presidente tenta reverter seu quadro no STF.
Hoje, sua defesa protocola uma ação, que pede a nulidade do processo com base na delação premiada do doleiro Lúcio Funaro.
Apontado pela Lava Jato como operador do PMDB, Funaro afirmou em suas delações feitas a Justiça, que Eduardo Cunha comprou voltos para o Impeachment de Dilma.

Isso corrobora a versão dada pelos aliados da petista, que a cassação foi um golpe, e que o hoje Presidente Michel Temer, conspirava dia pós dia para depor a Presidente.
Se o STF acatar o pedido da defesa, com mais força do que nunca e pronta para fazer a maior revolução já vista neste país, Dilma Rousseff pode voltar ao Planalto.
Pior do que intervenção militar, se isso acontecer o Brasil vai experimentar os piores dias de sua historia.

Com Dilma de volta ao poder, a economia vai voltar a estagnar, o país vai parar de crescer e o mercado desacreditará no país de novo.
Todos os esforços de Michel Temer e Henrique Meireles na recuperação do país, que já´vemos resultados, caem por terra.
Todos tem que ficar atentos quanto a isto, as ações tomadas pelo STF e cada Ministro da Corte a partir de então.
E que Deus nos ajude, e nos livre de Dilma.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer libera emendas de 2018 em busca de apoio

Na tentativa de garantir os votos válidos para barrar a segunda denúncia contra si, o Presidente Michel Temer começa o pacote de bondades.
E ainda que o país passe por uma crise econômica, e que a máquina pública quase esteja parando, ele pretende liberar mais recursos a Parlamentares em busca de apoio.
Como não pode mais gastar nesse ano, pois foi tudo o que poderia, o Presidente já mira o orçamento do ano que vem.
E negocia com os deputados da base, o apoio pela liberação de mais emendas em 2018.
A barganha pode funcionar, já que o núcleo palaciano dá como certo o arquivamento da denúncia.

Só tem uma coisa com que eles não contam, um fator que pode mudar essa balança.
Rodrigo Maia, Presidente da Câmara, que deu umas declarações um tanto quanto estranhas na semana passada.
Temer, que não gostou das falas já avisou. Interlocutores devem enquadrar Maia, para que ele se cuide e não fale tanto por aí.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Previdência deixa de ser questão primordial no governo Temer

O Palácio do Planalto faz avaliações, de como deve seguir o cronograma de reformas do governo.
Por causa da segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, apresentada na semana passada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, isso vai atrasar, ou enterrar de vez algumas propostas.
Antes da votação dessa denúncia, fica inviável se resolver qualquer questão dentro da Casa de Leis, adiantou o Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia.
A esperada e tão necessária reforma da Previdência Social, que vem sendo adiada por inúmeros meses, continua por o ser.
E agora está mais do que nunca ameaçada.

Primeiro, Temer vai ter que usar todo restinho de prestígio e barganha que o resta, afim de convencer os deputados a votarem em seu favor, pelo arquivamento da denúncia.
Depois disso feito, não restarão mais recursos para a Previdência ou qualquer outra reforma que se pense.
Um preço alto demais para se pagar, frente ao futuro do país.
Na realidade ficamos numa situação onde tudo está ruim, e lutamos para que não piore ainda mais.
Ruim com Temer, muito pior sem ele.

Apesar de todas as acusações que lhe pesam, ao menos o governo Michel Temer deu jeito na economia, derrubou os juros, baixou a inflação.
Lembremos, quando assumiu o poder em maio do ano passado, um pacote de feijão custava entorno de R$ 25,00.
Resultado das politicas absurdas adotadas pelo PT e pela então Presidente, Dilma Rousseff.
Hoje, o feijão voltou ao preço padrão, e pode ser encontrado a partir de R$ 8,00.
Esse é apenas um exemplo, de muitos outros que podemos citar.
É claro, há desemprego, há uma série de outros fatos que não são favoráveis.
Mas o país já caminha para fora da recessão e isso é um bom sinal.

Como no ano que vem, dificilmente os parlamentares vão querer votar coisas polêmicas por ser ano eleitoral, concluímos um adeus, pelo menos por hora, a Previdência.
Embora o Planalto acredite que dá para aprovar.
Só um lembrete, acreditar não é poder.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

República em ruínas

Enquanto o Brasil tenta digerir o caso Joesley Batista, mais coisas e situações vem acontecendo na politica e assustando.
Um relatório da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira, 11, mostra que Michel Temer participou do quadrilhão do PMDB.
Influente dentro do Congresso, o Presidente recebeu cerca de R$ 31,5 Mi em propinas ao longo dos últimos anos.
Dinheiro desviado de obras, da Petrobras e pago por empreiteiras em busca de vantagens indevidas.

Temer rebateu, disse que bandidos tentam manchar imagem das pessoas de boa reputação, em troca de redução de sentença no país.
E tentou ao longo do dia, levar sua agenda com naturalidade.

Enquanto isso, no Supremo, Ministros comentam a noticia e discutem internamente a questão.
No campo Jurídico, o Ministro Barroso abriu um inquérito para apurar possíveis crimes contra o Presidente.
Mais uma vez, Temer pode ser alvo de denúncia por parte da Procuradoria Geral da República, por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.

Fica meio que difícil de se prever o que acontecerá no Brasil, vivemos dia pós dia.
Na plena recuperação da economia, versos os crimes cometidos e que pedem Justiça.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A segunda denúncia contra Temer

Nesta semana, os olhares de Brasília se voltam para a Procuradoria Geral da República.
Em sua penúltima semana afrente de seu cargo, Rodrigo Janot deve apresentar a segunda denúncia contra o Presidente Michel Temer, por crimes cometidos no exercício do mandato presidencial.
Ele já apresentou uma, por corrupção passiva, que foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.
Na prática isso quer dizer, que os deputados não autorizaram a abertura do processo, e que ele fica parado até que Temer deixe a presidência.
Só voltando a ser um cidadão comum, sem foro privilegiado, é que o Presidente vai passar a ter a oportunidade de responder pelo crime na Primeira Instância da Justiça.
Como a denúncia é da Lava Jato, é possível que seja julgado pelo Juiz Federal Sérgio Moro, que concentra a Primeira Instância dos casos.

Nesta segunda denúncia, Temer usa como base a delação do doleiro Lúcio Funaro, e mais informações da delação dos donos da JBS.
O problema, essa denúncia perdeu força na segunda, 4, antes mesmo de ser realizada.
Janot e a Procuradoria, foram colocados sob suspeita, depois que a JBS por engano, encaminhou coisas que não devia a um anexo de delações.
Esses áudios e documentos, enviados por engano segundo analistas, mostram que a empresa e seus executivos, omitiram informações importantes e vitais para as investigações, na delação que fizeram.
Se comprovando isto, eles podem até perder os benefícios do acordo que firmaram com a Justiça.
Não é que o que falaram vai perder a validade, mas como deixaram de falar coisas, e essas são importantes, eles perdem o benefício e podem inclusive ser presos.
Só que dentro de todo esse universo que não comentaram, estão contas não declaradas com recursos financeiros, muitos recursos financeiros.
E também, porque não relembrar, áudios de executivos conversando sobre a ligação deles com Marcello Miller.

Miller era Procurador, braço direito de Janot, no seu gabinete.
Costurou pontos da delação da JBS, antes de deixar seu cargo para trabalhar em um escritório de advocacia, especializado em delações.
Estranha mudança, já que deixar a Procuradoria, um emprego estável, por um na iniciativa privada, soa esquisito no mínimo.
Então pode se comprovar, que a JBS não tinha somente Miller e politicos nas mãos. Isso transcende, chega ao STF, pelo menos quatro ministros citados.
E agora Brasil? As flechas de Janot antes miradas em Temer, podem atingir ao Judiciário e a ele próprio.
Em meio a toda essa crise que de novo, é sem precedentes e cada vez se aprofunda mais, fica incerto afirmar o que vem na denúncia contra Michel Temer.
Há especialistas dizendo até, que o Procurador deveria desistir dessa estratégia.
Denunciar Temer agora, já sabendo que possivelmente essa denúncia não passe assim como a primeira, é atirar não no pé, mas na cabeça da Procuradoria e da Lava Jato.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

As privatizações e seus significados

Na semana passada, o governo federal anunciou uma série de privatizações que pretende fazer, a partir de agora e até o último trimestre do ano que vem.
A ideia é privatizar total ou parcialmente, 57 empresas estatais, entre elas a Casa da Moeda e a Eletrobrás.
O mercado respondeu de forma positiva ao anúncio, que por outro lado foi criticado por politicos e pelos servidores.
Os primeiros porque perderão livre nomeação para que seus queridos assumam cargos estratégicos.
Os segundos, porque serão desligados e também perderão benefícios.

A verdade porém, é apenas uma.
Embora parte das pessoas defenda que o governo tenta vender nosso patrimônio, isso é balela.
Vejam quanto foi desviado e roubado de dentro da Petrobras, nossa maior estatal.
Da Caixa, do Banco do Brasil, do BNDS.
Porque os politicos crescem os olhos, porque muitos bandidos se revestem de deputados, senadores, representantes do povo, com a clara e única intenção de surrupiar recursos.
Na verdade quem denigre o patrimônio são eles, que roubam tudo que podem, enquanto podem.
E deixam as empresas esfaceladas, endividadas, pedindo socorro e consumindo consideráveis recursos da União.
Retiram assim, investimentos tão necessários na Educação, na Saúde, na infraestrutura, e eu não estou sendo hipócrita, e sim realista.

A verdade é que no Brasil, o governo não pode ter empresas, porque onde há, tem desvios.
Uma afirmação máxima que as operações policiais e da Procuradoria Federal, confirmam a cada dia mais.
Este antro de corrupção que se criou desde os tempos da fundação da república, permanece nos dias atuais e infelizmente, vai demorar ser cortado pela raiz, dependendo das decisões tomadas nas urnas pelo povo, por nós.
Então, melhor que seja privatizar, para retirar dos recursos que hoje cobrem rombos, para que possamos investir mais e melhor no nosso Brasil.
Precisamos enxergar, olhar para as coisas por todos e outros ângulos, e assim evoluirmos nosso pensamento, linha de raciocínio.
Só assim passaremos a entender melhor a politica, o Brasil e faremos melhor nosso papel perante a sociedade.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Com a maior crise politica de todos os tempos, partidos se racham e PSDB tem isso cada vez mais vidente

A crise politica que assola o Brasil, não atinge apenas deputados, senadores e Michel Temer, citados em delações premiadas de empreiteiras e outras empresas na Lava Jato.
A crise politica é profunda e institucional, tomando conta de muitos partidos, fazendo alguns deles se sucumbir e outros se reinventar para ficarem no páreo para a disputa.
Diferente do cenário visto em 2014, 2010, 2006, 2002, 1998, 1994, ou qualquer um outro ano anterior, de eleições presidenciais, tudo pode acontecer em 2018.
Não há nas ruas um nome consenso por parte da população e cada pessoa tenta se aproveitar disso para fazer a sua imagem.
A questão, é que alguns dos politicos, figurinhas carimbadas na nossa vida e nos jornais, ficaram muito arranhados com delações, caso de Aécio Neves.
Uma candidatura qualquer que seja para o senador a essa altura, seria um tiro no pé. Ainda que ele resolva aparecer e apoiar alguém ao governo de seu estado Minas Gerais, a sua aparição pode contaminar o candidato.
O mesmo pode acontecer com Lula, que não está em tanta alta assim.
Apesar de aparecer em primeiro nas disputas simuladas, o possível presidenciável viu sua imagem degringolar com a condenação na Lava Jato no caso triplex, feita pelo Juiz Federal Sérgio Moro.
A demora e a morosidade em prendê-lo, é a única coisa que pode o garantir no pleito no ano que vem, e uma eventual vitória, colocaria o Brasil numa situação sem precedentes na sua historia.
Vez agora eleito, um governo Lula teria uma cara bem diferente do que foi em 2002 ou 2006.
O mandato seria carregado de ódio contra as autoridades, que o condenam pelos desvios públicos que causou.
Simpatizante do regime Maduro, implantado na Venezuela, nada ia surpreender, se o petista tentasse emplacar isso aqui.
Para tentar impedi-lo, precisamos ir as urnas, precisamos ir contra o projeto que ele e outros pretendem, e mais.
Precisamos também de encontrar alguém para nos representar em ideias e concepções.

Mas essa procura está cada dia mais acirrada e ao mesmo tempo difícil. Porque para cada lado que olhemos, quem ainda não foi contaminado com as delações, esta em um partido que vive uma crise interna.
Agora falamos do PSDB abertamente, que deixou o poder em 2002, tentou voltar diversas vezes mas não emplacou.
Primeiro com Serra, derrotado por Lula.
Depois com Alckmin, de novo derrotado por Lula.
Em seguida novamente Serra, que acho já deveria ter se aposentado, ao ser derrotado por Dilma, colada na imagem de Lula.
E recentemente em 2014, quando Dilma de novo colada em Lula, derrotou Aécio Neves.

O partido agora tenta se organizar, para um novo nome ou para repetir como disse, figurinhas conhecidas.
Ainda não há um consenso, se Alckmin será o nome, apesar da pressão do governador para disputar o Planalto no ano que vem.
Não há ainda a decisão, apesar que esta seja pouco provável, que o partido decida testar o recém politico João Doria, eleito para prefeito de São Paulo, com o apoio de Alckmin que o fez aliado e afilhado politico.
Não se sabe, se arrisca-se mais, e puxa-se um nome do Senado, ou de outro estado, como Marcone Perilo, Beto Richa, entre outros que possam surgir.
A verdade é que o PSDB ainda não se resolveu, e precisa fazer isso logo, para construir um nome dentro do partido antes de apresenta-lo as ruas.
Mas a disputa é tão vidente, que a interna Executiva do partido está partida ao meio literalmente.
Aécio Neves, manchado pelas delações da JBS, deixou o comando do partido antes da hora, das convenções.
E nomeou Tasso Jereissati como seu sucessor interino.
O senador porém, não tem agradado. Principalmente depois de veicular propagandas em que assume erros do PSDB, critica o modelo de governo adotado no país, e expõe a clara e necessária mudança que todos enxergamos.
Todos, menos os aecistas de plantão.
Que dispararam críticas a Tasso, sem qualquer pudor, pediram a sua saída, e provocaram uma situação muito tensa.

Em dezembro, foi agendada a convenção nacional do partido para a escolha de sua nova Executiva.
Com exclusividade, Kester 10 G, trouxe a informação nesta segunda, 21.
Esperava-se que a eleição fosse por agora, mas vai ficar mesmo para dezembro, confirmaram fontes a esta Colunista.
Só que isso não significa que Tasso vai seguir na presidência do PSDB.
Aliados do senador Aécio Neves, tentam reconduzi-lo ao cargo, ou ao menos retirar Jereissati, pondo alguém mais aliado a Aécio.
Se Tasso cair, ainda existem 7 nomes de vice-presidentes que podem ser escolhido pelo comandante Neves, para ocupar o seu lugar.
E isso adiaria seu sonho de voltar a presidir o partido, que se afastaria ainda mais com a convenção de dezembro próximo.
Na verdade, a disputa interna é grande, com muitos pensadores e muitos caciques para pouco espaço dentro do partido.
Geraldo Alckmin e Doria, apoiam Tasso.
Mas Doria não é consenso dentro do partido, tem gente que ainda não se acostumou com ele ali.
Aécio tenta reunificar seus apoios, e tem base forte.
É incógnito o futuro dos psdebistas.
Que apesar de ter disputas internas demais, e fortes nomes para 2018, pode experimentar uma debandada.
Nada seria de surpreender, se Alckmin e Doria deixassem o partido, para alçarem seus próprios voos dentro de outras legendas, embora publicamente não admitam essa probabilidade.
Há muitas portas abertas para ambos, de partidos que desejam os ter, por causa de seu cacife, por causa da ideologia, para desbancar o PSDB, escolham a opção.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

A novela das metas

O governo do Presidente Michel Temer, passou os últimos 2 meses, junho e julho, discutindo uma pauta nada interessante para o Brasil, mas que garantiu ao seu final a manutenção dele a Presidência.
Entre aspas, passada a questão da denúncia, só a primeira porque mais devem vir por aí, o governo tenta administrar suas crises internas com uma muito maior eminente.
Enquanto tenta manter cargos do PSDB, sob pressão do Centrão ara expulsa-los, Temer tem outro problema pela frente.

Com uma baixa arrecadação, o governo não vai conseguir honrar com a meta estabelecida para este ano em seu orçamento fiscal.
O déficit, que deveria ser de R$ 139 Bi, pode ser R$ 20 Bi mais caro.
E o problema maior é que no ano que vem as coisas não melhoram, como gostariam economistas.
O rombo para o ano que vem, pode chegar aos mesmos R$ 159 Bi, deste ano.
O governo ainda não sabe como resolver essa equação. O Congresso não vai aprovar aumento de impostos e o governo já cortou gastos onde poderia cortar.
Agora está sob análise, o corte de reajustes de servidores federais e o aumento da contribuição dos mesmos para o INSS, de 11 para até 14%.
Mas este aumento também depende de uma série de manobras, que muitas das vezes passam pela questão politica e não de vontade da equipe Temer.
Então ainda é prematuro afirmar, se o Presidente conseguirá as mudanças que são hoje tão necessárias.

Diante a este impasse, Michel Temer tem crises a administrar que ainda não sabemos como será feita.
E o anúncio do valor final dos rombos para 2017 e 2018?
Bem este segue uma novela a parte. Adiado por quatro vezes, sendo a última nesta segunda-feira, 14, a expectativa é que possa ser noticiado finalmente hoje, 15 de agosto.
Com a enrolação o que mais se quer saber, é se terá tempo suficiente para se discutir essa matéria no Congresso.
Até 31 de agosto, os congressistas precisam ter acesso ao orçamento fiscal para o ano que vem, e aprovarem ou não a lei.
Se isso não acontecer, o governo fica engessado e não pode usar recursos do orçamento já previstos na LDO.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Vitória de Temer mas sem trégua por Janot

Na semana passada, o Presidente Michel Temer conseguiu uma importante vitória politica.
Por 263 a 227, os deputados federais rejeitaram a denúncia feita pela Procuradoria Geral, que acusa Temer de corrupção passiva com base nas delações da JBS.
Isso dá um certo fôlego ao Presidente que pode voltar a pensar em outras coisas importantes, como as reformas da Previdência e Tributária.
Apesar de ver o arquivamento da denúncia como uma derrota, a Procuradoria não se acovardou.
O Procurador Geral Rodrigo Janot, em meio a uma chuva de críticas do Ministro do STF Gilmar Mendes, prepara mais um ataque direto a Temer.
Ele está prestes a sair do cargo, mas antes quer uma nova denúncia contra o Presidente.

As acusações agora, com base de novo nas delações de executivos da JBS, são de formação de quadrilha, associação criminosa e obstrução de Justiça.
Tudo por causa da mala de dinheiro do ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, flagrado pela PF.
A defesa de Temer argumenta que o dinheiro foi pego com Rodrigo, não com Michel e que não há como provar que o dinheiro seria para o Presidente.
Enquanto isso acontece, sem dar tréguas ao Presidente, Janot vai costurando a nova denúncia.
Só que se ela chegar a Câmara é incerto afirmar o que vai acontecer.
Os deputados salvaram Temer uma vez, o que não garante que o farão sempre, embora o Presidente tenha distribuído um pacote de bondades pelo apoio.
De fato o que Janot deveria fazer era refletir.
Ele vai ser deixado o poder, como o Procurador que não conseguiu denunciar o Presidente.
E se não parar agora, vai ser sobretaxado de ainda mais, um perseguidor.

Por sua vez, a denúncia arquivada não significa que Temer não vai ser punido.
Ao deixar a Presidência do país, ele vai sim ser processado em primeira instância pelo crime de corrupção.
Mas ao julgar pelo modo com que as coisas estão agora, é preciso focar na economia, não nos crimes de Temer.
Então deixem o Presidente lá, que pelo menos está trabalhando por alguma coisa.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer tem semana decisiva para ficar ou deixar o poder

E finalmente chegou, estamos as vésperas de saber como a Câmara Federal vai reagir, diante as denúncias de corrupção apontadas pela Procuradoria Geral, contra o Presidente Michel Temer.
Elas foram realizadas com base na delação da JBS, e prometem deixar a semana de volta parlamentar do recesso quente.

O Presidente precisa conseguir 172 votos de seus aliados e indecisos, para arquivar o pedido de denúncia.
Ou a oposição, precisa conseguir 342 votos para aprovar o prosseguimento da mesma.
Se a primeira hipótese acontecer, a denúncia é arquivada e Temer segue em seu cargo respirando pouco mais aliviado.
Se for a segunda, aí o Presidente vai ter problemas.

Uma vez aprovada na Câmara a denúncia volta ao STF, lá o Plenário decide se há base suficiente para tornar o Presidente réu.
Se sim, ele é afastado de seu cargo por até 180 dias, período que deve durar seu julgamento.
Se condenado perde o mandato e pode ser preso. Se não, voltaria ao cargo.

Ao julgar pelas provas robustas que existem, o que Michel Temer precisa agora é barrar a denúncia no campo politico.
Se o Presidente não conseguir o arquivamento na Câmara e isso chegar ao STF seria inevitável sua saída do cargo e o fim de seu governo.

Vale salientar, que o arquivamento da denúncia não significa que Temer vai ficar impune.
O que se busca agora é saber se o Presidente vai ser julgado enquanto está no cargo.
Se a denúncia for arquivada, a partir do momento em que deixar a presidência, Temer entra nas mãos da Primeira Instância da Justiça Federal, que apura a Lava Jato.
Assim como o ex-presidente Lula, vai cair nos braços de Sérgio Moro, que deve aplicar sentença firme como em todos os demais casos apresentados.
Acompanhemos então, o destino do Presidente que começa a se selar a partir das próximas horas

De Brasília - Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Nos Bastidores do Poder, Congresso para para salvar ou sepultar Temer

A verdade é uma só, o Brasil vive uma crise institucional sem precedentes em sua historia.
Michel Temer tentou e conseguiu, porque não dizer e verdade e Justiça sejam feitas, arrumar a economia.
Com um ano de governo, o novo Presidente que assumiu pós Impeachment de Dilma Rousseff, pois o país nos trilhos.
Investimentos voltaram, empregos mesmo que levemente começaram a surgir, as expectativas de mercado foram melhores, os juros foram reduzidos as coisas iam mudar.
Temer não contava com o fogo amigo de Joesley Batista, que mediante a uma delação mais que premiada, o delatou.
Na pauta, pedidos e negociatas com o Presidente, para que a JBS, empresa de Joesley, obtivesse vantagens indevidas frente ao poder público.
Na pauta também, um flagrante filmado pela Policia Federal, em que o Assessor de Temer, Rodrigo Loures, aparece recebendo uma mala com R$ 500 Mil de um dos Executivos da JBS.
O dinheiro de fato nunca chegou as mãos de Michel Temer, assim que a historia estourou, Loures o devolveu a Policia Federal.

Mas a credibilidade do Presidente já estava arranhada e Temer entrou na mira de Janot.
O Procurador Geral da República, prestes a deixar seu cargo com o término de mandato agora em setembro, denunciou o Presidente com base nas delações de Joesley, por corrupção passiva.
Nas palavras de Janot, a mala de R$ 500 Mil era destinada a Michel Temer, e ele mandou seu homem de mais alta confiança para pega-la.

Enquanto a PF e o Ministério Público tentam conseguir uma delação com Rodrigo Loures e com o ex-deputado Eduardo Cunha, o que poderia incendiar de vez Brasília, as denúncias da Procuradoria seguiam seu curso.
No Supremo Tribunal Federal, o Ministro Relator da Lava Jato, Edson Fachin, encaminhou para a Câmara dos Deputados, para que o processo fosse admitido ou rejeitado.
No Palácio do Planalto a convicção de que Temer tem votos suficientes para barrar a denúncia.
Mas de novo, atingido por fogo amigo, seu colega de partido, Sergio Zveiter, do PMDB, fez um relatório que pede sim, continuidade da denúncia.
Para o deputado federal, a denúncia carece ser investigada pois a sociedade quer e precisa saber, se Michel Temer é culpado ou inocente.

Agora o processo continua seu rito e deve ser votado pelos parlamentares.
Primeiro na Comissão de Constituição e Justiça, depois no Plenário.
Se 342 deputados seguirem o voto do Relator, Michel Temer vai ter o processo aceito e este volta ao STF.
Lá, os Ministros vão avaliar se pela lei, há provas suficientes para que ele se torne réu.
Se os Ministros entenderem que sim, Temer vai a julgamento.
E como está Presidente, é afastado por lei de seu cargo por até 180 dias.
Neste período, o STF precisa realizar coleta de provas e apresentar seu julgamento.
Caso seja condenado, confirma-se o afastamento definitivo do Presidente que perde o cargo pelo Impeachment Judicial.
Se ele for absolvido, o que na verdade é pouco provável de se acontecer, Temer volta a ocupar a presidência para encerrar seu mandato.

Enquanto tudo isso acontece, o Congresso segue parado.
Reformas trabalhista ou da previdência, tão importantes para resolução de conflitos econômicos, são assuntos mortos.
Ainda mais com o recesso parlamentar batendo a porta, em 18 de julho, os deputados podem sair de Brasília e retornarem só em agosto.
Até que se saiba se Temer vai se salvar ou afundar, a verdade é que tudo parou, de novo.
Só vale salientar, no ano passado aí por causa de Dilma, eis que o Congresso também parou para julgar a primeira mulher Presidente do país.
Que entre tantas coisas, foi responsável por colocar o Brasil na pior crise de sua historia economicamente falando.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer e a luta pela sobrevivência

É fato que cada dia que se passa, a crise se agrava no Brasil.
Há cerca de um ano atrás, tínhamos um grave problema agudo com uma crise sem precedentes na economia e no governo.
A então presidente Dilma Rousseff, havia sido afastada de seu cargo não por qualquer outro fato, que não fosse o que perdeu as condições para governar.
Nos bastidores do poder, Michel Temer articulava contra a petista para que permanecesse em seu cargo, enquanto o Senado se preparava para julga-la.
Temer estava de fato pondo ordem na bagunça, arrumando a economia, resolvendo a crise.
Era bom que ele continuasse pois se Dilma voltasse só Deus sabe o desastre que seria.

O que o agora Presidente não tinha ideia, é que a casa ia virar de ponta cabeça.
Se Michel Temer sonhasse que um ano depois ele é quem estaria na mira do Congresso, talvez nunca tivesse feito por onde se transformar em Presidente.
Ninguém quer perder seu mandato, mas o fato é que o PMdebista vai perdendo sua capacidade de liderança, embora ainda seja um articulador melhor que Dilma.
Ainda que consiga um revés agora, nada garante que ele vai poder barrar outras denúncias que virão.
E o Procurador Geral, Rodrigo Janot, este está cheio de sede. Hora de poder ou hora de fins republicanos não se sabe, o que se sabe é que o procurador quer deixar sua marca, e derrubar um Presidente, isso ninguém esquece.

Temer pode ter consertado a economia, mas esqueceu de se certificar de quem o rodeava.
Vale salientar, que foi fogo amigo que o atingiu, quando o empresário Joesley Batista decidiu num golpe rasteiro, o delatar a Procuradoria.
Gravando, entregou um mega esquema de corrupção, mais um entre tantos que existe no país, mas que diretamente respinga sob o Presidente e seus Assessores.
Hoje, 4 de julho, é dia de Temer fazer peregrinação pelo Congresso, para tentar manter unida sua base aliada.
Se a estratégia vai dar certo, ainda não sabemos.
Mas sabemos que ontem a situação de Temer se complicou, Geddel Vieira Lima caiu nas garras da Policia Federal, e lá se foi mais um dos homens de confiança do Presidente.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer a vias de perder o cargo, e agora Brasil?

Ao longo dos últimos 7 dias o Brasil mudou.
Vimos um turbilhão de coisas acontecerem e caminhamos para uma incerteza politica sem precedentes, como nunca visto antes.
Michel Temer, presidente, foi citado nas delações de donos da JBS, o maior frigorífico do país.
Temer teria em conversa gravada com um dos proprietários da empresa, dado aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.
O presidente desmentiu, Cunha também.
Mas a delação o atingiu em cheio e gerou uma crise sem precedentes.

A base aliada de Michel Temer hoje já não é uma base tão aliada assim.
O PPS já saiu do governo e o PSDB está em vias de desembarcar.
Se isso acontecer, será inevitável que outros partidos também o façam, e que até o próprio PMDB deixe o presidente a ver navios.
Estamos prestes a viver uma histórica situação.
Teremos dois presidentes depostos de seus cargos em uma única legislatura.

Dilma Rousseff saiu por meio do Impeachment em agosto do ano passado.
Michel Temer, se não for cassado pelo TSE, se não renunciar, pode ainda sofrer o Impeachment.
Há agora, 14 pedidos contra o presidente aguardando análise da Câmara.
Mais um deve pintar até a quinta-feira, 25, quando a OAB vai protocolar.

Temer não convenceu, nem os aliados, nem o país, de sua inocência.
Os crimes imputados são graves e sua reação de ouvir sem fazer nada as confissões de Joesley Batista na conversa gravada, também são de indignar.
A verdade é uma só, Temer pois o país quase nos trilhos de novo, desde que assumiu o país.
Mas quando o Brasil esperava trilhar caminhos seguros, o trem voltou a descarrilar a exato que ocorreu com Dilma.
E agora Brasil?

Com a eminente saída do presidente, a Constituição determina eleições indiretas.
O Congresso é quem vai escolher o próximo presidente, que fica num mandato tampão até 2018, quando estão previstas novas eleições.
Há muitos nomes citados para a possível vaga deixada por Temer, mas muitas perguntas precisam ser respondida antes de se bater o martelo.

O próximo presidente vai ter que administrar a crise, ter boa relação com o Congresso, seguir nas reformas e pautas propostas pelo governo Temer, e não se deixar arranhar pela Lava Jato.
Será que alguém se sustenta assim?
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Brasil em Risco - TSE retoma julgamento da chapa Dilma Temer

O Brasil está em risco.
Risco de ficar com o futuro incerto na politica até as eleições de 2018.
Numa guinada sem precedentes em sua historia, o país pode vir a ter um novo presidente nos próximos dias.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Gilmar Mendes, marcou para os dias 6, 7 e 8 de junho, o julgamento da chapa Dilma Temer.
O julgamento é o resultado de uma ação proposta pelo PSDB em 2014, que pedia a cassação da chapa, acusando a então presidente eleita Dilma Rousseff, de abuso de poder econômico e uso de dinheiro de propina em sua campanha eleitoral.

Dilma foi acusada de usar dinheiro desviado da Petrobras, para se reeleger em outubro daquele ano, quando derrotou nas urnas o candidato do PSDB Aécio Neves.
O PSDB, argumentava que a chapa da então presidente, teria usado seu cargo de poder para conseguir recursos ilegais, e que teria usado todo ele na campanha que a reelegeu.
Dilma sempre negou qualquer irregularidade, e disse que o PSDB só queria a tirar do poder com um golpe.

No ano passado, diante ao processo de Impeachment, Dilma perdeu seu mandato presidencial mas a ação continuou valendo.
Michel Temer assumiu o país com a saída da petista e o PSDB passou a integrar o governo.
Mas isso não cancelou a ação, que continuou correndo no TSE.

O processo transcorreu, ouviu testemunhas e coletou provas.
Em abril, o julgamento deveria começar mas o Relator pediu mais prazo para coletar depoimentos.
Ontem, 15 de maio, ele deu carta branca para que o processo transcorresse.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deu continuidade ao processo agendando o julgamento.

Se a chapa Dilma Temer for condenada, Dilma Rousseff perde os direitos politicos por 8 anos, já que foi afastada da presidência com o Impeachment.
Quanto a Michel Temer, há um entendimento que deve ser levado em conta para sua pena.
Se o TSE decidir que ele era tão responsável quanto Dilma, o presidente perde o mandato.
Se o TSE aceitar a tese do presidente, que Temer teve contas em separado e não sabia nem participava das ações da petista, ele é absolvido.

O Ministério Público Eleitoral, se manifestou favorável a cassação da chapa e do mandato de Temer.
Para o MP, o presidente sabia das ações.
O MP defende que ele perca o mandato, mas não os direitos politicos.
Para a promotoria, Michel Temer sabia das ações mas não há provas de que foi conivente com elas. Por isso se sustenta que não perca seus direitos politicos, apenas o mandato presidencial.

A defesa de Dilma por sua vez, sustenta que a presidente está sendo acusada ilegitimamente, e que ela nunca cometeu nem uma irregularidade.
Sua defesa pede exclusão dos depoimentos de seus marqueteiros, João Santana e Mônica Moura, que acusam Dilma de saber de todo o esquema.
Para a defesa da petista, os depoimentos são mentirosos.

Já para a defesa de Temer, o presidente abriu contas separadas de Dilma, e não teve nada a ver com as ações da petista.
A defesa do presidente não defende Dilma, não diz em nem um momento que ela não usou recurso ilegal, mas sustenta a tese de que Temer não os usou.

O que acontece?
Se Michel Temer perder seu mandato, algo sem precedentes na historia do Brasil vai acontecer.
O Congresso Nacional, formado por Senado e Câmara dos Deputados, vai se reunir.
Dali, vão escolher em uma votação indireta, o nome do próximo presidente do Brasil.
Este presidente terá um mandato tampão, que seguirá até dezembro de 2018, depois das eleições presidenciais diretas, quando a população deve eleger o novo presidente do país.
Para se eleger presidente na eleição indireta, o candidato precisa ter mais de 35 anos, ser filiado a um partido politico e ser indicado por sua legenda para concorrer.
Entre os nomes que aparecerem, aquele nome que tiver maior número de votos entre os congressistas, é quem vai comandar o país.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Depoimento de Lula é trampolim para campanha politica

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tinha um plano bem definido.
Se tornou presidente em 2002, se reelegeu em 2006 e sabia que não poderia mais governar o país.
Não poderia em tese.
Colocou Dilma Rousseff em 2010 para continuar seu governo e tentou estar sempre por trás da presidente.
Mas Dilma era temperamental por demais e os planos do petista foram caindo por terra.
Logo veio a Lava Jato em 2014, e começou a desmontar o império de Lula.
Mas ele estava preocupado com as eleições, queria voltar ao poder, seu projeto dizia que Dilma seria presidente por 4 anos, para ele regressar depois.
Não importavam os erros que ela cometesse, depois, ele daria um jeitinho.

Só que Dilma não abriu mão do cargo, pensou estar fazendo um bom trabalho e quis continuar.
Partiu para o segundo mandato, fez campanha com sua imagem colada na do ex-presidente e convenceu.
Dilma foi reeleita, e ficou no poder algum tempo.
Sua nada agradável forma de conduzir as coisas a fez ruir, a Lava Jato começou a derrubar seus apoiadores e ela deu conta de brigar até com quem não poderia.
Desafeto do PMDB, viu seu governo se transformar em ruínas e perdeu o cargo.
Foi cassada, não antes de protagonizar a fatídica cena. Transformar Lula em Ministro de Estado para fazê-lo escapar da Justiça.
Não deu certo, as investigações seguiram e Dilma foi escorraçada de Brasília.

Lula já estava pensando em 2018, e a Lava Jato o baqueou.
Não o suficiente para abalar a opinião pública, ainda. Mas deixou marcas que ele vai ter de enfrentar.
E enfrentou já nesta quarta-feira, 10 de maio. Prestou seu primeiro depoimento a Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba.
Ele se contradisse e até seus aliados ficaram com medo da eminente condenação.
Lula por sua vez não se importou, na verdade ele continua se achando um Deus, e continua acreditando na sua vitória nas urnas no ano que vem.
Será?
O país seria capaz de coloca-lo lá, depois de tudo?
Tenho medo dessas respostas.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Reforma da Previdência passa em comissão e segue para plenário

A Reforma da Previdência, tida como uma das mais importantes no governo do presidente Michel Temer, passou na comissão que a analisava.
A votação foi concluída nesta terça, 9, na Câmara dos Deputados em Brasília.
Com isso, agora a proposta segue para plenário onde deve ser votada.
São necessários 308 votos para que a reforma passe na casa de leis e siga para o Senado Federal.
Em sendo aprovada lá também sem modificações, a reforma segue para sanção do presidente.
A reforma da Previdência aprovada nesta comissão prevê:

Confiram a seguir um tópico com os pontos da Reforma aprovada

I - Idade mínima.
Tudo começa com a idade para se aposentar, ela passa a ser de minimamente 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
II - Tempo de contribuição.
Além de 65 anos de idade (Homem), e 62 anos (mulher), o trabalhador vai precisar ter no mínimo 25 anos de contribuição, para que possa se aposentar com o salário mínimo ou mais.
III - Teto da Previdência.
Para aqueles que desejarem aposentar com o teto da Previdência Social, hoje em R$ 5189,82, será necessário ter no mínimo 65 anos de idade, e no máximo 49 anos de contribuição.
Aqueles que não tiverem essa somatória, não poderão se aposentar com o teto mas terão direito ao valor proporcional conforme o tempo contribuído.
IV - Regime cumulativo.
A partir da aprovação do texto, não vai ser possível acumular benefícios como hoje pode.
Isto quer dizer que uma pessoa que receber uma aposentadoria e uma pensão por morte por exemplo, só terá acesso a um dos dois benefícios.
V - Pensão por morte.
A partir da reforma, a pensão por morte não será mais do salário integral do segurado.
A pensão paga a viúva será de 50% do valor do benefício, com um acréscimo de 10% por cada beneficiário.
Assim, uma pessoa só receberá 100% do salário, se ela for a esposa oficial e tiver cinco filhos com o homem.
A medida que os filhos fiquem maior de 18 anos, a pensão se cessa mas a porcentagem não é mantida.
Ou seja, ninguém recebe aqueles 10% que deixarão de ser pagos quando as crianças ficarem maiores de idade.
VI - BPC, Benefício de Prestação Continuada.
O BPC também vai mudar.
O benefício que hoje é no valor de um salário mínimo, pago a pessoas com 65 anos ou mais, terá sua faixa etária modificada.
A partir da reforma, só teria direito ao benefício pessoas com 68 anos ou mais.
Para terem acesso, as pessoas precisarão comprovar ainda, que ninguém na residência possue renda fixa, que chegue ou ultrapasse um salário mínimo.
VII - Pessoas com deficiência.
As pessoas com deficiência também terão regime especial de aposentadorias.
Mas não tão simples como era antes ou ainda é em alguns casos como hoje.
Para se aposentar, o segurado vai precisar ter no mínimo 55 anos de idade, e ter 20 anos de contribuição com a Previdência Social. Do contrário não terá direito ao benefício.
VIII - Pensões vitalícias.
As pensões por morte só serão vitalícias conforme as regras atuais, caso a pessoa que vá receber esposa ou esposo, tenha mais de 45 anos de idade.
Mas ela não pode receber a pensão e trabalhar, ou ter outra renda ou aposentadoria.
IX - Aposentadoria pública e privada.
Para aqueles que dependem do INSS não vai haver mais diferença nos regimes de aposentadorias.
Isto vai fazer com que servidores por exemplo, não tenham mais direito em se aposentar com o teto integral do salário de sua carreira.
A aposentadoria será no máximo no teto da Previdência, desde que respeite todas as regras anteriores citadas.
O único tipo de regime que não vai sofrer alterações, será de aposentadorias militares.
X - Aposentadoria rural.
Vai ser cobrada uma contribuição obrigatória de um valor ainda a ser definido de trabalhadores rurais que quiserem ter direito em se aposentar.
Mas isso será definido por um outro pacote enviado ao Congresso em tempo oportuno.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Explica aí Previdência - INSS diminue salário de beneficiários de maneira inesperada

Para quem não tem o hábito de consultar, o INSS oferece um serviço de Estrato de Pagamentos online.
Com os dados do benefício e do beneficiário em mãos, pode se consultar o valor do benefício a ser pago mês a mês.
Geralmente a Folha da Previdência vira no dia 20 de cada mês, já que ela começa a ser paga entre o fim de um mês e começo de outro.

Beneficiários que ganham mais de um salário mínimo e que consultaram seus estratos em abril, tiveram uma surpresa um tanto esquisita.
Havia um valor diferente do pago no mês anterior.
Em alguns casos o desconto no salário chegava a R$ 300,00 relatam os beneficiários.
A coluna Bastidores do Poder, tentou contato com o Ministério da Previdência para entender o que aconteceu.
Mas até a publicação deste artigo, não conseguiu uma resposta sobre o sumiço do salário.
O engraçado em tudo é que não há qualquer informação sobre o motivo do desconto, o salário simplesmente baixou.
Pela Constituição Federal, um salário uma vez aumentado não pode sofrer revés, ou seja, baixa, sem concordância.
O INSS não comunicou a baixa, os beneficiários não foram consultados nem emitiram opinião, então é ilegal tal desconto.

Quem teve o salário descontado no pagamento de maio, que se iniciou no dia 2 e se encerra neste dia 8, deve procurar uma agencia da Previdência Social.
Não resolve ligar no 135, porque eles não sabem informar a razão da baixa salarial.
O INSS deve ter de devolver esses valores, explicou a advogada especialista em Previdência Mariana Monary.
Mariana explica que se os beneficiários não receberem a diferença, podem ingressar com ação judicial contra o INSS, que pode até ter de indeniza-los.
O problema em se ter baixado o salário, não é só ter baixado e não ter havido comunicação.
É que a diferença fica entre R$ 130,00 e chega a R$ 300,00 nos benefícios, dependendo de seu valor.
Não se sabe se todos os benefícios sofreram o reajuste, o que torna a situação ainda mais esquisita.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Reforma da Previdência de Temer pode não passar na Câmara

O relator da Reforma da Previdência, deputado Artur Maia, do PPS, disse em reunião com o presidente Michel Temer, que há uma mudança no sentimento dentro da Câmara em relação ao texto base da reforma, aprovado na semana passada.
Ele acredita que os parlamentares ficaram mais satisfeitos com a nova proposta, que foi construída pela sociedade, com destaques feitos pelos parlamentares.
Apesar do texto base ser votado na semana passada, ainda restam destaques antes que o texto fique pronto a ir a plenário.
Depois de protestos e invasões, a comissão decidiu votar o texto na semana seguinte ao ocorrido na última quarta, 3.

O governo ainda segue confiante e o relator também, que a reforma seja aprovada.
Porém nos bastidores do poder, o que se acompanha é algo diferente.
Parlamentares evitam falar sobre o tema, com medo de se complicar.
Ninguém quer ficar de mal do eleitor, ainda mais com os olhos abertos na Lava Jato e nas eleições de 2018, já tema das pautas em todas as rodas de conversa em Brasília.

Antes, talvez fosse até mais fácil aprovar a pretendida reforma sem grande resistência.
Mas quando ir a plenário, a proposta do presidente Michel Temer pode sofrer um revés, como quase aconteceu na reforma Trabalhista.

O problema é que se a reforma de Michel Temer não passar, o Brasil pode viver um colapso, aponta a equipe de economia do Presidente.
Em 2030, a Previdência Social não teria recursos suficientes para pagar os beneficiários do INSS que hoje estão contemplados, nem os que viriam até lá.
Apesar da reforma de Temer vir com uma série de críticas, é necessário e urgente que a faça.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Palocci recorre contra decisão de ser julgado no plenário do STF

O Supremo Tribunal Federal conseguiu se envolver em mais uma polêmica nesta semana.
Depois de soltar três envolvidos e presos na operação Lava Jato, aí a coisa degringolou.
Tem muita gente querendo pedir a soltura ao STF, na esperança de que a 2ª Turma do colegiado solte mais pessoas envolvidas na operação.
Na quarta-feira, 3, a defesa de Antonio Palocci protocolou um pedido de Habeas Corpus para que o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, respondesse suas
acusações em liberdade.
Palocci estava perto de fechar uma delação premiada com a Justiça, quando o STF soltou José Dirceu.
Isto mudou os planos do politico, que preferiu deixar a delação de lado e apelar para a bondade da Suprema Corte.

O problema, o Ministro Edson Fachin, que pode decidir como o caso vai ser julgado, negou a liminar.
Palocci permanece preso até que o mérito da questão vá a julgamento.

No caso de Dirceu e dos outros dois soltos, foi a 2ª Turma quem deu a soltura.
Agora, a defesa de Palocci quer que a 2ª Turma julgue o pedido.
Mas Fachin remeteu o caso a ser julgado pelo plenário da Suprema Corte, isto quer dizer que vão ser os 11 Ministros que irão decidir se ele saí ou não saí da prisão.
Nesta sexta-feira, 5, a defesa do ex-ministro tentou mais uma manobra. Recorreu da decisão do Ministro e voltou a pedir que o caso fosse julgado pela 2ª Turma recursal.
É, e as polêmicas só surgem entorno dos Ministros do Supremo.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

PEC abre caminho para criar polêmica entorno de eleição de 2018

Uma Proposta de Emenda a Constituição, PEC, que foi lida nesta quinta-feira em plenário da Câmara Federal, criou uma grande polêmica nas redes sociais.
De autoria do deputado Marcelo Castro, feita em 2003, a proposta estava parada há alguns anos.
Agora voltou a pauta, porque trata da reforma politica que está sendo discutida na Câmara.
O presidente da casa, deputado Rodrigo Maia, disse que deve criar uma comissão para analisar propostas da reforma politica.
E leu a PEC em fase de projeto lei, para dizer que esta pode ser uma das pautas discutidas.

Ela prevê que as eleições majoritárias, Presidente, Governadores e Prefeitos, passem a ser a cada 5 anos e não mais a cada 4.
Prevê também, que ocorram em anos únicos, ou seja, que não ocorreriam mais com intervalo de 2 anos entre si.
Hoje, vota-se para prefeito e 2 anos depois a governador e presidente.
Pela proposta, todas as eleições ocorreriam no mesmo ano.
A proposta ainda acaba com os cargos de vice, e ainda criam regras para o voto distrital, para deputados.
A medida é vista com bons olhos por muitos parlamentares, mas a partir daí gerou uma polêmica.

Nas redes sociais, saiu o texto de que a PEC abria caminho para que as eleições se unificassem a partir de 2022, e que assim não haveriam as eleições em 2018.
Deste modo, o atual presidente Michel Temer, ficaria no poder até lá.
A proposta foi publicada em alguns sites e chamada de golpe2.0.
O problema é que não é isso que ela trata. Fala sim da unificação das eleições mas não data a partir de quando elas seriam. Muito menos data que as eleições de 2018 estariam canceladas.

A comissão já teve relator e presidente escolhido e demais membros devem ser designados.
Mas o relator da comissão, tratou logo de desmistificar a polêmica dizendo que não estão abrindo de forma nem uma, caminho para que Temer continue no poder.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Brasil experimenta novos protestos pós saída de Dilma

O Brasil vive nesta sexta-feira, 28 de abril, uma situação diferente.
Vai ser a primeira vez que um grande número de pessoas vai se unir, para um mega protesto.
O evento está sendo realizado em grande escala, porque conta com o apoio das forças sindicais.
É contra as reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo do presidente Michel Temer.

Para a maior parte da sociedade, essas reformas retiram direitos dos trabalhadores, e dificultam a aposentadoria.
Em parte eles tem razão, o acesso para se aposentar vai se tornar mais restrito caso tais reformas passem, principalmente da Previdência Social.
Mas isso não quer dizer o fim do mundo, nem quer dizer que as pessoas deixarão de se aposentar.
É mentira a afirmação de que Temer quer acabar com o emprego de carteira assinada, o que ele quer é uma maior regulamentação das coisas, em especial de profissões que em 1943, quando a lei trabalhista foi criada, ela tais profissões nem existiam.

O Brasil há tempos precisa de reformas.
Reformas estas que são essenciais para que o país circule dentro de um eixo de crescimento, e que não o coloque em risco ou em crise como ele estava.
Michel Temer é a pessoa certa para praticar tais reformas, mesmo que isto possa ir contra a popularidade do presidente.

Temer tem um perfil mais articulador, mais congressista. Tanto que ficou por mais de 20 anos no Congresso Nacional.
Nunca pensou ser presidente por causa de não ter muito contato com o público, não ser justamente popular.
A hipótese só ganhou força, quando Dilma Rousseff demonstrou fragilidade e fraqueza para ser presidente do Brasil e mergulhou o país na pior crise de sua historia.
Temer assumiu com o Impeachment da então presidente, e tinha na sua mão um grande problema. Resolver os impasses deixados por Dilma, e mexer onde mais iria trazer problemas, no trabalhador.
Por esta razão criou uma equipe de economia bem coesa, que tirou o país do vermelho nos primeiros meses de governo.
É fato, a crise ainda está aí, mas em um volume bem menor do que em maio de 2016.
Hoje o mercado volta a acreditar no Brasil e a taxa de juros despencou, o que é um bom sinal.
Aos poucos a economia vai caminhando e voltando a sua normalidade e isso vai se refletir no dia dia do trabalhador geral.

Mas neste processo, as reformas outrora tão necessárias começaram a ser propostas.
Michel Temer teve coragem de ir onde ninguém antes foi, justamente por causa do medo em perder popularidade.
Sem intenção de se reeleger presidente, Temer não precisa se preocupar com a imagem, e por isso pode agir entre aspas, mais livremente.
Então, implantou uma reforma no ensino médio, mesmo com muita gente contra.
Deu a cara a tapa e conseguiu aprovar o reajuste fiscal no orçamento.
De novo, agora conseguiu na Câmara a reforma trabalhista e trabalha pela aprovação da previdência.
Sindicalistas ameaçados com todo este movimento, decidiram mostrar as pessoas que elas perdem direitos ou que vão perder.
Deturparam os motivos da reforma e criaram o mito de que Temer destrói os direitos do trabalhador, e que quer impedir a sua aposentadoria.
O que essas reformas buscam?
Equilibrar contas desequilibradas e garantir que depois de 2030, a Previdência Social do Brasil tenha condição de se manter.
Se tais reformas não acontecerem agora, o que vamos assistir no Brasil no futuro, vai ser uma situação semelhante a vista na Grécia, que optou por não reformar.
O país sem dinheiro para pagar as pessoas e aposentados querendo e precisando receber sem ter de onde tirar.
Nosso presidente Guilherme Kalel, disse ontem, 27 de abril, uma máxima de verdade.
Antes de criticar a reforma, é preciso olhar para todo o contexto da situação.
Pode ser que algumas medidas apresentadas o foram da maneira errada, mas é o que temos pra hoje, é o que tem que ser.
Não temos que protestar por não haver reformas, mas sim então para as discussões de cada uma delas.
É preciso reformar, só assim teremos segurança e futuro de trabalho.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Relator da Reforma da Previdência muda idade mínima para aposentadoria de mulheres

O relator da Reforma da Previdência, deputado Artur Maia, do PPS, vai apresentar nesta quarta-feira, 19, e não mais hoje, 18, o parecer final sobre a proposta que será apreciada pelos parlamentares no Congresso Nacional.
Caberá a seus colegas, decidirem por votação se a proposta vai passar ou ser sepultada.

Se aprovada, a proposta segue para o Senado, onde também sendo aprovada seguirá para sanção presidencial.
Se isso acontecer, Michel Temer vai conseguir as suas maiores e mais importantes aprovações para equilibrar a economia do Brasil que ainda sofre com a recessão da crise.
Se isso falhar e a proposta não for aprovada, o governo pode enfrentar sérios problemas.

Em meio a muitas polêmicas que a reforma deve trazer, Artur Maia acabou com uma nesta terça-feira.
E decidiu baixar a idade mínima para a aposentadoria de mulheres, como o governo queria.
Pela proposta original, não haveria mais diferença entre homens e mulheres. As duas classes se aposentariam a partir de 65 anos de idade, com valores proporcionais ao tempo de contribuição.
Já pela proposta que vai ser apresentada, mulheres poderão aposentar aos 62 anos de idade, 3 anos antes dos homens.
O número ainda não é o ideal segundo as centrais sindicais que são contrárias a reforma, mas já baixa um pouco do total quisto pelo governo e foi visto como uma manobra positiva.
Outros pontos também devem sofrer mudanças, ao serem apresentados nesta quarta-feira.

A tarde desta terça, está sendo de tensão em Brasília.
Policiais civis invadiram a Câmara e houve necessidade de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
A sessão que transcorria na Câmara precisou ser suspensa alguns minutos, por causa da magnitude que tomou o protesto.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Palocci perto de fazer delação, politicos e bancos ficam em alerta

O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Antonio Palocci, é apontado como um dos principais nomes nos desvios da Petrobras.
O politico que foi Ministro de Estado nos governos Lula e Dilma, tinha voz ativa dentro do PT e grande influencia no universo politico.
Talvez por esta razão, tenha se concentrado para si parte das investigações da Lava Jato que foram demonstrando ao longo de seu curso, a importância de Palocci
para os governos e os corruptores.
Além de receber a propina, ele organizava como ela seria distribuída segundo os procuradores da Lava Jato.

Agora, depois de estar preso desde setembro do ano passado, Palocci parece estar na mira do instituto da Delação Premiada.
Sua defesa nega que isto esteja perto de acontecer, mas sempre é bom lembrar, a defesa de Marcelo Odebrecht também negava que ele fosse fazer quaisquer delação.
No entanto, o herdeiro da maior empreiteira do Brasil, fez a delação mais bombástica de todas até aqui, com desdobramentos ainda sem precedentes na historia politica.

Assim sendo, Palocci pode estar perto de costurar um acordo que o beneficie, e de quebra o leve a fazer a segunda maior delação da historia.
O problema é que neste porte, interlocutores do petista avaliam que não são apenas politicos que ficarão sem sono.
Bancos com quem Palocci tem estreita relação, também devem se preocupar e muito com a delação a caminho.
Quais, ainda nos resta esperar para saber.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Governo trabalha com mudanças para BPC

O relator da proposta de reforma da Previdência Social, deputado Artur Maia, do PPS, deve apresentar nesta terça-feira, 18, sua proposta final a Comissão de deputados que vai analisar a reforma.
Vai ser o primeiro passo para que o projeto passe a tramitar de vez no Congresso Nacional.
Depois de passar pela Câmara caso seja aprovada, a reforma vai ser enviada ao Senado.
Ao ser aprovada lá, segue para a sanção do presidente Michel Temer.

Mas o projeto feito pelo governo federal, deve sofrer algumas mudanças antes de ir a votação.
Uma delas se refere ao BPC, benefício de prestação continuada, pago pelo INSS a deficientes e a idosos acima de 65 anos cuja renda familiar seja de até 25% do salário Mínimo por pessoa, limitada a um salário.
Pela regra nova imposta pelo governo, somente ao atingir 70 anos o idoso teria direito ao BPC, que não seria mais de um salário mínimo.
Mas isso gerou desconforto na oposição e principalmente na base aliada.
Se algo do tipo fosse apresentado, seria inviável sua aprovação pela pressão popular.

O governo do presidente Michel Temer se viu obrigado a ceder, e o relator precisou criar um novo parecer.
Pela proposta que será apresentada amanhã, o BPC ficaria da seguinte forma.
Passaria a ser pago a idosos sob a mesma condição já citado acima, mas a partir dos 68 anos de idade e não de 65 como é hoje, nem de 70 como queria o governo.
O valor vai ser de um salário mínimo e não será reduzido como propôs Temer.

Para deficientes por sua vez, o benefício segue inalterado.
Ou seja, vai ser pago para todos os deficientes com sua deficiência comprovada, no valor de um salário mínimo a partir do momento que o deficiente ou seu
responsável requerer o benefício junto ao INSS, desde que a família não possua uma renda acima de um salário mínimo.
Esta é apenas uma das diversas propostas da reforma, que antes mesmo de ser apresentada tem causado polêmica e trazido dor de cabeça.
É preciso reformar, mas o governo precisa tomar cuidado, com a popularidade baixa, Temer precisa mais do que nunca ouvir um pouco aquilo que vem das ruas.
Apesar das pessoas não quererem a reforma, ela é sim necessária. Porém não nos moldes apresentados.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Odebrecht ameaçou Dilma por Caixa 2

A presidente cassada Dilma Rousseff sempre pregou em seus discursos, nunca ter recebido doações ilegais na sua campanha.
Sempre declarou ser honesta e nunca ter desviado um só centavo dos cofres públicos.
Embora ela nunca tenha feito nada para evitar que outros o fizessem, e sabia da farra dentro da Petrobras desde o governo Lula, a máxima declarada era uma verdade.
Ninguém poderia julga-la por mal caráter porque nada falava contra o depoimento de Dilma.

Isso caiu por terra hoje.
Em um dos vídeos divulgados da delação de Executivos da Odebrecht algo chama a atenção.
Trata-se da revelação do ex-executivo João Nogueira.
Ele diz em claro e bom som, que Marcelo Odebrecht, herdeiro do Grupo e presidente da empresa, preso na operação Lava Jato, ameaçou Dilma Rousseff.
Em dezembro de 2014, dois meses depois de ter sido reeleita para seu segundo mandato, que foi cassado em agosto de 2016, Marcelo se reuniu com o então governador de Minas Gerais Fernando Pimentel.
No encontro ele mostrou documentos e anotações que foram levados a Dilma e que a deixaram bastante preocupada.
Tanto que ela teve uma nova reunião com Odebrecht, e o mandou conversar com Aloizio Mercadante, seu Ministro de Estado.

Nos documentos apresentados, Marcelo Odebrecht disse que tinha doação de Caixa 2 para a campanha de 2014 de Dilma, e que poderia provar.
Mostrou a presidente da época parte dessas provas e pediu que ela barrasse a Lava Jato, pois as investigações já estavam prejudicando a empreiteira.
Não é possível saber se Dilma tentou, mas de fato se sabe que ela não conseguiu.
Odebrecht acabou preso tempos depois, e a sua empresa se transformou na maior delatora da operação deflagrada pela Policia Federal.
Nas provas apresentadas a Justiça, os detalhes de como as doações não contabilizadas a campanha de Dilma foram feitas.
Agora vamos ver qual vai ser o discurso da ex-presidente, já que este não cola mais.
Se a casa de todos os politicos está caindo, a de Dilma que se desmanchou faz tempo acaba se transformando em pó de vez.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Ministros citados em delações ficam no governo e Temer nega acordão com ex-presidentes para barrar Lava Jato

O presidente Michel Temer está se vendo obrigado a responder mais perguntas sobre a delação da Odebrecht do que sobre o país propriamente ditos nos últimos dias.
Em entrevistas recentes, Temer teve que responder a jornalistas, sobre dúvidas e questionamentos relacionados a delação da Odebrecht, divulgada na semana passada pela Justiça Federal.

Uma das perguntas mais recorrentes, é sobre os oito Ministros que foram citados nessas delações.
Para Temer, seus Ministros foram citados mas não houveram provas que os liguem a corrupção.
Por isso nem um Ministro deve ser afastado do cargo até segunda ordem e o governo não pode parar por causa dessas delações.
Há na visão de Temer, reformas importantes que precisam ter toda a atenção de seu ministério, entre elas a da Previdência, principal discussão no Congresso agora.

Por outro lado outra coisa que tem ganhado força é um boato que o presidente teria se reunido com Lula e Fernando Henrique Cardoso, numa tentativa de fechar um pacto para barrar a Lava Jato.
Sobre isto, Michel Temer respondeu que não há condições para um acordão desta magnitude.
Temer disse que Lula o convidou para falar sobre reforma politica, e que sobre este assunto ele fala com quem quiser falar com ele.
Mas a Lava Jato hoje está sob domínio da Justiça, do Ministério Público e não há como o governo intervir, e mesmo que houvesse ele não o faria.
Resta saber então, quem fica de pé, com essas delações sacudindo e destruindo todo universo politico aqui pros lados de Brasília.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Alckmin recebeu R$ 10 Mi em propinas, diz delator da Odebrecht

Governador de SP negou caixa 2 de campanha


Nesta quarta-feira, 12, em meio a divulgação de delações de executivos da Odebrecht, muitos nomes de politicos surgiram.
São pessoas que receberam benefícios da empreiteira como propinas usadas em caixa 2 de campanhas eleitorais.
Entre estes nomes citados está o do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin do PSDB.
Quatro vezes governador de estado agora é apontado que recebeu R$ 10 Mi em propinas da Odebrecht entre os anos de 2010 e 2014, para suas campanhas eleitorais.

Com detalhes, os delatores disseram a investigadores da Lava Jato, que Alckmin teria usado o cunhado, irmão de sua esposa Lu Alckmin, para que pudesse receber o caixa 2 de campanha.
Por outro lado, o governador negou qualquer irregularidade e disse que está a disposição para esclarecer todas as denúncias.
Alckmin disse que nunca pediu dinheiro nem autorizou que pedissem em seu nome, e que portanto essas são alegações infundadas e iverídicas.

O nome do governador, não está neste momento sendo alvo de investigações.
Apesar de ter sido citado, ainda carecem de provas que corroborem com o que foi dito segundo explicou o Ministro do STF, Edson Fachin, relator da Lava Jato.
Alckmin e outros 11 governadores foram citados na delação. Mas apenas três deles tiveram pedidos de inquéritos aprovados pelo STF.
Isto quer dizer que não há ainda indícios suficientes de que esses governadores, incluindo Alckmin, tenham cometido quaisquer irregularidades.
É aguardar, observar e ver como isso vai se desenrolar.
O cenário politico do Brasil fica cada dia mais incerto, e em 2018 podemos ter muitas surpresas.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

f"Vou deixar o judiciário agir", diz Temer sobre lista de Fachin

O presidente Michel Temer comentou em Brasília nesta quarta-feira, 12 de abril, sobre a lista autorizada pelo STF que investiga 8 de seus 28 ministros.
Antes de mais nada, Temer, que também é citado nas delações da Odebrecht, disse que vai deixar o poder judiciário agir e que o governo não vai se paralisar.
O presidente informou que nem um Ministro vai ser afastado, porque todos são investigados mas não estão sendo processados.
Temer respondeu algumas perguntas sobre o tema mas procurou evitar polêmicas.

Apesar de também ser citado nas delações, o presidente não pode se tornar objeto de investigação.
Ele possue imunidade presidencial e só pode ser investigado por atos relacionados a seu mandato.
Eventuais crimes cometidos antes só podem ser investigados ou motivo de processos, depois que seu mandato se encerrar.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Confiram a seguir a lista de Fachin

O Ministro do STF Edson Fachin, mandou investigar politicos por receberem doações ilegais de campanha, atuarem em favor da empreiteira Odebrecht entre outros crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O Blog Bastidores do Poder, publica a seguir quem são todos esses investigados, e que podem se tornar réus no STF caso a Procuradoria Geral encontre provas suficientes contra cada um deles no processo de investigação.
Por hora, ressalta-se que cada um desses envolvidos, maior parte de renome conhecido, são apenas investigados.

Ministros de Temer
Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil
Moreira Franco (PMDB), da Secretaria Geral da Presidência
Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional
PSDB (2)
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores
Bruno Araújo (PSDB), das Cidades
PP (1)
Blairo Borges Maggi (PP), de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
PSD (1)
Gilberto Kassab (PSD), de Ciência, Tecnologia e Comunicações
PRB (1)
Marcos Antônio Pereira (PRB), de Indústria, Comércio Exterior e Serviços
SENADORES (24)
PMDB (7)
Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
PSDB (6)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Dalírio José Beber (PSDB-SC)
José Serra (PSDB-SP)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
PT (4)
Paulo Rocha (PT-PA)
Humberto Costa (PT-PE)
Jorge Viana (PT-AC)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
PSB (2)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Lidice da Mata (PSB-BA)
PP (2)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)
PC do B (1)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
PTC (1)
Fernando Collor de Mello (PTC-AL)
PSD (1)
Omar Aziz (PSD-AM)
DEPUTADOS FEDERAIS (42)
PT (11)
Marco Maia (PT-RS)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Maria do Rosário (PT-RS)
Vicente Paulo da Silva (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Zeca do PT (PT-MS)
Vicente Cândido (PT-SP)
Décio Lima (PT-SC)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
PP (5)
Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Paulo Lustosa (PP-CE)
Cacá Leão (PP-BA)
Dimas Toledo (PP-MG)
Júlio Lopes (PP-RJ)
DEM (4)
Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Rodrigo Garcia (DEM-SP)
PMDB (3)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Daniel Vilela (PMDB-GO)
PSDB (4)
Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Yeda Crusius (PSDB-RS)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
PMDB (3)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Daniel Vilela (PMDB-GO)
PR (3)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Milton Monti (PR-SP)
Alfredo Nascimento (PR-AM)
PRB (2)
Celso Russomano (PRB-SP)
Beto Mansur (PRB-SP)
PSB (2)
José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Heráclito Fortes (PSB-PI)
PSD (2)
Antônio Brito (PSD-BA)
Fábio Faria (PSD-RN)
PC do B (1)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)
PPS (1)
Arthur Maia (PPS-BA)
SD (1)
Paulinho da Força (SD-SP)
Ministros do TCU (1)
Vital do Rêgo Filho
Governadores (3)
Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte
Tião Viana (PT), do Acre
Renan Filho (PMDB), de Alagoas
Outros (24)
Rosalba Ciarlini (PP) , ex-governadora do RN e prefeita de Mossoró
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-senador de Goiás e prefeito de Aparecida de Goiânia (GO) entre 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, candidato a senador da Bahia em 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig)
Cândido Vaccarezza, ex-deputado federal PT
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma
César Maia (DEM), vereador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva (PT), ex-ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula
Ana Paula Lima (PT-SC), deputada estadual em Santa Catarina
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (SC)
João Carlos Gonçalves Ribeiro, ex-secretário de Planejamento de Rondônia
Ulisses César Martins de Sousa, advogado e ex-procurador-geral do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, candidato a vice-governador de Roraima e filho do senador Romero Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Neves (PSDB-MG)
Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin (PT-AM)
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO)
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho (PE)
José Feliciano

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Fachin manda investigar 76 politicos por doações ilegais da Odebrecht

O Ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato, mandou investigar 76 politicos nesta terça-feira, 11.
A lista de Fachin, caiu como uma bomba em Brasília e fez muita gente tremer.
Politicos de renome estão nesta lista, como o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, e Eunício Oliveira, atual presidente do Senado Federal.
Outros nomes também estão na lista, entre eles oito ministros do governo Michel Temer.

Esses nomes aparecem nas listas de delatores da empreiteira Odebrecht, com detalhes de como atuavam para receberem doações ilegais de campanhas.
Há nomes de todos os partidos de renome, como PT, PSDB, PRB, PR, PP, PMDB, entre outros.
A maior parte dos envolvidos preferem não comentar o caso, pois alegam que não sabem ainda o teor das delações.
Alguns no entanto, disseram de antemão não terem nada a ver com recebimento ilegal de doações e que irão ver no decorrer das investigações sua inocência.

Com a lista de Fachin divulgada o próximo passo é investigar cada um dos envolvidos.
A Procuradoria Geral da República é quem vai fazer essas investigações.
O Procurador Rodrigo Janot, deve apurar até que ponto as delações da Odebrecht e seus executivos são verdadeiras.
A partir daí, oferecer denuncias contra os envolvidos.
Se o STF aceitar as denuncias, eles viram réus em ações penais.

Até a publicação desta reportagem, o governo Temer começava a se preparar por conta dos nomes de oito de seus 28 ministros no processo.
Por enquanto a declaração oficial do Planalto é que o fato de serem investigados não é razão suficiente para afastar os Ministros.

Por outro lado até governadores do estado estão na mira da Procuradoria com a lista de Fachin.
Três aparecem nesta primeira leva de politicos, e outros nove ainda estão sob suspeita, dentre eles Beto Richa do Paraná, e Geraldo Alckmin de São Paulo.
Resta aguardar agora os próximos capítulos que prometem.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer começa campanha para reforma da Previdência

Michel Temer tem uma das missões mais difíceis de sua administração a partir desta semana.
Convencer o Congresso Nacional, da necessidade de se aplicar uma reforma na Previdência Social.
Se nada for feito, o sistema atual vai entrar em falência até 2030, apontam relatórios do governo.
Para tentar se evitar que isto aconteça, Temer prepara um pacote de austeridade para reformar a Previdência.

Claro que medidas de reformas em escalas menores, foram tomadas por outros governos, mas a atual promete causar grande impacto.
Ela prevê uma idade mínima para se aposentar, pode retirar direitos pagos ao longo dos últimos anos, e vai dificultar ainda mais as aposentadorias novas concedidas pelo INSS.
O objetivo do governo, é impedir que cada vez mais pessoas se aposentem mais cedo, pelo tempo de contribuição.
Se a reforma for aprovada tal como foi enviada ao Congresso por Temer, a arrecadação da Previdência vai aumentar, a medida que as pessoas terão mais tempo para pagar o INSS ao longo de sua vida.
Acompanhe a seguir, um tópico com os principais pontos desta reforma.

I - Idade mínima.
Se aprovada, a reforma prevê que a idade mínima para se aposentar tanto de homens quanto para mulheres, seja de 65 anos.

II - Tempo de contribuição.
Além de 65 anos de idade, o trabalhador vai precisar ter no mínimo 25 anos de contribuição, para que possa se aposentar com o salário mínimo ou mais.

III - Teto da Previdência.
Para aqueles que desejarem aposentar com o teto da Previdência Social, hoje em R$ 5189,82, será necessário ter no mínimo 65 anos de idade, e no máximo 49 anos de contribuição.
Aqueles que não tiverem essa somatória, não poderão se aposentar com o teto mas terão direito ao valor proporcional conforme o tempo contribuído.

IV - Regime cumulativo.
A partir da aprovação do texto, não vai ser possível acumular benefícios como hoje pode.
Isto quer dizer que uma pessoa que receber uma aposentadoria e uma pensão por morte por exemplo, só terá acesso a um dos dois benefícios.

V - Pensão por morte.
A partir da reforma, a pensão por morte não será mais do salário integral do segurado.
A pensão paga a viúva será de 50% do valor do benefício, com um acréscimo de 10% por cada beneficiário.
Assim, uma pessoa só receberá 100% do salário, se ela for a esposa oficial e tiver cinco filhos com o homem.
A medida que os filhos fiquem maior de 18 anos, a pensão se cessa mas a porcentagem não é mantida.
Ou seja, ninguém recebe aqueles 10% que deixarão de ser pagos quando as crianças ficarem maiores de idade.

VI - BPC, Benefício de Prestação Continuada.
O BPC também vai mudar.
O benefício que hoje é no valor de um salário mínimo, pago a pessoas com 65 anos ou mais, terá sua faixa etária modificada.
A partir da reforma, só teria direito ao benefício pessoas com 70 anos ou mais.
Para terem acesso, as pessoas precisarão comprovar ainda, que ninguém na residência possue renda fixa, que chegue ou ultrapasse um salário mínimo.

VII - Pessoas com deficiência.
As pessoas com deficiência também terão regime especial de aposentadorias.
Mas não tão simples como era antes ou ainda é em alguns casos como hoje.
Para se aposentar, o segurado vai precisar ter no mínimo 55 anos de idade, e ter 20 anos de contribuição com a Previdência Social. Do contrário não terá direito ao benefício.

VIII - Pensões vitalícias.
As pensões por morte só serão vitalícias conforme as regras atuais, caso a pessoa que vá receber esposa ou esposo, tenha mais de 45 anos de idade.
Mas ela não pode receber a pensão e trabalhar, ou ter outra renda ou aposentadoria.

IX - Aposentadoria pública e privada.
Para aqueles que dependem do INSS não vai haver mais diferença nos regimes de aposentadorias.
Isto vai fazer com que servidores por exemplo, não tenham mais direito em se aposentar com o teto integral do salário de sua carreira.
A aposentadoria será no máximo no teto da Previdência, desde que respeite todas as regras anteriores citadas.
O único tipo de regime que não vai sofrer alterações, será de aposentadorias militares.

X - Aposentadoria rural.
Vai ser cobrada uma contribuição obrigatória de um valor ainda a ser definido de trabalhadores rurais que quiserem ter direito em se aposentar.
Mas isso será definido por um outro pacote enviado ao Congresso em tempo oportuno.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Deputados regulamentam o Uber mas fazem bagunça na emenda e inviabilizam projeto

Nesta noite de terça-feira, 4 de abril, os deputados federais do Brasil aprovaram o projeto de lei que regulamenta aplicativos de transportes como o Uber.
Para aqueles que usam e para a própria empresa Uber, isso poderia ser considerada uma vitória, mas na prática não foi o que aconteceu.
Isto porque, uma emenda aprovada junto ao projeto, diz que o aplicativo só pode ser usado ficando a cargo das cidades fazerem a fiscalização.
Assim sendo, os veículos usados por esses aplicativos deveriam se enquadrar na categoria de transporte público e não individual como hoje são.

Ocorre que se virarem transporte público, aplicativos como Uber passariam a ser Táxis.
Precisariam de licença para funcionar, usariam placa vermelhas e a frota mais que dobraria em todo Brasil o que prejudicaria a todos.
Para o Uber, a lei aprovada no Brasil é retrógrada, e não contempla a realidade dos tempos modernos.
O projeto segue para o Senado onde pode voltar a ser discutido e sofrer alterações.
A expectativa é que na nova casa de leis, o projeto tenha essa emenda derrubada.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

TSE adia julgamento de chapa Dilma Temer

O Tribunal Superior Eleitoral adiou nesta manhã de terça-feira, 4, o julgamento da chapa Dilma Temer, vencedora das eleições de 2014.
A chapa seria julgada a partir desta terça-feira, por abuso de poder econômico e uso de propinas nas despesas de campanha.
Se condenada, Dilma poderia perder os direitos politicos por 8 anos, e Temer perderia o mandato presidencial.

A defesa de Dilma pediu mais prazo para fazer alegações finais e ouvir testemunhas, o que foi acatado pelos Ministros.
Por unanimidade, os Ministros definiram que ouvirão mais testemunhas no processo antes da conclusão de julgamento, o que só deve acontecer em maio, ainda com data a ser definida.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

TSE julga a partir de hoje chapa Dilma Temer

A partir desta terça-feira, 4 de abril, o Tribunal Superior Eleitoral julga a chapa vencedora das eleições presidenciais de 2014.
Acusada de abuso de poder econômico e de receber propina, a chapa que elegeu Dilma Rousseff e Michel Temer pode perder suas funcionalidades caso venha a ser condenada.
Se isso acontecer, Temer perde seu mandato presidencial e é afastado do comando do Palácio do Planalto, e eleições indiretas serão convocadas no Senado.
O Blog Bastidores do Poder, vai acompanhar passo a passo desta ação hoje no TSE, que pode mudar os rumos do Brasil.

Nas vésperas do julgamento, Temer pediu mais uma vez para ser julgado separadamente de Dilma, sob o argumento de que as arrecadações foram feitas em separado.
A defesa do presidente, ainda pediu para serem excluídas do processo, delações feitas na Lava Jato que são posteriores ao início da ação.

Já Dilma, pediu para que as contas sejam julgadas juntas já que a chapa pertencia aos dois e ambos são responsáveis.
O MP concorda com a petista, e em seu parecer final deu a recomendação do julgamento mantido.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão

O deputado cassado e ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, sofreu sua primeira condenação pela Lava Jato nesta quinta-feira, 30 de março.
O Juiz Federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância, considerou que Cunha recebeu vantagens indevidas em 2011, durante o
exercício de seu mandato parlamentar.
Diante as acusações que lhe foram imputadas neste primeiro processo, que denunciava o ex-parlamentar por recebimento indevido de recursos, Cunha foi
condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

Com a condenação, ele fica na cadeia em que está em Curitiba, no Paraná, desde que foi preso no ano passado por uma ação da Polícia Federal.
A sentença de Moro, foi promulgada nesta quinta-feira e já está disponível na íntegra no site da Justiça Federal.

Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Marcelo Odebrecht confirma R$ 150 Mi de caixa 2 em campanha de 2014

O empresário Marcelo Odebrecht, preso na operação Lava Jato, prestou depoimento a Justiça Eleitoral no Paraná, nesta quarta-feira, 1º de março.
O objetivo foi servir como testemunha, em uma ação no TSE que pede a cassação da chapa Dilma Temer, vencedora das eleições em 2014.

A ação foi proposta pelo PSDB no começo de 2015, acusando a chapa de abuso de poder econômico, e de uso de caixa 2, propinas, para se financiar.
Com a saída de Dilma da presidência no ano passado por causa do processo de Impeachment, chegou a cogitar o arquivamento do caso, mas o TSE negou e quis continuar as apurações.
Como o presidente Michel Temer foi remanescente da chapa, é ele agora o principal alvo da ação, embora sua defesa tente desconstruir a imagem de que o atual presidente tinha algo a ver com a situação na época, por não estar ele afrente da chapa.

Marcelo Odebrecht foi ouvido como testemunha, porque um dos executivos da Odebrecht em delação, relatou pagamentos da companhia para a chapa Dilma Temer em 2014.
Na quarta-feira, durante seu depoimento a Justiça, o empresário confirmou ter feito repasse da ordem de R$ 150 Mi para a chapa.
Ele não especificou quanto foi dado para cada, nem quanto disso veio de propinas, mas reiterou que houve caixa 2, e com o conhecimento de Dilma Rousseff.
Parte do valor, foi repassado a João Santana, a época dos fatos que fazia marketing para o PT. Os recursos foram repassados no exterior, para fugir da fiscalização brasileira.

Marcelo Odebrecht respondeu as perguntas de advogados, da Justiça e apresentou documentos que corroboram com suas declarações.
Seu advogado disse que o cliente falou o que foi preciso falar, mas que não poderia comentar o conteúdo por causa do sigilo do processo.
Agora, mais testemunhas ligadas a companhia vão prestar depoimento a respeito do caso, antes que o processo siga a fase de conclusão.

Se o TSE entender que houve abuso de poder econômico e uso de caixa 2 na campanha presidencial, a eleição vai ser invalidada e a chapa terá sua autenticidade cassada.
Como Dilma já perdeu o mandato pelo Impeachment, Michel Temer também seria automaticamente cassado pelo TSE.
Nesta probabilidade inédita de acontecer, o presidente da Câmara Rodrigo Maia, assumiria a presidência da república temporariamente.
Como já se fazem dois anos da eleição, a lei manda com que outro presidente seja escolhido de forma indireta, em uma eleição dentro do Senado Federal.
A estratégia de Temer agora, vai ser correr contra o tempo para tentar atrasar o processo. O objetivo, impedir que o TSE consiga cassar seu mandato antes dele se encerrar em 2018.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Temer muda estratégias após Odebrecht falar em ação que pode cassar seu mandato

O presidente Michel Temer entrou em alerta máximo e todo o Planalto também.
Nesta quarta-feira, 1º, a Justiça Eleitoral vai ouvir como testemunha num processo que pode cassar a chapa Dilma Temer, o empresário Marcelo Odebrecht.
Preso pela Lava Jato, Odebrecht pode implicar o nome do atual presidente da república do Brasil, em doações ilegais de campanhas recebidas em 2014.
Na ação, que corre desde 2015 no TSE, a chapa que elegeu Dilma e Temer, é acusada de abuso de poder econômico, bem como de receber dinheiro de propina para fazer seu caixa.
O acusador é o PSDB, partido derrotado nas eleições presidenciais da época.

Com o Impeachment de Dilma Rousseff, a chapa Dilma Temer tentou desconstruir a ação no TSE.
Mas a Corte rejeitou arquivar o processo e segue com as apurações.
Se houve envolvimento de Michel Temer, o TSE defende que seja apurado e punido, inclusive com a perda do mandato presidencial, o atual presidente da república.
Se isso acontecesse, seria um duro golpe na historia recente do país. O Brasil poderia ter um novo presidente eleito em eleição indireta, pelo Senado Federal.
Uma coisa que nunca antes entrou nos planos de qualquer brasileiro, porque já se passaram dois anos das eleições e não há pela lei, meios de se convocar uma eleição direta pela democracia.

Com o depoimento de Odebrecht agendado para esta quarta-feira, Temer que antes tentava encurtar o processo, agora muda sua estratégia.
Seus advogados estudam pedir que testemunhas sejam ouvidas para prolongar a ação e evitar assim a perda do mandato presidencial.
Ester Marini
estermarini@kester.net.br

Vice-presidente da Câmara rompe com o governo Temer

As coisas começam a dar alguns sinais vermelhos e colocar o Planalto em alerta em Brasília.
Nesta quinta-feira, 23 de fevereiro por exemplo, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado Fábio Ramalho, do PMDB do Rio de Janeiro, rompeu suas relações com o governo federal.
Parece que Ramalho não estava satisfeito com o tratamento que estava recebendo do Planalto e decidiu atacar.

Disse a imprensa que está reunindo pessoas que estão insatisfeitas com o governo do presidente Michel Temer, para um contra-ataque em algumas das propostas governistas.
Será que a base de Temer vai agora começar a ruir, impondo expressivas derrotas ao presidente da república, que até então conseguiu aprovar tudo que precisou sem problemas e sem oposição forte?
Ester Marini
estermarini@kester.net.br